quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Profissional de Marketing: O Que Faz e Qual o Perfil Necessário

profissional de marketing séria acessando tablet

Você tem interesse em se tornar um profissional de marketing, mas ainda não está certo sobre as competências que precisa ter e atividades que deve desenvolver?

Posso ser sincero em dizer que, assim como em outras profissões, o marketing também vem se reinventando.

Se, antes, era focado em criatividade, hoje, ele tem outras exigências a atender. Por exemplo, a capacidade analítica de dados e foco em resultados.

Afinal, com o avanço da era digital, a maneira com a qual os consumidores buscam produtos e serviços é outra.

A verdade é que muita coisa mudou – e os meios tradicionais de marketing já não são mais suficientes para alavancar as vendas.

Por isso, marcas e empresas de todo o mundo estão atrás de profissionais qualificados para levar o público a se interessar por aquilo que oferecem.

O que não muda, no entanto, é a essência do profissional de marketing. E você, ao longo deste conteúdo, vai entender o porquê.

Vou falar sobre o que ele faz, o perfil que precisa ter e possibilidades de atuação.

Vamos lá? Acompanhe a leitura!

O que faz o profissional de marketing?

análise de gráficos por parte do profissional de marketing

É papel do profissional de marketing criar estratégias para tornar produtos ou serviços mais atraentes para os consumidores e, assim, aumentar as vendas.

Para conquistar esse objetivo com excelência, ele precisa conhecer áreas como análise de dados, comportamento do consumidor, marketing digital, publicidade e vendas.

Tudo começa a partir de estudos de mercado para entender quem é o consumidor. E ganha forma com a criação de estratégias para satisfazer as suas necessidades.

Então, podemos dizer que o profissional de marketing trabalha para antecipar e satisfazer os desejos de clientes e prospects (potenciais consumidores).

É ele o especialista em levar a marca para pessoas que precisam de seus produtos ou serviços.

Qual o perfil do profissional de marketing?

profissional de telemarketing

Ficou curioso para conhecer as competências do profissional de marketing?

O que posso adiantar é que, como uma peça fundamental para o sucesso das vendas de uma empresa, ele precisa ter uma série de atributos.

Demanda um perfil capaz de dar conta de várias atividades com eficiência, mas sem ficar sobrecarregado ou se perder em meio ao processo.

Para compreender melhor se essa profissão realmente combina com você, separei uma lista com as 12 principais competências do profissional de marketing.

Você não precisa ser craque em todas elas, mas, pelo menos, estar disposto a desenvolvê-las para poder crescer e ser reconhecido.

Afinal, uma das características que marcam profissionais bem-sucedidos nessa área é a consciência de que sempre é possível evoluir e fazer melhor.

Confira!

1. Criatividade

Embora eu tenha dito no início deste artigo que apenas criatividade, hoje, não basta para ser um bom profissional de marketing, ela continua sendo importante. Muito importante, aliás.

Você não se considera 100% criativo?

Fique tranquilo, pois a criatividade pode ser desenvolvida com o tempo.

Para isso, consuma cultura, leia, assista, ouça e esteja aberto ao novo.

Quanto maior for o seu repertório de conhecimento, mais fácil será ter ideias criativas e grandes “sacadas” de marketing.

2. Inovação

Para se adaptar às mudanças do mercado, é preciso acompanhá-las e identificar oportunidades para aproveitá-las em benefício da marca a ser representada.

Como fazer isso? Com a sua capacidade de inovação. Ou seja, ter novas ideias, criar tendências, pensar fora da caixa e fazer algo novo.

Todo profissional de marketing precisa ser ousado para ir mais longe.

3. Autonomia

autonomia do profissional de marketing

Resolver problemas e crises com agilidade são outras habilidades que você precisa ter para se tornar um profissional de marketing eficiente.

Como nem sempre haverá um gestor ao seu lado para orientá-lo a respeito do que deve ser feito, é necessário ter autonomia para saber como agir por conta própria.

E isso você conquista no dia a dia, sendo fruto do seu trabalho e dos resultados que entrega.

4. Iniciativa

Como nem todo dia temos aquelas ideias incríveis e inovadoras, capazes de encantar facilmente os consumidores, é preciso correr atrás de outras oportunidades.

Não dá para ficar parado: você precisa de proatividade.

Se você gosta de ficar sentado, esperando a melhor estratégia surgir em sua mente, posso dizer que essa não é a profissão certa para você.

5. Organização

Já passou pelo departamento de marketing de uma empresa e se deparou com profissionais ocupados, em um dia a dia bastante corrido, muitos deles com perfil cansado?

Sim, por vezes, essa é a realidade. Mas não se assuste, pois nem sempre é assim.

A verdade é que o ritmo de trabalho depende muito de como você se organiza para ele.

Com um pouco de disciplina e regras, que você mesmo pode criar, tudo fica mais tranquilo e fácil de dar conta.

O que não pode é abrir mão de ser organizado para saber o que priorizar em suas tarefas diárias, a fim de evitar problemas.

Uma dica: faça um calendário, elaborando um cronograma para se atentar aos prazos e não ser visto como um profissional de marketing atrapalhado.

6. Análise

análise no processo de trabalho do profissional de marketing

Tão importante quanto ter uma mente criativa é ter uma mente analítica. Isto é, saber lidar com números, observar métricas e analisar dados para tomar decisões corretas.

Com o avanço da era digital, cada vez mais as empresas valorizam profissionais de marketing que unem criatividade e capacidade analítica.

A boa notícia é que não faltam ferramentas para automatizar a coleta de dados e apontar caminhos, seja qual for o canal de marketing utilizado.

7. Empatia

Empatia é uma competência comportamental que diz respeito a se colocar no lugar do outro.

Então, como isso se manifesta no universo do marketing? É simples!

Saber se colocar no lugar da buyer persona (o seu possível cliente ideal, no caso) da sua marca é a melhor forma de entender a efetividade de suas campanhas e estratégias de marketing.

Quando você é empático, cria ações mais assertivas e reduz riscos como, por exemplo, ofender e repelir o consumidor em vez de encantar e atrair.

8. Facilidade com o trabalho em equipe

trabalho e comemoração em equipe de profissionais do marketing

Trabalhar com marketing é trabalhar em equipe. Afinal, nenhuma empresa é construída sozinha.

Seja qual for o segmento ou porte, ela depende da ajuda de vários especialistas.

No dia a dia do profissional de marketing, é preciso interagir com uma variedade de profissionais, como: designers, redatores, gerentes e supervisores. E, em outras áreas, jornalistas, especialistas em finanças e vendedores.

Isso sem falar que, se tiver ajuda terceirizada, também precisará trabalhar com consultores ou agências.

9. Vontade de aprender

Com mudanças acontecendo a cada momento, o profissional de marketing precisa estar pronto para adaptar suas estratégias e, acima de tudo, aprender.

Já disse isso antes, mas não custa repetir.

O marketing oferece oportunidades diárias de aprendizado, evolução e desenvolvimento.

Já pensou o que seria de um profissional de marketing se ele simplesmente fechasse os olhos para as redes sociais e outras tecnologias? Certamente, seria deixado para trás.

Para se atualizar sobre as melhores práticas de marketing, diante de tantas novidades, é essencial ler livros, fazer cursos e participar de eventos da área.

O primeiro passo já foi dado: você está em um blog totalmente dedicado ao assunto.

10. Boa comunicação

comunicação entre colegas profissionais de marketing

Um bom profissional de marketing precisa se comunicar bem, trocar experiências com outros setores e trabalhar em colaboração com toda a empresa.

11. Empreendedorismo

Trabalhar com marketing também é ser empreendedor, assumindo diferentes responsabilidades e se envolvendo em várias frentes do negócio.

Não basta ser um mero cumpridor de horários. Você precisa trabalhar por objetivos, o que começa por se identificar com aquilo que a empresa na qual trabalho busca.

12. Informação

Correndo o risco de ser redundante, preciso reiterar um alerta.

Com um grande volume de informações sendo gerado a cada instante, principalmente na internet, o profissional de marketing precisa se manter atualizado e bem informado.

Isto é, absorver e identificar o que faz sentido para melhorar seus resultados em vendas.

Como é a graduação em marketing?

graduação na área de marketing

Mesmo sendo uma área aberta a profissionais de áreas correlatas, como comunicação social, também existe graduação direta em marketing.

Essa é uma formação que pode acontecer em nível de bacharelado ou de tecnólogo.

O bacharelado leva, em média, quatro anos para ser concluído. Já o tecnólogo, no máximo três anos.

Com disciplinas bastante semelhantes, esses cursos envolvem o estudo de áreas como economia, estatística, gestão de projetos e psicologia.

Se você quer fazer um curso mais rápido, o tecnólogo é a opção mais indicada. Já se prefere se aprofundar mais e tem mais tempo disponível para a graduação, o bacharelado é o melhor caminho.

Seja qual for a sua escolha, a certeza é uma só: sua inserção no mercado é bem mais fácil quando você tem formação na área.

Ao terminar o curso, você estará pronto para atuar como profissional de marketing.

E, se assim desejar, pode até se especializar em outras áreas de atuação como agências, consultorias, e-commerces e inbound marketing.

Como funciona o mercado de trabalho para marketing?

mercado de trabalho para o profissional de marketing

O mercado de trabalho do profissional de marketing continua aquecido, principalmente quando olhamos para as mudanças de comportamento do consumidor e os desafios da era digital.

Como as empresas precisam se adequar a novas exigências, dependem cada vez mais de profissionais qualificados para atendê-las.

A oportunidade está aí, esperando para ser abraçada!

