quarta-feira, 31 de maio de 2023

Vape: precisamos conter este mal

Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como tema para o Dia Mundial sem Tabaco o mote “Cultive alimentos, não tabaco”. A campanha foca na cadeia produtiva do tabaco.

Mas além desse ponto, é importante falarmos de outra ameaça ao avanço que o país obteve no combate ao fumo: a venda indiscriminada de outras formas de consumo de tabaco, como os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs).

A comercialização deles é proibida em nosso país. Mesmo assim, o artefato virou moda entre os jovens, a despeito dos recentes casos de problemas pulmonares graves, que levam a internações, cirurgias e até a morte.

Isso sem mencionar as queimaduras e lesões causadas pela explosão do dispositivo, que permite ao usuário adicionar o líquido que preenche o vape livremente.

Esse líquido contém não apenas nicotina, mas também outras substâncias, que podem elevar os riscos de infarto, asma, pneumonia e diversos tipos de câncer.

Opção mais saudável?

A indústria do tabaco ‘embalou’ o produto com sabores e aromas diversos para atrair o consumidor.

Ao antigo discurso de que o cigarro eletrônico seria uma saída para quem quisesse parar de fumar, foi adicionada recentemente até a ilusão de um “vape vitaminado”, com o intuito de parecer saudável.

Uma pesquisa recente do Covitel/Ministério da Saúde revelou que um a cada cinco jovens de 18 a 24 anos usa cigarros eletrônicos.

Isso gera grande preocupação dos órgãos de saúde, porque quem começa a fumar quando jovem tem maior probabilidade de desenvolver dependência à nicotina e problemas para se livrar do tabagismo no futuro.

+ Leia também: A nova geração de fumantes

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Danos do vape ao meio ambiente

Além do prejuízo direto à saúde humana, o cigarro eletrônico também prejudica o meio ambiente, visto que os líquidos usados nos vaporizadores contêm quantidades significativas de substâncias tóxicas.

Os resíduos de cigarro eletrônico não são biodegradáveis e os cartuchos ou dispositivos descartáveis se decompõem em produtos químicos que poluem ainda mais nossas águas.

Perigo para os jovens

Embora o Brasil tenha adotado todas as medidas estabelecidas pela OMS para o Controle do Tabaco, uma pesquisa recente do Inca apontou um preocupante cenário.

Nove em cada dez menores, com idades entre 13 e 17 anos, conseguem comprar cigarros em estabelecimentos comerciais autorizados (padaria, cafeteria, mercados, bancas de jornal), apesar de a venda ser proibida para essa faixa etária.

Vale lembrar que a epidemia de tabaco é a principal causa de morte e doença no mundo.

São mais de 8 milhões de óbitos por ano, sendo que 1,2 milhão deles são de não fumantes. Ou seja, pessoas que, sem optar, ficaram expostas ao fumo de forma passiva.

O Brasil já conseguiu reduzir em mais de 50% o número de fumantes de cigarro tradicional. Por isso, não podemos deixar que essas novas formas de fumar reaqueçam esse mercado.

É preciso rigor contra a explosão do vape entre os adolescentes, ampliando a fiscalização e combatendo o comércio ilegal destes dispositivos, que são facilmente encontrados na internet e em outros pontos de venda.

*Luiz Augusto Maltoni é cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer

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Cigarro não traz malefícios só para quem fuma

Os problemas relacionados ao tabaco vão além da saúde do fumante, do ex-fumante e do fumante passivo.

O relatório “Dia Mundial Sem Tabaco 2023: cultive alimentos, não tabaco”, da Organização Mundial da Saúde (OMS), traz o alerta sobre os impactos do cultivo do tabaco na saúde dos agricultores, suas famílias e na saúde do planeta.

O cultivo de tabaco exige muita mão de obra e traz inúmeros riscos aos profissionais envolvidos, como a doença da folha verde (intoxicação por absorção de nicotina pela pele), a exposição à poeira do tabaco e a pesticidas, a inalação de fumaça durante o processo de cura, entre outros.