Se não for por você, será por outra pessoa.

Portanto, a carreira de marketing pode atender a essa demanda e fortalecer as marcas a médio e longo prazo.

Isso faz com que existam oportunidades de atuação tanto em empresas de varejo quanto em indústrias, instituições bancárias, prestadoras de serviços e órgãos públicos.

Fique por dentro de algumas das principais áreas de atuação do profissional de marketing:

  • Endomarketing: estratégia de marketing institucional focada em ações internas
  • Inbound marketing: conjunto de estratégias para atrair e converter clientes através da produção de conteúdo valioso
  • Marketing cultural: estratégia usada para agregar valor à marca por meio de patrocínios a projetos culturais
  • Marketing digital: conjunto de estratégias online para atrair novos negócios, se relacionar com o público e fortalecer a marca
  • Marketing esportivo: uso do esporte como ferramenta de comunicação empresarial
  • Marketing estratégico: estratégias para atingir objetivos de uma empresa a curto, médio ou longo prazo
  • Marketing de relacionamento: trabalha a construção e a disseminação de uma marca para fidelizar clientes e criar autoridade no mercado
  • Marketing operacional: envolve operações que possam contribuir para que uma empresa conquiste seus objetivos estratégicos mais rapidamente
  • Marketing político: tem como objetivo divulgar ações e ideias de um político, além de fortalecer sua imagem e aproximá-lo da população
  • Neuromarketing: busca entender o que faz com que o consumidor prefira uma marca, compre dela e se torne um cliente fiel.

Atividades do profissional de marketing

É comum que ainda exista certa confusão entre marketing e vendas. A verdade é que essas áreas são complementares.

Ao conhecer as atividades do profissional de marketing, fica mais fácil entender que o marketing é um ingrediente poderoso para aumentar as vendas.

No entanto, o profissional de marketing deve atuar sempre de olho em desenvolver ideias e estratégias que resultem no futuro aumento do faturamento.

Nesse caso, isso vai além de estudar o mercado e os clientes: determina a melhor forma de atingir o target.

Veja só quais as responsabilidades do profissional de marketing de uma empresa:

  • Entender quem são os clientes e suas necessidades para aumentar a satisfação deles e o sucesso de produtos ou serviços
  • Planejar e gerenciar a comunicação da empresa para cumprir as metas e os objetivos estratégicos estabelecidos
  • Desenvolver e gerenciar campanhas
  • Definir canais e estratégias para atrair novos clientes e fidelizar aqueles que já são de casa
  • Acompanhar, analisar e mensurar os resultados de campanhas realizadas
  • Intermediar a relação com fornecedores como agências de marketing e gráficas.

E quando falamos de marketing digital, as atividades do profissional de marketing se estendem ainda mais.

Porque o digital é o presente e o futuro do marketing, considerando o quanto a internet se mostra ativa na vida dos consumidores. Afinal, estamos sempre conectados!

Veja quais atividades são cobradas do profissional de marketing digital, atualmente:

  • Produzir conteúdo de valor para canais proprietários e de parceiros
  • Gerenciar as redes sociais e o site da empresa
  • Conhecer as melhores técnicas de SEO (otimização para mecanismos de busca) para conquistar melhor posição em buscadores
  • Executar ações em links patrocinados
  • Criar campanhas de e-mail marketing para atrair, engajar e fidelizar clientes
  • Analisar e mensurar resultados de ações de marketing em canais digitais.

Conclusão

Sei bem que pode parecer muita coisa para a sua cabeça, mas isso não é motivo para desistir. Muito pelo contrário.

Os novos desafios do mercado atual devem servir como um combustível para que você se qualifique ainda mais e experimente ideias novas.

Se eu pudesse resumir, em apenas uma competência, o principal diferencial para conquistar posição de destaque como profissional de marketing, eu diria: vontade de aprender.

E tenho certeza de que isso você tem de sobra, ainda mais por ter chegado até aqui.

Os recrutadores valorizam pessoas que possuem conhecimento técnico na área, mas priorizam aquelas que possuem brilho nos olhos para lidar com o novo.

Até porque vivemos em tempos em que precisamos aprender coisas novas e nos adaptar às mudanças para sobreviver a um mercado competitivo e feroz.

Então, se é isso mesmo o que você quer para a sua vida, vá em frente, sem medo.

Procure se capacitar ao estudar sobre marketing e comportamento do consumidor, mas não deixe de demonstrar iniciativa e entusiasmo em botar a mão na massa.

Após ler este artigo, você conseguiu pensar em quais áreas de atuação teria mais afinidade para se tornar um profissional de marketing?

Conte-nos suas ideias e perspectivas nos comentários e não deixe de acompanhar conteúdos sobre marketing e vendas aqui no blog!

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Comunicação Eficaz nas Organizações: O Que É e 9 Dicas Para Usar

ilustração sobre comunicação empresarial

Você precisa de uma comunicação eficaz no seu dia a dia. Se está à frente de um negócio, ainda mais.

Porque não basta transmitir uma mensagem, seja qual for o seu público. É fundamental se fazer compreendido.

E para mantê-lo motivado nessa busca, quero começar com uma boa notícia.

O fato de você estar lendo este artigo já demonstra que entende a importância da comunicação para o mundo corporativo. Também que deseja saber como torná-la mais eficaz para alcançar melhores resultados.

Então, meio caminho já está andado.

Você está pronto para conhecer o poder da comunicação eficaz. Aquela que vai proteger o seu negócio de arranhões de reputação, desentendimentos e ruídos causados pelo famoso “telefone sem fio”.

Afinal, uma informação corrompida ou distorcida pode comprometer todo aquele trabalho executado com tanto suor e dedicação.

Se você já se viu em uma situação desconfortável, na qual foi mal interpretado, ou conhece alguém que já passou por isso? Então, sabe bem do que estou falando.

Neste artigo, vou te explicar ao certo o que é comunicação eficaz, por que ela é importante para a sua empresa e como usá-la em benefício dos negócios.

Você vai aprender a se expressar com precisão – e conhecer as principais razões para isso.

Acompanhe!

O que é comunicação eficaz?

importancia comunicação eficaz nos negocios

Comunicação eficaz e eficiente é o ato de falar e ser compreendido. Representa transmitir para o interlocutor as informações que você precisa, causando nele a compreensão que deseja. É emitir uma mensagem com clareza e sem dar margem a qualquer ruído ou desentendimento.

Embora pareça instintivo – e muitos profissionais se autointitulem bons comunicadores -, comunicar-se com eficácia é um constante desafio para a maioria das pessoas.

Saber o que é comunicação eficaz no mundo corporativo vai muito além de dizer algo ao outro.

É um processo que exige levar em consideração o repertório cultural e mental do ouvinte para poder formular a mensagem adequadamente.

Ou seja, é conectar-se com o receptor.

Significa que a sua forma de se comunicar precisa ser adequada ao público que deseja impactar.

É um desafio que fica mais claro ao abordar a comunicação eficaz nas organizações, onde as exigências e vantagens são tanto internas quanto externas.

A importância da comunicação eficaz nas empresas

profissional assinalando símbolo de comunicação

Segundo o pai da administração moderna, Peter Drucker, erros e ruídos de comunicação respondem por 60% dos problemas corporativos.

Veja que o percentual é expressivo.

Ele se refere a falhas que resultam em conflitos internos, na desmotivação dos colaboradores, na perda de clientes (a famosa taxa de churn), em prejuízos financeiros e em muitos retrabalhos.

Ainda não está claro para você qual é a importância da comunicação eficaz nas empresas?

Então, permita-se a uma viagem ao passado. Entre comigo no túnel do tempo e volte alguns anos.

Faça um exercício e observe como ela ajudou a humanidade a evoluir até hoje.

Vale voltar ao início de tudo, à nossa Pré-História.

Com a troca de conhecimento, planejamento de atividades e trabalho em equipe, o homem das cavernas encontrou soluções para problemas, reduziu conflitos e progrediu.

A vida se tornou melhor e os objetivos individuais e coletivos ficaram mais próximos graças a uma comunicação eficaz.

Não fossem os avanços desde então, ainda valeria a lei do mais forte, de quem grita mais alto, privilegiando a irracionalidade.

Não é algo que combina com um ambiente que necessita de organização, disciplina e foco, como o mundo corporativo. Você concorda?

Reside aí boa parte das causas de conflitos e resultados ruins em empresas.

Mas há outros benefícios que você precisa conhecer para compreender a real importância desse processo nas organizações.

Então, acompanhe a lista abaixo.

Planejamento otimizado

Quando a comunicação é eficaz, o planejamento para a execução de tarefas é bem-sucedido.

A empresa traça melhor seu caminho e cada profissional adquire clareza ao entender seu papel para o sucesso de um projeto.

Assertividade nos processos

Quanto melhor for a qualidade da comunicação, mais clara e objetiva é a transmissão de informações.

Em consequência, melhor é a execução de processos organizacionais, com maior assertividade e índice de acertos.

No entanto, é importante ter consciência sobre o que é necessário para tornar a comunicação mais eficaz.

Ficou curioso para conhecer estratégias para aperfeiçoar o processo? Vou compartilhar algumas dicas de como tornar a comunicação melhor ainda neste artigo. Continue comigo para não perdermos a linha de raciocínio.

Engaje e motive os colaboradores

colaboradores de empresa aplaudindo e sorridentes

Você brincou de “telefone sem fio” quando era criança, certo? E lembra o quanto a mensagem emitida no começo da brincadeira era distorcida até chegar ao receptor?

No mundo empresarial, acontece o mesmo quando a comunicação é ineficaz: a mensagem tem ruídos e é transmitida de maneira incompleta ou mesmo incorreta.

Então, uma comunicação eficaz tende a tornar os colaboradores mais confiantes, engajados e motivados.

Isso porque eles percebem que estão trabalhando em uma empresa transparente, que se comunica com cooperação e objetividade.

Cada um sabe o seu papel, como naquela velha metáfora que atribui aos colaboradores a função de engrenagem para o funcionamento da máquina.

Diminui os conflitos

Quando todo mundo se acerta, as atividades ocorrem com mais fluidez, e os conflitos são reduzidos.

As discussões desnecessárias, causadas por falhas de comunicação, são prevenidas e, caso ocorram ruídos, são mais facilmente resolvidos.

Assim sendo, posso dizer que a comunicação eficaz traz mais maturidade para todos os profissionais envolvidos.

Mesmo nas adversidades, eles passam a entender que precisam resolver os problemas de modo amigável e sem ofensas.

Melhora o clima organizacional

comunicação eficaz contribui para melhora de clima organizacional

Como mencionei, um dos principais benefícios de investir em uma comunicação mais eficaz em âmbito empresarial é a transparência.

Todos saem ganhando com isso, e o clima organizacional muda da água para o vinho (ou vice-versa, caso você prefira água do que vinho, ok?).

Fofocas e especulações são diminuídas.

O foco se volta ao que de fato interessa. Há maior alinhamento entre os objetivos da empresa e o propósito de cada colaborador.

Os gestores passam a compartilhar as informações que precisam para a equipe, aumentando seus níveis de motivação e satisfação profissional.

Dessa forma, os colaboradores alimentam a sensação de pertencimento, se enxergando como parte importante do processo – na verdade, é assim mesmo que devem se sentir.

Afinal, os profissionais de uma empresa são os bens mais valiosos que ela pode ter, não é mesmo?

9 dicas de como tornar a comunicação mais eficaz

comunicação entre equipe e profissionais

Quer aprender como tornar a comunicação mais eficaz e evitar qualquer prejuízo, seja interno ou externo?

Tenho 9 dicas, que certamente, irão ajudar a elevar a outro nível o relacionamento com clientes, colaboradores e parceiros.

Aqui vão elas:

1. Não tenha medo de fazer perguntas

Você já participou de um evento ou de uma reunião e saiu de lá sem entender aquela parte importante do que foi dito?

Então, saiba que perder a oportunidade de tirar suas dúvidas pode se transformar, mais tarde, em um grande problema.

Por exemplo, nada pior do que sair de um encontro com um cliente e precisar perguntar novamente a ele informações que já havia transmitido.

Fazer perguntas é um dos principais pilares de uma comunicação eficaz. Torna as conversas, trocas de e-mails, participações em eventos e reuniões bem mais produtivas.

Portanto, aproveitando a oportunidade, caso surja alguma dúvida após terminar de ler este artigo sobre comunicação eficaz, não hesite em comentar e fazer perguntas.

Fique à vontade para tirar o máximo proveito das dicas compartilhadas aqui.

2. Faça reuniões frequentes

Muita gente questiona a importância das reuniões e acha até que elas não precisariam existir.

O problema não está nas reuniões, mas na qualidade delas.

Se forem bem planejadas, não há porque não realizar. Ao contrário: vale promover esse tipo de iniciativa mais vezes.

Quanto mais frequentes forem as boas reuniões, maiores as oportunidades de tornar seu trabalho mais produtivo.

Procure aproveitar, intensamente, cada uma delas para fazer as perguntas cabíveis e alinhar tudo o que for necessário.

Se tiver a possibilidade de agendar esses encontros, procure datas e horários em que esteja mais bem-humorado, disposto e inspirado.

Todo mundo tem uma hora do dia em que funciona melhor.

3. Tente ser o mais claro possível

clareza nos diálogos

Vai conversar com alguém, seja pessoalmente, por telefone, conferência, e-mail ou WhatsApp?

Então, adote como hábito esta terceira dica: procure se certificar de que o interlocutor entendeu tudo o que você disse.

Para se sentir mais seguro quanto a isso, experimente repetir os pontos importantes ao final da conversa e se coloque à disposição para tirar dúvidas.

4. Faça follow-up por escrito

Fazer ata de reunião pode parecer uma prática ultrapassada quando olhamos para o mercado atual.

Mas, ao contrário do que sugere, é um método muito eficiente para relembrar os principais pontos debatidos.

Portanto, não deixe de fazer anotações durante elas e organizar tudo o que foi conversado em um documento para compartilhar com os participantes depois.

Isso evita que informações sejam perdidas e ajuda você a ser visto com ainda mais iniciativa e profissionalismo.

Para avançar ainda mais, sugiro que leia meu artigo sobre brainstorming.

5. Entregue relatórios sobre as demandas

Quer “mostrar trabalho” e deixar os colegas, gestores, clientes ou parceiros por dentro das atividades que vem desenvolvendo?

Então, aqui vai mais um hábito para incorporar e tornar sua comunicação mais eficaz: a produção de relatórios.

Quando você entrega relatórios sobre as demandas que realizou, pode entender melhor em que ponto do projeto está e mostrar trabalho.

Isso também é uma forma de mostrar que você é um profissional organizado e proativo.

Só tenha o cuidado de ser objetivo e não prolixo.

Relatórios devem ser curtos, ir direto ao ponto. Vale se colocar no lugar do outro para entender como o material vai ajudar aquele que lê.

6. Avalie o cenário

Tudo pode ser melhorado, desde que haja monitoramento das ações.

Ao avaliar a comunicação existente e até que ponto ela contribui para que os objetivos previstos sejam alcançados, é possível ajustar o que não está bom.

E, assim, conquistar uma comunicação eficaz rumo a resultados extraordinários.

7. Conheça o seu receptor e crie rapport

processo de rapport na comunicação empresarial

Cada ser humano é único. Possui um repertório cultural, personalidade e vivências únicas.

Ou seja, embora existam várias semelhanças entre grupos de pessoas, ninguém age e pensa totalmente igual.

Cada um tem suas particularidades, necessidades, desejos, dores e sonhos.

Para direcionar a comunicação da melhor forma possível, é preciso conhecer quem é seu receptor antes de se comunicar com ele.

Com isso, as chances que ele compreenda o que você tem a dizer são muito maiores, e as margens para equívocos, incomparavelmente menores.

Não por acaso, no caso de marcas e empresas, conhecer o público-alvo é uma etapa inadiável da boa comunicação.

8. Faça feedbacks

A oitava dica está aqui para lembrar que um processo de comunicação eficaz precisa continuar evoluindo. E que o feedback é uma ferramenta essencial para entender até que ponto a mensagem transmitida ao receptor foi bem compreendida.

Ao dar e receber feedbacks, você pode perceber se as pessoas precisam de mais informações, se restou alguma dúvida e, até mesmo, se elas têm sugestões.

Essa ferramenta é um valioso aliado para que continue se aperfeiçoando cada vez mais.

9. Tenha cuidado com as armadilhas da língua portuguesa

Procure se atentar para não cometer nenhum pecado linguístico e gerar prejuízos.

Por incrível que pareça, até mesmo as vírgulas são poderosas para mudar completamente o sentido de uma mensagem.

Então, nada melhor do que fazer o exercício de ensaiar suas falas, ler, reler e revisar mais de uma vez cada e-mail ou texto a ser enviado.

Muita gente relativiza a importância da correção gramatical e ortográfica. Até defende que, em tempos de internet, erros de português se tornam algo menor.

Não caia nessa cilada.

Quanto mais você se certificar de que está se comunicando corretamente, mais eficaz será sua comunicação.

Tem certa dificuldade com as particularidades da língua portuguesa? Peça ajuda a um colega especialista no assunto.

Tire suas dúvidas em um dicionário ou em sites confiáveis.

Aprender mais nunca é demais.

Casos de sucesso em comunicação eficaz

Comunicação entre colegas de equipe em empresa

Buscar a inspiração em exemplos reais sempre ajuda, não é mesmo?

Para exemplificar melhor como a comunicação eficaz contribui para que uma empresa comunique seus propósitos e obtenha resultados positivos, separei dois cases.

Confira!

1. Associação Brasileira de Transplante de Órgãos

Com o objetivo de mostrar para os brasileiros a importância de doar órgãos, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) usou a comunicação para fazer diferente.

A entidade criou uma campanha para causar ruído de comunicação e aproveitar isso como oportunidade para alcançar o resultado esperado.

A iniciativa, desenvolvida pela Leo Burnett Tailor Made, contou com a parceria do Conde Chiquinho Scarpa.

Conhecido por ser um milionário excêntrico, ele postou em seu Facebook que iria enterrar seu carro favorito, um Bentley, no jardim de sua casa – como faziam os faraós, que eram sepultados junto a diversos de seus pertences.

Obviamente, houve uma série de comentários negativos de pessoas que achavam um absurdo ele “rasgar dinheiro” assim.

Nos três dias seguintes, Scarpa fez mais três posts mostrando a preparação para o enterro do veículo, o que gerou mais mídia espontânea e deu o que falar na imprensa.

Para surpresa de todos, no dia em que estava agendado o enterro, Chiquinho deu uma entrevista falando que, na verdade, absurdo mesmo era enterrar órgãos que têm o poder de salvar vidas.

O resultado? Além de comunicar os propósitos e valores desejados, a campanha gerou aumento de 31,5% no número de doações de órgãos em um único mês.