Os agricultores carregam em suas roupas pó e outras substâncias tóxicas que podem levar à exposição secundária de suas famílias.

Além disso, mulheres e crianças frequentemente participam de várias etapas da produção.

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As crianças são mais vulneráveis dado seu reduzido peso relativo à quantidade de nicotina a que são expostas. Estima-se que 1,3 milhão de meninas e meninos estão envolvidos no cultivo de tabaco no mundo.

A OMS ainda estima que 5% do desmatamento global está relacionado ao cultivo do produto e que um único cigarro requer o uso de 3,7 litros de água em todo o seu ciclo de cultivo, manufatura, transporte, uso e descarte.

Anualmente, 22 bilhões de toneladas de água são utilizadas no cultivo, um volume equivalente a 15 milhões de piscinas olímpicas!

Além disso, há um novo desafio: o aperto na regulação e a redução dos incentivos fiscais em países desenvolvidos está levando a produção de tabaco para nações em desenvolvimento.

Para ter ideia, embora a área de cultivo tenha diminuído globalmente em 15,8% entre 2005 e 2020, no mesmo período houve um aumento de 19,8% no continente africano.

A Europa tem criado obstáculos ao cultivo de tabaco desde a década de 90 e, a partir de 2010, restringiu os subsídios para a produção.

+ LEIA TAMBÉM: DPOC: Entre a falta de ar e a desinformação

Como resultado, em 2018, produziu menos de 2% do tabaco global e importou quase 7% da produção mundial (ou seja, 420 toneladas).

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de tabaco do mundo. China, Índia e Brasil são, atualmente, responsáveis por mais de 55% da produção de tabaco global.

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Segundo dados do Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco, nós exportamos mais de 459 mil toneladas de fumo em 2021.

Hoje é o Dia Mundial Sem Tabaco, uma data criada em 1987 pela OMS para que possamos divulgar informações sobre os perigos desse produto e as ações para combater essa epidemia.

Uma parceria da OMS com diversos órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) e com países africanos têm desenvolvido programas de incentivo e suporte para que agricultores evitem contratos com a indústria do tabaco e passem a produzir alimentos.

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Em Migori, no Quênia, mais de 2 mil fazendeiros deixaram de produzir tabaco e passaram a trabalhar com feijão rico em ferro.

O cultivo do tabaco exigia a participação de mulheres e crianças durante a maior parte do ano, inclusive dificultando a vida escolar.

O plantio de feijão, por outro lado, melhorou a condição financeira das famílias e permitiu o retorno das crianças às escolas.

O cultivo de feijão, batata doce, milho, sorgo, arroz e vegetais ao invés de tabaco tem o potencial de alimentar milhões de pessoas não apenas na África.

+ LEIA TAMBÉM: Cigarro é relacionado a 30% das mortes nos EUA

Iniciativas similares têm surgido em países como China, Malásia, Bulgária, Sri Lanka, Filipinas e Turquia.

No Brasil, temos muitas oportunidades para incentivar culturas alternativas em áreas de tabaco.

Desde 2020, o Centro de Estudos Sobre Tabaco e Saúde – Fiocruz (Cetab) tem a missão de promover alternativas ao plantio de tabaco com culturas de manejo economicamente viáveis e sustentáveis.

Nunca é demais lembrar que cerca de 8 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças relacionadas ao tabaco.

A matemática é simples: quanto menos tabaco cultivado, menos pessoas serão expostas e menos pessoas adoecerão e morrerão de doenças relacionadas a esse produto.

E se as áreas de plantio de tabaco forem destinadas ao cultivo de alimentos, ainda combateremos a fome. É a famosa relação de ganha-ganha.

*Helano Carioca Freitas é oncologista e vice-líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center

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terça-feira, 30 de maio de 2023

Três HQs de The Flash para ler antes de assistir ao filme

No universo da DC Comics, Barry Allen é o homem mais rápido do mundo. Tão rápido que é capaz de romper a barreira do tempo para mudar o seu próprio passado. Essa premissa guia os acontecimentos de Flashpoint, a saga das HQs que inspirou o filme The Flash, que chega aos cinemas no dia 15 de junho de 2023.

Confira abaixo algumas HQs para você conhecer ainda mais a história do herói e se preparar para o lançamento do filme que deve redefinir os rumos do universo DC nas telonas.

Flashpoint, de Geoff Johns

Não poderíamos começar com outra história senão o Flashpoint (ou Ponto de Ignição em português), que é um ponto de virada no universo DC. Nos quadrinhos, vemos Thomas Wayne como Batman, o Superman criado em laboratório e outras maluquices nessa linha temporal criada pelo Flash. O herói é o único capaz de entender o que faz parte da linha do tempo original e o que é a realidade alternativa.

The Flash, por Grant Morrison e Mark Millar

Aqui, em uma das principais histórias do Flash de Wally West, o herói precisa lutar contra um uniforme autoconsciente que é capaz de consumir a vitalidade de quem o veste. Além disso, Wally precisa derrotar o Mestre dos Espelhos, que planeja acabar com a existência das pessoas mais queridas do herói, e vencer uma corrida pelo espaço-tempo em que o perdedor será apagado da existência.

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Flash de Dois Mundos, por John Broome

Flash de Dois Mundos é a história que mostra a Terra-2 e estabelece pela primeiríssima vez o conceito de multiverso da DC, que muda totalmente as histórias daí para frente. Na história, Barry Allen se transporta para o mundo e universo de Jay Garrick, o primeiro velocista escarlate que, no mundo de Allen, era apenas um personagem de quadrinhos.

Flash de Dois Mundos

Flash Dois Mundos

Vale lembrar que alguns dos títulos listados aqui estão disponíveis também para o Kindle.

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Como a dieta muda de geração em geração

Uma grande pesquisa da Brain Inteligência mapeou como anda a rotina alimentar dos brasileiros.

A análise abrangeu 1 200 pessoas de todas as regiões do país e utilizou a Escala de Hábitos Alimentares (EHA), que possui mais de 40 itens validados por pesquisas, na formulação das questões aplicadas.

Como resultado, identificou–se que 91% da população é onívora (come alimentos de origem vegetal e animal), 5% é ovolactovegetariana (não ingere carne, mas come derivados de ovo e leite), 2% é lactovegetariana (come só derivados do leite) e 2% é vegana (não consome nada animal).

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O estudo observou mudanças regionais e também geracionais: apesar de haver uma maior propagação do estilo de vida saudável atualmente, os chamados baby boomers (nascidos entre 1945 e 1964) comem mais frutas e hortaliças que a geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), grande consumidora de fast-food.

Paradoxalmente, a pesquisa revela que, na geração Z, há uma porcentagem maior de pessoas adeptas a hábitos e culturas vegetarianas e veganas, preocupando-se não apenas com o corpo e o sabor, mas com prejuízos advindos da cadeia produtiva animal, considerada menos sustentável do ponto de vista ambiental.

Confira mais dados:

Gráficos: Editoria de arte/Veja Saúde
Dados da pesquisa.Gráficos: Editoria de arte/Veja Saúde/SAÚDE é Vital
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A pele merece um olhar para além da estética

Muitas pessoas vão ao dermatologista quando a acne aparece ou os sinais do envelhecimento ficam mais visíveis e passam a incomodar. Mas o dermatologista não trata somente de questões estéticas ou doenças que atingem originalmente esse órgão, como micoses e queimaduras.

Ele precisa olhar a pele integralmente, procurando inclusive sinais que possam indicar a presença de outras doenças.

Por exemplo: áreas escurecidas e espessas nas dobras do pescoço muitas vezes são indícios de resistência à ação do hormônio insulina, situação essa que, se não tratada, evolui para o diabetes.