Todo o cuidado na escolha do personagem, do enredo e dos canais utilizados foram pensados dentro de uma estratégia de comunicação eficaz.

E deu muito certo, como os números comprovam.

2. Dove

Outra campanha que deu o que falar foi a Real Beleza, da Dove.

Isso porque, até 2004, o foco da comunicação da marca era falar que Dove não era só sabonete, mas também hidratante.

A grande virada veio quando a marca adotou um novo posicionamento para sensibilizar mulheres em uma comunicação empática e emotiva.

Começou uma discussão sobre o que é beleza e sobre a importância de resgatar a individualidade das mulheres e quebrar estereótipos. Com isso, passou a enaltecer o que seria visto como “imperfeição”.

Com o sucesso da campanha, abriu mão de usar modelos esbeltas em suas propagandas, que passaram a contar com mulheres de diferentes biotipos e idades.

Não lembra?

Assista ao vídeo abaixo para recordar esse belo case de comunicação eficaz:

Conclusão

Depois de conferir os dois cases, fica mais claro para você a importância de perceber melhor a si mesmo e ao outro?

A comunicação eficaz torna possível o impossível, trazendo resultados mais assertivos, democráticos e responsáveis. Ou seja, reduz atritos e concentra energia no que mais importa: conquistar resultados incríveis.

Você está preparado para tornar sua comunicação mais eficaz e aproveitar seus benefícios para fazer mais negócios?

Agora você tem tudo o que precisa para transmitir mensagens com clareza, assertividade, inteligência e empatia.

Só falta dar mais um passo, que é colocar em prática tudo o que aprendeu por aqui.

Gostou do conteúdo? Foi útil para você? Então compartilhe também em suas redes sociais para ajudar seus amigos a aprenderem sobre a importância da comunicação eficaz.

E não deixe de contar nos comentários como espera usar a comunicação eficaz na sua empresa!

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Como Aumentar as Vendas: 20 Dicas Para Usar na Sua Empresa

ilustração de estrada representando aumento de vendas

Sua empresa pode ter um ou um milhão de funcionários: eu aposto que todos eles gostariam de saber como aumentar as vendas.

Uma boa estratégia de vendas é fundamental para manter qualquer negócio sempre funcionando.

Se você acha que já tentou de tudo e, ainda assim, sente que sua empresa está estagnada, não precisa morrer na praia.

Às vezes, não é fácil mesmo enxergar onde estamos errando.

Foi por isso que eu preparei esse post sobre como aumentar as vendas com 20 dicas para você usar na sua empresa.

Você vai ver que, com um pouco de planejamento, é possível alcançar resultados mais que satisfatórios.

Portanto, não perca tempo e vem comigo!

Como aumentar as vendas: 20 dicas fundamentais

xícara de café junta de tablet com gráico de aumento de vendas

Para aumentar as vendas, estes são os passos imprescindíveis:

  1. Invista em recursos e pessoas
  2. Faça treinamentos e motive os funcionários
  3. Trabalhe a geração de leads
  4. Crie um bom clima de relacionamento entre os vendedores
  5. Impulsione seus investimentos de marketing
  6. Pratique upsell e cross sell
  7. Ofereça a seus clientes um cartão-presente
  8. Diferencie-se
  9. Tenha uma estratégia de preços
  10. Crie um programa de recuperação de clientes
  11. Conheça muito bem o seu público alvo
  12. Aposte no relacionamento com o cliente
  13. Identifique e avalie a concorrência
  14. Esteja por dentro das novidades do mercado
  15. Adapte-se ao mercado
  16. Analise os fatores internos e externos
  17. Defina o objetivo de como aumentar as vendas
  18. Venda o que o cliente quer comprar
  19. Acompanhe o pós-venda
  20. Acrescente mais valor do que o preço

A verdade é que ter boas ideias para aumentar as vendas nem sempre é fácil e não acontece da noite para o dia.

Para alcançar esse objetivo, existem vários fatores que devem ser levados em consideração.

Se você quer realmente saber o que fazer para aumentar as vendas, confira o detalhamento sobre as 20 dicas que vou apresentar agora.

1. Invista em recursos e pessoas

Antes de satisfazer os seus clientes, é preciso garantir a felicidade dos seus colaboradores.

Afinal, eles são a maior referência que sua empresa pode ter.

Também não deixe de investir em ajuda especializada.

Uma consultoria, por exemplo, tem muito a contribuir com a gestão da sua empresa, uma vez que o profissional ou empresa contratada ajuda a rever estratégias, readequar gastos e identificar novas oportunidades.

Além disso, não há nada como um olhar de fora para trazer um outro ponto de vista sobre a empresa com neutralidade, não é mesmo?

2. Faça treinamentos e motive os funcionários

treinamento de funcionários auxiliando o aumento de vendas

Muita gente pensa que motivar funcionários é apenas compensar financeiramente por alguma atividade, como uma forma de bônus. A motivação vai além disso.

É preciso dar um propósito à equipe para que ela entenda o quanto o trabalho dela é importante não apenas para o sucesso da empresa, mas por uma causa maior.

Invista também na qualificação dos funcionários com treinamentos periódicos.

Quanto mais preparado eles estiverem, melhor será a performance nas vendas.

3. Trabalhe a geração de leads

Todo esforço aqui é bem-vindo.

Os leads são os tão esperados futuros clientes, a grande aposta de qualquer empresa para dar continuidade aos negócios.

Então, me responda: suas estratégias de marketing digital estão afiadas?

Se não, está mais do que na hora.

Você precisa começar produzir conteúdo de qualidade em seus canais regularmente, investir em SEO e o que mais for necessário para bombar sua marca em blogs e nas redes sociais.

Mesmo que os leads não adquiram seu produto de imediato, eles podem, por exemplo, assinar sua newsletter e acompanhar seu trabalho para um dia fechar negócio com você.

4. Crie um bom clima de relacionamento entre os vendedores

bom relacionamento entre vendadores auxilia no aumento de vendas

Durante muito tempo, vender na mesma empresa que o colega era o mesmo que competir. Ambientes empresariais eram uma verdadeira guerra.

Competitividade não é ruim, contanto que seja saudável. Isso quer dizer que o sucesso de um vendedor deve servir de inspiração para os outros.

Todo mundo sabe que, se o ambiente não é harmonioso, acordar para ir trabalhar passa a ser uma tortura. E é claro que isso vai afetar diretamente na produtividade da empresa.

A verdade é que cada funcionário é diferente e é seu dever identificar suas características.

Uns são mais comunicativos, outros têm mais visão, há aqueles com mais inteligência emocional, enfim.

Procure valorizar o que cada um tem de positivo e incentive-os. Por outro lado, identifique também as fraquezas e ajude-os a superá-las.

Algumas tarefas podem ser melhor direcionadas de acordo com as aptidões de cada um.

E que tal estimular uma boa convivência também fora da empresa?

Pode ser um happy hour após o expediente ou o famoso churrasco no fim de semana.

Tudo isso ajuda a reforçar laços de amizade e manter a equipe unida.

5. Impulsione seus investimentos de marketing

Não importa o tamanho da sua empresa ou há quanto tempo ela está no mercado: o marketing sempre será fundamental para sua estratégia de vendas.

Infelizmente, muitas empresas ainda deixam essa etapa de lado alegando não haver verbas suficientes para o marketing.

Acontece que marketing não é gasto: marketing é investimento.

Acredite: todo esforço dedicado a esse setor dará algum tipo de retorno para sua empresa.

Sem o marketing, sua empresa fica simplesmente invisível para os clientes.

6. Pratique upsell e cross sell

Já ouviu falar na frase: “O que não é visto, não é lembrado”?

Claro que sim.

Para vendas, ela também se aplica.

E uma das formas mais eficientes de aumentá-las é oferecer a aos clientes uma versão melhorada do produto que eles já iriam adquirir ou algo complementar à compra.

Estou falando de upsell e cross sell, respectivamente.

Esses dois conceitos, além de reter os clientes, irão ajudar a elevar o ticket médio da sua empresa.

7. Ofereça a seus clientes um cartão-presente

cartão presente como cortesia para clientes

O cartão-presente é um dos vários mimos que você pode oferecer ao seu cliente para manter um bom relacionamento com ele.

A vantagem desse tipo de brinde é que ele é de fácil confecção (pode ser físico e também virtual, enviado por e-mail) e deixa a escolha do produto a critério do cliente por um valor previamente determinado.

Ao fazer a troca do cartão pelo presente, o cliente sempre pode acabar inteirando o valor para comprar algo mais caro, ou até aproveitar para levar outros produtos.

É claro que não precisa ser nada de valor muito elevado.

A ideia aqui é fazer com que o cliente se sinta especial e se mantenha perto de você.

As premiações podem acontecer em datas comemorativas como aniversários, dia das mães, dia dos pais, etc.

8. Diferencie-se

Foi-se o tempo em que preço menor e bom atendimento garantia a preferência dos consumidores.

Isso todo mundo já sabe e (quase) todo mundo já faz.

Na verdade, os consumidores até preferem desembolsar a mais em troca de uma boa experiência. E é isso que você deve proporcionar a eles.

Seja o melhor em tudo: tenha os melhores produtos e serviços e faça questão de encantar seu consumidor.

9. Tenha uma estratégia de preços

Você não quer colocar um preço excessivamente alto para não afastar os clientes. Também não quer baixar demais para não sair no prejuízo.

Mas você sabia que preço baixo não fideliza cliente? Isso pode até atraí-lo a princípio, mas é a experiência com a sua marca que vai torná-lo fiel.