Quem tem diabetes corre o risco de apresentar também a dermopatia diabética, caracterizada por lesões ulceradas nas pernas (uma consequência de alterações na microcirculação).

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E há ainda o prurido (ou coceira) noturno, acompanhado de lesões vermelhas da pele, que devem chamar a atenção para a possibilidade de serem sinais de linfomas cutâneos.

Até mesmo doenças hepáticas podem modificar a pele, deixando-a amarelo-esverdeada.

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Já lesões amarronzadas e elevadas, na boca ou no corpo, podem estar ligadas ao Sarcoma de Kaposi, quadro que muitas vezes resulta de uma infecção por HIV.

A presença desse vírus também é capaz de levar a uma foliculite, com carocinhos que coçam muito.

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Quando há queda de cabelo associada ao cansaço, faz-se necessário investigar um possível hipotireoidismo.

Já lesões vermelhas, descamativas e com atrofia da pele, no rosto ou couro cabeludo, e que ardem em contato com o sol, podem sinalizar uma doença conhecida como lúpus.

Esses são apenas alguns exemplos de como certas doenças causam impactos na pele, o que nos mostra como esse órgão é um verdadeiro universo para estudos e análises da saúde integral dos indivíduos. Vamos valorizá-la!

*Heitor de Sá Gonçalves é dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

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Jornada de saúde feminina requer cuidado integral e especializado

As mulheres representam mais da metade da população brasileira: são mais de 108 milhões, superando em quase 5 milhões o número de homens. E cada uma delas tem necessidades específicas quando o assunto é a saúde e o bem-estar, a depender de sua idade e seus hábitos de vida. Ao contar com um cuidado integral e especializado em saúde, é possível chegar a um melhor atendimento e qualidade de vida.

A saúde ginecológica, que é o primeiro fator a ser pensado quando se fala em saúde feminina, é, de fato, muito importante e não pode ser deixada de lado. Mas é preciso considerar também que o funcionamento do organismo feminino como um todo tem peculiaridades que devem ser observadas e que requerem cuidados especiais.

Os profissionais de saúde e as clínicas médicas têm a função de acompanhar as mulheres ao longo de toda a vida, indicando os melhores caminhos a cada fase e proporcionando um cuidado que facilite e torne prático o acompanhamento médico, com mais segurança e melhores resultados em saúde a essas pacientes.

Uma vida de cuidados

Desde a menarca, que é a primeira menstruação, as meninas devem passar por acompanhamento médico com um ginecologista, fundamental para identificar precocemente possíveis doenças do sistema reprodutor e sanar quaisquer dúvidas que possam surgir nessa fase, incluindo conversas sobre métodos contraceptivos para quando for iniciada a vida sexual.

Na vida adulta, o acompanhamento regular envolve, além da consulta clínica com o ginecologista, a realização de exames laboratoriais, como hemograma, glicemia, colesterol total e frações, do papanicolau, além dos exames de imagem, como ultrassonografia e mamografia, para análise de risco de câncer. A avaliação cardiológica também é muito importante, pois a incidência de doenças cardiovasculares entre as mulheres tem aumentado.

Na menopausa e após os 65 anos de idade, os cuidados se modificam, passando a ser mais frequentes e intensos. Nessa fase, outros exames são indicados, como a densitometria óssea, para avaliar se há perda de massa óssea e o risco de osteoporose. Além disso, doenças comuns nessa faixa etária, como diabetes e hipertensão arterial, devem ser acompanhadas e tratadas adequadamente.

Mas, apesar da necessidade de frequentar os consultórios médicos ao longo de toda a vida, uma pesquisa feita em 2018 pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), intitulada Expectativa da Mulher Brasileira sobre sua Vida Sexual e Reprodutiva: As Relações dos Ginecologistas e Obstetras com suas Pacientes, apontou que cerca de 6,5 milhões de mulheres brasileiras não costumam consultar o ginecologista ou obstetra e 4 milhões nunca foram a consultas com esses especialistas.