É importante sempre ter em mente que, mais do que um preço alto ou baixo, o cliente está disposto a pagar um valor justo por aquilo que satisfaça as necessidades dele.

Como estratégias, você sempre pode recorrer a:

  • Descontos temporários: preço “alto-baixo” costuma atrair clientes
  • Preço líder: redução do preço de produtos líderes
  • Preços sazonais: variação de preço em determinadas épocas do ano
  • Preço por volume: desconto para quem comprar quantidades maiores
  • Preço psicológico: preços como R$ 9,90 são mais atraentes para o consumidor do que R$ 10,00. Mesmo que a diferença entre os dois exemplos seja mínima, é a sensação de desconto que fala mais alto.

10. Crie um programa de recuperação de clientes

profissional em recuperaçao de cliente

Às vezes, por mais que a gente pense que está fazendo tudo certo, alguns clientes simplesmente vão embora.

Ter um programa de recuperação de clientes é importante para ajudar a entender o que está acontecendo e recuperar os clientes perdidos.

Será que você prometeu a seu cliente algo que não conseguiu cumprir, criando uma falsa expectativa?

Ou foi a qualidade do seu produto ou serviço que piorou?

Este infográfico traz um programa de recuperação de clientes em 8 passos:

  1. Analise
  2. Identifique
  3. Pesquise
  4. Melhore
  5. Comunique
  6. Use tecnologias de CRM
  7. Facilite
  8. Nutra.

11. Conheça muito bem o seu público-alvo

conhecimento de publico alvo

Básico, não é? Mas muitas empresas ainda insistem em ignorar essa etapa.

Se você pretende atrair seus clientes em potencial, você precisa descobrir tudo sobre eles: interesses, desejos, preferências e necessidades.

Uma vez que você entende seu público de verdade, fica mais fácil oferecer a ele exatamente o que ele quer e na hora que ele precisa.

E para saber tudo isso, não basta contar com a intuição. É preciso fazer pesquisas, descobrir em quais redes sociais ele está, pedir por feedbacks e sempre ouvi-lo.

Assim, você não só atende melhor suas preocupações mais urgentes como direciona as estratégias de marketing para os canais certos, evitando gastos de recursos desnecessariamente.

12. Aposte no relacionamento com o cliente

Tão importante quanto conquistar novos clientes é manter aqueles que você já tem.

A diferença é que a segunda opção é muito mais barata. De cinco a sete vezes para ser mais exato, segundo o nosso mestre Philip Kotler.

Afinal, o cliente atual já conhece seus produtos e, provavelmente, tem uma opinião formada sobre a sua marca.

Resta a você nutrir esse relacionamento para ele não ir embora nunca mais.

Por isso, mantenha-se presente e atento aos anseios de quem compra com você.

Sempre que puder, se coloque no lugar dele. O mundo precisa de empatia, e um cliente nunca esquece quando se sente valorizado.

13. Identifique e avalie a concorrência

Sua empresa não é uma ilha isolada.

Para conseguir um diferencial, você precisa conhecer e saber tudo o que seus concorrentes andam fazendo.

Portanto, pesquise. Pergunte. Se informe sobre os preços para se manter competitivo.

Em um bate-papo despretensioso, procure saber dos seus fornecedores que produtos seus concorrentes compram.

Avalie também qual a percepção dos seus clientes sobre a concorrência.

Não deixe nenhuma empresa de fora: tanto as que fracassaram quanto os maiores cases de sucesso do seu segmento.

No primeiro caso, porque você não quer incorrer no mesmo erro.

No segundo, porque você não vai fazer igual. Você vai fazer melhor.

14. Esteja por dentro das novidades do mercado

tablet com informações de mercado junto de xícara de café em mesa

É verdade que o mercado sempre esteve em constante evolução. Mas nada se compara com a velocidade com que tudo isso tem acontecido nas últimas três décadas.

Com a popularização da internet, o mundo globalizado e as pessoas cada vez mais conectadas, o mercado na era digital já não é o mesmo de ontem.

Portanto, fique atento às novidades!

Sempre haverá novas tecnologias e ferramentas que você poderá usar em seu favor.

15. Adapte-se ao mercado

De nada adianta estar antenado a tudo o que acontece em volta se não estiver disposto a rever a forma de trabalhar.

É batata: quem não se adapta ao mercado acaba sendo engolido por ele.

Basta lembrar do que aconteceu com as gigantes Blockbuster e BlackBerry.

16. Analise os fatores internos e externos

Você já ouviu falar em ambiente de marketing?

Essa expressão ensina para nós que o sucesso das empresas não depende apenas do que acontece internamente.

Há diversos fatores – inclusive sociais – que devem influenciar na tomada de decisões estratégicas importantes.

Uma das formas de identificar esses fatores é por meio da Análise SWOT ou FOFA: refere-se às forças, fraquezas, oportunidades e ameaças de uma empresa.

17. Defina o objetivo de como aumentar as vendas

Foi Abraham Lincoln que disse uma vez: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado.”

E o cara sabia das coisas.

Exageros à parte, a verdade é que, quanto mais claros são nossos objetivos, mais certos estamos de onde queremos chegar e quais caminhos vamos utilizar para isso.

Portanto, defina metas. De preferência, que sejam claras e simples.

Que sejam… SMART!

Para quem não sabe, o termo que significa inteligente em inglês é, na verdade, uma sigla utilizada para ajudar no alcance de objetivos – e que pode te dar um empurrãozinho nessa etapa.

SMART quer dizer que suas metas devem ser específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes dentro de um determinado período de tempo.

Aposte também em relatórios, planilhas e toda tecnologia que puder conta para organizar essa tarefa.

Isso poupa um tempo precioso.

Depois, não se esqueça de acompanhar a evolução e monitorar os resultados.

18. Venda o que o cliente quer comprar

Lembra o que eu disse sobre a importância de conhecer muito bem seu público-alvo?

É por aí.

Só assim você vai descobrir exatamente o que seu cliente quer.

Mais do que isso: um bom vendedor deve, inclusive, antecipar os desejos do consumidor, identificando o problema e levando a ele soluções antes mesmo que ele perceba tais necessidades.

19. Acompanhe o pós-venda

acompanhamento do pós venda no aumento das vendas

Você faz todo um esforço para atrair seu público-alvo, captar o lead, transformá-lo em cliente e, depois que ele finaliza a compra, você simplesmente esquece que ele existe.

Sinto lhe informar, mas você está cometendo um belo de um erro.

Isso porque existe uma estratégia imprescindível chamada pós-venda – é o conjunto de ações que você deve realizar para mostrar que você realmente se importa com a satisfação do seu cliente.

Faça um teste: reserve um tempo para entrar em contato com os clientes sem compromisso.

Pergunte como eles estão, se o produto adquirido está atendendo às suas expectativas, ouça-os com atenção. Não tente vender nada.

E o que você ganha com isso? Vendas futuras.

20. Acrescente mais valor do que o preço

Ué, mas preço e valor não são a mesma coisa?

Não! Não mesmo.

E toda empresa tem a obrigação de saber a diferença entre essas duas palavrinhas.

Preço é o que você paga. Valor é o que você leva.

Para entender melhor, vamos pensar no iPhone.

Para algumas pessoas, gastar milhares de reais em um smartphone que tem praticamente as mesmas funções de outra marca que o vende pela metade do preço pode parecer absurdo.

Mas, para os fãs da Apple (que não são poucos), todo o investimento no aparelho vale a pena. E sabe por que isso acontece?

Porque eles enxergam valor ali. Para eles, pagar um preço alto pelo iPhone é comprar toda uma experiência: bom gosto, qualidade, confiança, tradição, e, por que não, status.

Pois bem. Parece que temos muito a aprender com Steve Jobs.

Uma empresa que vende valor vende também posicionamento, e o consumidor está atento a tudo isso.

Lembre-se: preço é arbitrário. Valor é fundamental.

Conclusão

Sem uma boa estratégia de vendas, não há empresa que se sustente.

Felizmente, existem várias formas de ajudar nessa tarefa.

É preciso levar em consideração fatores como equipe motivada, análise da concorrência, geração de leads, pós-vendas e mais uma série detalhes que fazem toda a diferença.

Neste post, eu mostrei como aumentar suas vendas com 20 dicas práticas para você usar na sua empresa.

E os seus negócios, como andam? Está pronto para turbinar suas vendas?

Deixe seu comentário e compartilhe conosco a sua opinião sobre o tema e os resultados de suas estratégias.

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Ambiente de Marketing: Entenda O Que É e Cada Um de Seus Fatores

ilustração de organização de ambiente de marketing

A análise do ambiente de marketing é indispensável para qualquer empresa que esteja em busca de uma vantagem competitiva no mercado.

Ela leva em consideração o conjunto de forças e variáveis que uma organização deve avaliar para atender às necessidades dos clientes da melhor forma possível.

Quando falamos em variáveis do ambiente de marketing, estamos, ao mesmo tempo, observando aspectos internos empresariais, assim como fatores sociais bem mais abrangentes e complexos.

Dessa forma, é possível ter uma análise bem detalhada sobre tudo aquilo que afeta a empresa direta ou indiretamente e acertar em cheio na hora de montar uma estratégia de marketing.

Se a análise do ambiente de marketing ainda não faz parte da realidade da sua empresa, chegou a hora de mudar isso.

Neste artigo, vou explicar para você o que é o ambiente de marketing e por que você precisa entender cada um dos seus fatores para conseguir se destacar no mercado.

Vamos começar?

O que é ambiente de marketing?

termos relacionados ao ambiente de marketing e seus fatores

Ambiente de marketing envolve todas as variáveis que influenciam de alguma forma os negócios de uma empresa. Elas, por sua vez, podem estar relacionadas a fatores internos e externos, vinculadas ao micro ou ao macroambiente, impactando nas ações e na sua própria competitividade.

Ao esmiuçar e analisar esses fatores, a empresa consegue identificar mais facilmente quais são as verdadeiras ameaças e oportunidades que a rodeiam.

Ou seja, tudo aquilo que a afasta ou aproxima dos objetivos organizacionais.

Lembrou o conceito da ferramenta de administração Análise SWOT? É, de fato, bastante semelhante.

Esse entendimento vai ajudar a gestão a desenvolver ações mais assertivas que atendam às necessidades dos clientes e destaquem o negócio em meio à concorrência.

Por tudo isso, compreender os fatores que afetam o funcionamento da empresa permite ainda que ela se comunique melhor com seu público e com o mercado.

Essas variáveis, por sua vez, podem ter relações diretas e indiretas com a empresa, e é por isso que se fez a necessidade de diferenciá-las em dois grupos: microambiente e macroambiente.

A seguir, apresento uma análise sobre cada um deles e também a respeito de seus componentes.

Acompanhe!

Microambiente de marketing

profissional acessando smartphone com projeção liminosa

O microambiente está intimamente relacionado ao fator competitivo da organização.

Ele compreende todas as variáveis que afetam diretamente a capacidade da empresa de atender seus clientes.

Assim, elas podem ser internas ou externas.

Do lado interno, temos a própria empresa, cujas ações são classificadas como controláveis.

Isso porque, dentro delas, pode-se controlar contratações e demissões, variar salários, melhorar processos, entre outras providências.

Do lado externo, restam os demais mercados e a concorrência também entra em cena.

Logo, é certo dizer que o microambiente é tudo aquilo que envolve a empresa e forças próximas a ela.

E, embora o nome sugira uma ideia de pequeno alcance, o microambiente trabalha com uma grande variedade de fatores.

São eles:

  • Empresa
  • Fornecedores
  • Público relevante
  • Clientes
  • Concorrentes
  • Intermediários.

Vamos entender melhor cada uma delas?

Empresa

Obviamente, este é o fator central.

Se as coisas não estiverem fluindo bem no ambiente interno, dificilmente, os outros ambientes terão condições de ajudar.

Então, em primeiro lugar, é preciso que a empresa esteja integrada para atingir seus objetivos em todos os setores, a exemplo de:

  • Vendas
  • Marketing
  • Logística
  • Recursos Humanos
  • Diretoria
  • Finanças
  • Produção.

As equipes devem estar motivadas e igualmente comprometidas para atingir o melhor resultado possível.

Afinal, como eu já disse, o ambiente interno é o único que pode ser controlado, e, neste caso, manter uma boa saúde empresarial é responsabilidade de todos os seus componentes.

Fornecedores

equipe de marketing

São eles que oferecem a matéria-prima ou até mesmo insumos auxiliares para que a empresa consiga produzir.

A relação com os fornecedores precisa ser de parceria, pois afeta fortemente os processos produtivos de qualquer organização.

Já imaginou o caos causado por um simples atraso na entrega de materiais, ou ainda, o fornecimento de mercadorias com defeito, impossibilitando o seu uso?

Seria um desastre, não é mesmo?

Situações assim, além de causarem transtornos operacionais e financeiros, também podem prejudicar a experiência do cliente, o que é um péssimo negócio para a reputação da empresa.

É por isso que estabelecer um bom relacionamento com os fornecedores é fundamental e pode trazer inúmeros benefícios para sua empresa.

Listo agora quais são os principais deles:

  • Oferecer ao cliente preços mais competitivos
  • Qualidade dos produtos
  • Prazos mais flexíveis para pagamento
  • Melhora da produtividade da empresa
  • Clientes mais satisfeitos.

Público relevante

O público relevante é qualquer grupo que possa causar algum impacto na imagem da empresa.

Como exemplos, eu posso destacar os seguintes:

Clientes

São para eles que todos os esforços de uma empresa precisam estar voltados.

E é por essa razão que estudar cada cliente é essencial para direcionar as estratégias de marketing.

Para Philip Kotler (1998), as empresas podem ter cinco tipos de clientes:

  1. Mercado consumidor: comprador comum que adquire bens e serviços para consumo próprio
  2. Mercado industrial: compra bens e serviços para usá-lo em seu processo de produção
  3. Mercado revendedor: compra bens e serviços para revendê-los e lucrar com isso
  4. Mercado governamental: compram produtos voltados para o serviço público
  5. Mercado internacional: compradores estrangeiros.

Seja qual for a realidade da sua empresa, os clientes são a parte mais importante do negócio, sem os quais jamais seria possível sequer existir.

Concorrentes

Conhecer a fundo seus concorrentes ajuda a identificar ameaças e eliminar riscos.

As informações que obtiver na análise dos competidores vão ajudar na elaboração de estratégias para melhorar a sua colocação no mercado.

É preciso fazer diferente dos seus concorrentes, e é preciso fazer melhor.

Por mais que o seu cliente esteja satisfeito e os fornecedores se mostrem verdadeiros parceiros, não dá para se descuidar dos movimentos realizados pela concorrência.

Porque ela pode superá-lo, seja a partir de uma ideia inovadora, apresentando uma nova solução ou na forma como a oferece ao mercado.

Intermediários

Aqui, estão incluídas todas as indústrias que transformam os bens para posteriormente promover, vender e distribuir os produtos e serviços ao consumidor final.

Macroambiente de marketing

globos terrestres representando macroambientes de marketing

Agora, quero falar sobre as variáveis que integram o macroambiente de marketing.

São todos os fatores sociais externos que influenciam no microambiente empresarial.

Ao contrário do que acabamos de aprender sobre as forças internas, esses fatores não são controláveis – em geral, são movimentos decorrentes de processos históricos, culturais, políticos e econômicos.

Mas isso não significa que esses fatores não possam (e devam) ser monitorados.

Estar atento ao macroambiente ajuda a prever tendências para que a empresa se adapte às mudanças que estão por vir.

Afinal, o mercado está em constante transformação – os avanços digitais recentes são a maior prova disso.

Para não ficar para trás, fique ligado nos seguintes fatores que compõem o macroambiente empresarial:

  • Ambiente demográfico
  • Ambiente econômico
  • Ambiente natural
  • Ambiente tecnológico
  • Ambiente político-legal
  • Ambiente cultural
  • Ambiente de renda.

A seguir, detalho cada um deles para que você possa entender melhor.

Ambiente demográfico

Diz respeito ao estudo da população em todos os seus níveis, considerando aspectos como tamanho, localização, densidade, sexo, raça, ocupação, entre outros dados.

Essas informações são extremamente valiosas para que uma empresa possa conhecer seu público e desenvolver estratégias de marketing mais assertivas, além de identificar novas oportunidades de negócio.

Geralmente, uma pesquisa de mercado é capaz de fornecer dados importantes sobre o ambiente demográfico.

Também vale recorrer ao estudo das personas, definindo o seu perfil ideal de cliente para que possa entregar uma proposta mais adequada a ele.

Ambiente econômico

O ambiente econômico se refere à economia na qual estão inseridos empresa e consumidores.

Em primeiro lugar, permite concluir se o cenário econômico está favorável para o desenvolvimento dos negócios.

Além disso, a análise do ambiente econômico revela o poder de compra de uma população ou determinado grupo, como padrões de renda, endividamento e disponibilidade de crédito, por exemplo.

Para isso, a avaliação feita leva em consideração todas as variáveis que influenciam o comportamento do consumidor e a saúde econômica das empresas.

Entre elas, estão os seguintes índices:

  • Inflação
  • Recessão
  • Câmbio
  • Taxas de juros.

Ambiente natural

O ambiente natural faz referência à forma como as organizações utilizam recursos naturais (insumos) ou como eles são afetados pelas ações de marketing.

Fatores como mudanças climáticas e desastres naturais, por exemplo, podem impactar consideravelmente a capacidade operacional das empresas.

É também essa área que vai dar uma atenção especial à sustentabilidade, à preservação e ao uso consciente de recursos naturais.

O ambiente natural diz muito sobre o posicionamento das marcas, já que as atividades rotineiras das organizações podem influenciar o meio ambiente positiva ou negativamente.

Além disso, a preocupação com o meio ambiente tem sido cada vez mais valorizada ao longo dos anos, e a adoção de estratégias como o marketing verde gera uma grande vantagem competitiva frente à concorrência.

Cada vez mais, o público tende a encarar de forma simpática marcas que se posicionam dessa forma no mercado.

Ambiente tecnológico

empresa blockbuster como exemplo de marca que faliu por causa do ambinete de marketing tecnologico

O ambiente tecnológico diz respeito à forma como as novas tecnologias dão origem a mercados e também oportunidades.

Não é novidade para ninguém que o mundo está em constante transformação tecnológica.

O que acontece, então, é que as empresas que não acompanham essas mudanças carregam uma enorme desvantagem diante da concorrência.

Para você ter uma ideia do que estou falando, basta olhar para trás e lembrar como tudo era tão diferente 10 anos atrás.

Em apenas uma década, mudamos drasticamente a nossa forma de nos comunicar, de comprar e de nos relacionarmos de uma maneira geral.

Com as empresas, não podia ser diferente. E não foi.

É sempre bom lembrar o nome de algumas gigantes que acabaram afundando por não terem apostado em inovação:

  • Blockbuster: foi a principal rede de locadoras de filmes e chegou a ter mais de 9 mil lojas espalhadas por todo o mundo. Ao empacar no velho modelo de comercializar VHS e DVDs, acabou sendo engolida pelos serviços de streaming, como Netflix e catálogos on demand
  • BlackBerry: quem não se lembra dos aparelhos celulares da marca, os que primeiros se aproximaram do conceito dos atuais smartphones? Com teclados semelhantes ao do computador, o BlackBerry liderava entre os celulares do começo dos anos 2000, especialmente no mundo corporativo. Porém, não acompanhou os novos modelos touchscreen e ficou para trás.

Ambiente político-legal

Político-legal é o ambiente que compreende as leis, as agências governamentais e os grupos de pressão política que influenciam no funcionamento das empresas.

Como exemplo, posso destacar o aumentos de impostos determinados pelo governo, os quais geram impacto tanto nas organizações quanto no comportamento dos consumidores, que pode comprar menos em consequência do menor poder aquisitivo.

Além disso, toda empresa tem as suas atividades regulamentadas e limitadas por legislações, e esse fator também deve ser observado em consideração para a elaboração de campanhas de marketing.

Um marco relativamente recente que pode ilustrar o ambiente político-legal foi a edição do Código de Defesa do Consumidor, em 1990, estabelecendo normas de proteção aos compradores contra práticas abusivas.

Ambiente cultural

A maneira como aprendemos e expressamos as nossas crenças e valores diz muito sobre nós.

Revela gostos e preferências, que podem ou não mudar com o tempo.

Por isso, é dever das empresas adaptarem as suas campanhas de marketing de acordo as especificidades culturais de cada grupo.

Quer um exemplo?

De nada adianta querer vender um produto altamente sofisticado para pessoas que não tem interesse nele.

E nem condições de pagar pelo item, como veremos no próximo ambiente.

Ambiente de renda

O que você sabe sobre a renda do seu público-alvo?

Este tópico se refere à análise da distribuição de renda entre as classes sociais para descobrir a melhor forma de apresentar seus produtos e serviços para determinados grupos.

Além disso, a situação financeira de cada um está intimidade ligada à sua forma de consumo e ao seu potencial de compra.

Philip Kotler considera ainda outras três forças relevantes no macroambiente de marketing, classificando-as de acordo com o grau de confiabilidade e de duração:

  1. Modismo: São movimentos culturais imprevisíveis e de curta duração. Embora geralmente não apresentem significado relevante, algumas marcas podem se valer dos modismos para faturar durante pequenos intervalos de tempo. Hambúrguer artesanal, paletas mexicanas e brigadeiros gourmets são alguns exemplos dessa categoria, mas a verdade é que poucos conseguiram se manter no mercado por conta da rápida expansão e alta concorrência desse tipo de negócio
  2. Tendências: São forças mais sólidas, mais amplas e mais duradouras que o exemplo anterior. Elas são capazes de revelar como será o futuro, oferecendo oportunidades de crescimento. É o caso do segmento de alimentação saudável, por exemplo. Outra tendência é o número cada vez maior de trabalhadores remotos
  3. Megatendências: Nesse grupo estão as promessas de grandes transformações, ou, segundo o próprio Kotler, são as “mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que se formam lentamente e, uma vez estabelecidas, nos influenciam por algum tempo – de sete a dez anos, ou mais”. Como exemplos de megatendências, temos os smartphones e novas formas de transportes, como os carros compartilhados ou autônomos.

Nesta reportagem do Valor Econômico, você pode conferir ainda outras 10 megatendências que transformarão nossas vidas nos próximos anos.

Conclusão

Vivemos em uma era de constantes transformações em todos os ambientes que nos cercam. No mundo do marketing, não é diferente.

Por isso, para desenvolver estratégias bem-sucedidas, as empresas devem ser capazes de identificar todas as forças que influenciam seus negócios em menor ou maior grau.

São os ambientes de marketing, cujo conceito acabamos de entender com detalhes neste post.

Por meio dessa análise, que envolve micro e macroambientes, é possível encaixar todas as peças de um sistema para poder oferecer os melhores produtos e serviços.

Vimos também que, ainda que algumas dessas variáveis não possam ser controladas, é importante que elas sejam monitoradas com objetivo de prever mais rapidamente as tendências e criar novas oportunidades de sucesso.

Foi o mestre da tecnologia Steve Jobs que disse uma vez: “Inovação é o que distingue um líder de um seguidor”.

Afinal, a empresa que não antevê tendências está fadada ao fracasso, como vimos nos exemplos da Blockbuster e também da BlackBerry.

E a sua empresa, em que patamar está? No dos líderes ou dos seguidores?

Como você lida com o ambiente de marketing?

Deixe seu comentário, compartilhando com os demais leitores como conduz suas estratégias.

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Como ranquear seu conteúdo antigo e desatualizado

real time

Qual percentual do seu tráfego de busca é gerado pelas suas 10 principais páginas?

É provável que seja uma grande parte.

Dê só uma olhada na captura de tela abaixo. Você vai ver que minhas 10 páginas principais geram 28,7% do meu tráfego de busca.

top pages current

Esse número pode não parecer muito alto, mas eu tenho 5.441 posts. Ou seja, 0,1% das minhas páginas correspondem a 28,7% do meu tráfego de busca.

Normalmente, em sites menores, os percentuais são muito mais altos com as 10 páginas principais correspondendo à maior parte do tráfego de busca.

Então, o que isso significa para você?

Você deve focar nas suas 10 páginas principais e ignorar o resto? Ou, pior ainda, focar simplesmente em cuspir mais conteúdo novo?

Qualidade é mais importante do que quantidade

Minha filosofia costumava ser “quanto mais, melhor”. Eu criava dezenas de posts por semana. Chegou a um ponto em que eu publicava dois posts por dia nesse blog.

Com o tempo, meu tráfego cresceu, mas não muito.

Eu estava gastando um tempão escrevendo e percebi que a maior parte do conteúdo que eu postava nunca ranqueava.

O que eu fiz, então?

Eu comecei a focar no meu conteúdo antigo e desatualizado para aumentar meu tráfego.

Pense da seguinte forma: toda semana eu posto um texto novo, mas minha equipe atualiza, em média, 23 posts antigos.

Quando eu escrevia com mais frequência, minhas 10 páginas principais correspondiam a 33% do meu tráfego de busca.

top pages

Desde então, eu aumentei meu tráfego de busca em 107% e diminuí minha dependência em relação às minhas 10 principais páginas em 13%.

E como eu fiz isso? Bom, como eu mencionei, eu direcionei meu time para focar em atualizar meu conteúdo antigo e desatualizado enquanto eu me concentro em criar conteúdo novo.

Veja exatamente o que eu pedi para minha equipe implementar, passo a passo.

Procure páginas que já foram curtidas

Com o Google Search Console, você tem acesso aos dados por um período bem mais longo. Você pode voltar até 16 meses.

Então eu quero que você compare os resultados desse mês com o mesmo período do ano passado.

Você pode fazer isso clicando em “data” e em “comparar”. Depois, selecione primeiro seu período mais antigo (que deve ser aproximadamente de um ano atrás) e depois selecione o período atual.

date range

Eu já faço isso há algum tempo, então eu selecionei um período mais antigo para você ter uma ideia melhor dos meus dados, antes da minha equipe focar em atualizar o conteúdo antigo.

Você verá um relatório mais ou menos assim:

compared

O que você deve fazer é procurar posts que recebiam bastante tráfego e agora têm menos. Pela captura de tela acima, você pode ver que meu post no Instagram tinha uma ótima performance, mas agora nem tanto.

Tenha em mente que eu selecionei primeiro o período de tempo mais antigo. Eu fiz isso para ver quais dos meus conteúdos antigos ranqueavam bem para ver se algum deles caiu ao longo dos últimos 12 meses.

Vamos agora procurar os conteúdos de que o Google nunca gostou.

Procure páginas de que o Google nunca gostou

Volte para o Search Console e procure páginas que tenham um número alto de impressões, mas nunca tenham conseguido muitos cliques de verdade.

A maneira mais fácil de encontrar essas páginas é configurar seu período de tempo para os últimos 28 dias e ver as métricas de uma perspectiva de impressão, cliques e CTR.

Configure a coluna de CTR em ordem ascendente (percentual mais baixo em cima, percentual mais alto embaixo).

search ctr

Normalmente, as páginas no topo da lista são as que têm o maior potencial. Isso quer dizer que o Google está ranqueando você, mas você só não está obtendo muitos cliques.

Isso normalmente não está relacionado apenas à sua tag de título e meta descrição. Normalmente tem a ver com o conteúdo da página.

Agora é hora de criar uma lista das páginas com mais potencial.

É hora de priorizar

Normalmente, as páginas com mais potencial são aquelas que costumavam ranquear, mas não ranqueiam mais. O Google ranqueava e gostava delas, o que significa que se você der um pouco de carinho para essas páginas, você conseguirá facilmente que o Google volte a gostar delas.

O segundo grupo de páginas que têm potencial, mas não tanto quanto o primeiro, são aquelas com um alto número de impressões, mas um CTR bem baixo.

Essas páginas são mais difíceis de se resolver porque nunca tiveram um desempenho muito bom.

Como atualizar seu conteúdo antigo

Agora que você tem uma lista de páginas para consertar e melhorar seus rankings nos mecanismos de busca, eu quero que você entre no Google Search Console, encontre o artigo, clique nele, e depois em “consultas”.

queries

Para as palavras-chave que não ranqueiam no top 5 ou não têm um número alto de impressões, eu quero que você vá até seu post que ranqueia e veja se ele é relevante para esse termo.

Se não, ajuste-o para pelo menos incluir o termo e abordar o assunto.

Para os termos para os quais você já ranqueia nas primeiras 5 posições, vá até o Ubersuggest, digite essas palavras-chave e clique no relatório de ideias de palavras-chave.

customer acquasition

Você vai ver um relatório com todas as variações de cauda longa dessa palavra-chave.

Se você ajustar o artigo e incluir alguma das palavras-chave de cauda longa que o Ubersuggest te der, você vai ter aumentos de tráfego bem rápidos.

Ou seja, se você já ranqueia para o termo principal, não é difícil ranquear para a variação de cauda longa dele também.

Além de incluir as palavras-chave certas, você deve atualizar o post. Tenha certeza de que todas as informações são relevantes, que as fotos estão atualizadas, e se você puder incluir outras mídias (como vídeos do YouTube relevantes), você vai conseguir aumentar o tempo que seus visitantes passam no site.

Por fim, quando for atualizar seu conteúdo antigo, tenha certeza de que seu post é mais detalhado do que os de outros sites que ranqueiam para os termos que você está tentando ranquear.

Lembra do relatório de ideias de palavras-chave que eu pedi para você dar uma olhada no Ubersuggest? Do lado direito do relatório, você consegue ver todos os sites que ranqueiam para essa palavra-chave.

keyword rankings

Você pode ver rapidamente quem está ranqueando no momento em cada país, entrar na página e garantir que vai criar algo melhor.

Métricas de usuário

Comportamento do usuário é um dos principais fatores do algoritmo do Google.

Quando você atualiza seu conteúdo antigo, você deve otimizar para sinais do usuário, isso vai ajudar a melhorar seus rankings.

Um ótimo exemplo de métricas de usuário é otimizar suas tags de título e meta descrição.

Por exemplo, se todo mundo buscasse uma palavra-chave no Google e clicasse no segundo resultado em vez do primeiro, isso diria ao Google que o segundo resultado é mais relevante e que ele deveria ranquear no primeiro lugar, e não no segundo.

E o Google acabaria fazendo essa mudança.

Se você conseguir usar textos persuasivos e convencer as pessoas a clicarem no seu resultado de busca em vez do seu concorrente, em algum momento sua posição no ranking vai subir. E você pode fazer isso seguindo esses dois posts:

  1. Como Escrever Títulos de Blog Incríveis: O Guia Completo
  2. Como Escrever Textos como os da Apple

Ao longo dos anos, eu fiz muitos testes de tags de título e meta descrição e também constatei que as seguintes palavras-chave ajudam a aumentar os cliques:

  • Qual é
  • Melhor
  • Incrível
  • [listas]
  • Como
  • Grátis
  • Você
  • Dicas
  • Por quê
  • Truques
  • Ótimo

Você também pode usar ferramentas como o Clickflow para fazer testes A/B com as suas meta tags.

Não se esqueça de promover (de novo)

Agora que seu conteúdo está atualizado e você já otimizou suas meta tags para cliques, chegou a hora de promover seu conteúdo.

Eu sei o que você está pensando… Por que promover conteúdo antigo, certo?

Bom, tecnicamente ele não é mais antigo.

Antes de mais nada, você deve atualizar a data de publicação ou a data da última atualização no seu WordPress.

published

Assim, os mecanismos de busca vão saber que seu conteúdo está modificado, mais relevante e atualizado.

Em segundo lugar, você precisa promover o post. Ele é novo agora, então por que não compartilhá-lo com o mundo?

A coisa mais simples que você pode fazer é compartilhá-la nas redes sociais. Eu normalmente compartilho meu conteúdo no Facebook, Twitter, e no LinkedIn… Mas você pode escolher qualquer rede social que você tiver.

Embora o Google não preste atenção aos sinais sociais, o Bing presta. Além disso, algumas pessoas que visitam sua página pelas redes sociais podem decidir linkar para o seu post, o que ajuda com os rankings.

E se você quiser ir além, dê uma olhada no Meet Edgar. É o que eu uso para agendar meu conteúdo antigo para que ele seja sempre promovido nas redes sociais. Assim, eu não preciso fazer isso manualmente ou colocar lembretes.

Além dos compartilhamentos, você deveria pensar em enviar uma leva de emails em texto para o seu público promovendo seu conteúdo.

É uma ótima maneira de obter um crescimento rápido para o seu tráfego e dar um sopro de vida no seu conteúdo antigo.

Veja um exemplo de leva de emails em texto que eu envio para você copiar o formato.

Assunto: Como Gerar 10 mil visitantes com um Blog Novinho em Menos de Seis Meses

Se eu te disser para fazer 100 coisas para aumentar seu tráfego, eu sei que você não vai fazê-las.

Nossa, nem eu faria. É muito trabalho.

Em nome da simplicidade, faça só isso aqui e você vai alcançar 10.000 visitantes.

Eu vou até fazer um trato com você. Se você seguir e não chegar a 10.000 visitantes, e conseguir comprovar que seguiu, eu te ajudarei gratuitamente.

É o tanto que eu acredito que funciona.

Um abraço,

Neil Patel

email stats

Como você pode ver, emails simples em texto geram taxas de abertura de 30% e taxas de clique de 6%. Nada mal.

Você também pode usar ferramentas como o Subscribers para enviar uma notificação push. Sempre que eu atualizo um post, eu envio uma notificação. Veja meus números… Eu consigo facilmente gerar mais 7.000 visitantes com uma única notificação.

push stats

E não se esqueça de construir links

O último passo que você deve usar é o link building. Você pode usar o Backlinks para ver quem está linkando para posts dos seus concorrentes:

backlinks

Você só precisa inserir a URL de um concorrente e selecionar “URL” no menu em cascata e você vai ver todos os sites que linkam para aquela página.

A partir daí, você deve entrar em contato com cada site e pedir para que eles linkem para você.

A maneira mais fácil de fazer isso é usar a técnica skyscraper e os passos neste post.

Conclusão

Depois que você atingir os 150 no número de páginas no seu site, você deveria focar a maior parte do seu tempo em atualizar conteúdo antigo em vez de criar conteúdo novo.

Se você tem mais de 1.000 páginas, você com certeza deve usar mais de 80% do seu tempo atualizando seu conteúdo antigo em vez de escrever conteúdo novo

O fundamental para ranquear seu conteúdo antigo e desatualizado é focar primeiro no conteúdo que ranqueava, mas não ranqueia mais.

Depois que você resolver essas páginas, você provavelmente vai obter resultados em um ou dois meses. Depois, você pode focar em páginas com um alto número de impressões, mas um baixo número de cliques.

E aí, você vai focar seu tempo em ranquear seu conteúdo antigo ou criando seu conteúdo novo? 

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Tirar muita água de poços pode causar terremotos

Quando falta água na superfície, a solução mais prática é retirá-la do subsolo. Mas uma pesquisa publicada no Geophysical Research Letters demonstrou que pode não ser uma boa ideia — principalmente para cidades construídas em cima ou perto de falhas geológicas. Um estudo indica que bombear água do lençol freático em demasia pode causar terremotos.

Uma série de tremores foram registrados em setembro de 2013 e julho de 2018 nos arredores do Mar da Galileia, famoso por ter sido o local onde, segundo a narrativa bíblica, Jesus teria caminhado sobre as águas. É o maior lago de Israel, localizado no nordeste do país. Abaixo dele há um grande sistema de falhas que se estende por toda a região do Mar Morto e acomoda o movimento das placas tectônicas africana e arábica.

Há décadas o lago tem sido uma das principais fontes de água doce de Israel. Mas, de uns tempos para cá, a população aumentou e as chuvas diminuíram. Isso fez o nível das águas baixar consideravelmente. Então as autoridades locais passaram a sugerir, nos anos 90, que a população bombeasse água de poços subterrâneos em vez de usar a da superfície. Os geólogos se perguntaram se poderia haver alguma relação entre o fenômeno e os tremores.

A equipe reuniu uma série de informações sobre os terremotos (datas, locais, profundidade e magnitude) e comparou com medidas regulares do aquífero da região. Constatou que, nas duas ocasiões, os tremores foram precedidos por quedas acentuadas no nível da água no subsolo — entre 2007 e 2013, e de 2016 a 2018. Foram tremores fracos, entre 3 e 4 graus, mas serviram para deixar os especialistas em alerta.

Historicamente, as falhas do Mar Morto já provocaram sismos fortíssimos, tendo atingido magnitude de 7 a 8 e vitimado cerca de 230 mil pessoas no ano 1138. Em 1927, um tremor de magnitude 6,25 matou quase 300 pessoas. E o grande problema é que um terremoto costuma puxar o outro. Quando a rocha quebra, pode chacoalhar numa reação em cadeia.

Os pesquisadores descobriram que extrair muita água do lençol freático reduz a carga gravitacional que mantém os dois lados da falha no lugar — deixando-a mais “frouxa”. Antes deste estudo, os cientistas ainda não haviam prestado muita atenção no fenômeno. Já sabiam que fazer o contrário, injetar água nos aquíferos, pode criar terremotos. A água penetra nos poros das rochas, aumenta a pressão e lubrifica as falhas.

Assim elas escorregam e se chocam com maior facilidade. Esse processo é utilizado para quebrar as camadas de rocha e extrair petróleo ou gás natural. Outras regiões do planeta também devem ficar atentas com os resultados da pesquisa, e quem sabe até pegar mais leve na extração de água dos aquíferos. Nos últimos anos, tam crescido a dependência dos poços na Califórnia — e a tão temida falha de San Andreas fica ali do lado.


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