Além dos exames periódicos, que são fundamentais para diagnosticar alterações da saúde da mulher mesmo antes de a paciente apresentar sinais e sintomas de algumas doenças, aumentando consideravelmente as chances de tratamento e cura dessas condições, o acompanhamento médico também significa receber indicações e recomendações para manter hábitos de vida saudáveis, cuidar da saúde emocional, reduzir os fatores de risco e se preparar para envelhecer com mais saúde.

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Cuidado integral e especializado

A jornada de saúde feminina se torna mais fácil se acompanhada por profissionais e ambientes médicos que sejam especializados na saúde da mulher e que possam oferecer um cuidado integral, como é o caso do Fleury.

Além da medicina diagnóstica, pela qual é reconhecido no país todo, o Fleury também conta com 35 unidades* no estado de São Paulo que oferecem acompanhamento da saúde, incluindo Espaço Saúde da Mulher, Fleury Gestar, Centro Integrado de Dermatologia, Check-up (avaliação completa da saúde), Consultas Nutricionais e o Fleury em Casa, que é o serviço que realiza exames laboratoriais e de imagem** onde a paciente estiver, oferecendo comodidade, praticidade e segurança.

Para além dos exames, a marca também disponibiliza tratamentos de fertilidade, por meio do Fleury Fertilidade, um centro de medicina reprodutiva com as técnicas mais avançadas existentes em reprodução assistida, e o Fleury Infusões, que conta com o serviço de aplicação de medicamentos imunobiológicos para atender pacientes com diversos quadros clínicos, além de serviços que se complementam ao Fleury, e que, juntos, fazem parte de um cuidado completo da saúde, como atendimento em oftalmologia e ortopedia, por exemplo.

Em todas as etapas da vida, onde quer que estejam, as pacientes podem contar com os serviços e acompanhamentos disponibilizados pelo Fleury para manter a saúde sempre em dia de forma descomplicada, garantindo melhor qualidade de vida e bem-estar.

*Consulte as unidades e respectivos serviços no site.

**Exames disponíveis podem variar de acordo com a região.

 

Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). IBGE Educa. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/js/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18320-quantidade-de-homens-e-mulheres.html.
  2. Governo Federal. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Serviços e Informações do Brasil. Saúde da mulher contempla cuidados específicos. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2021/05/saude-da-mulher-contempla-cuidados-especificos.
  3. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Saúde das Mulheres no Brasil. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/is_digital/is_0303/pdfs/IS23(3)079.pdf.
  4. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). FEBRASGO e Datafolha apresentam pesquisa inédita sobre a relação da mulher com os ginecologistas e obstetras. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/es/revistas/item/758-febrasgo-e-datafolha-apresentam-pesquisa-inedita-sobre-a-relacao-da-mulher-com-os-ginecologistas-e-obstetras.
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Transplante de medula se consolida como tratamento para esclerose múltipla

Estudado como opção terapêutica para doenças autoimunes há mais de 20 anos, o transplante de medula óssea se consolidou como uma alternativa segura e eficaz para pacientes diagnosticados com esclerose múltipla – uma doença autoimune, neurodegenerativa, inflamatória e crônica, em que o sistema imunológico destrói a bainha de mielina (capa) protetora dos nervos, podendo levar à paralisia e até a morte.

No dia 30 do mês de maio é comemorado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença.

Mais de 2 milhões de pessoas no mundo vivem com esclerose múltipla, sendo que ao menos 40 mil estão no Brasil, segundo estimativas da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla.

A doença costuma se manifestar na idade adulta jovem e pode causar incapacidades neurológicas graves, com repercussão social e econômica para o doente.

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O tratamento é feito com medicamentos de alto custo que atuam com o objetivo de aumentar o espaço entre os surtos, mas sem eliminar a doença.

O problema é que cerca de 10% a 15% dos pacientes são refratários, ou seja, não respondem bem aos tratamentos farmacológicos existentes, e sua condição de saúde só piora ano a ano.

É exatamente para esses casos que o transplante de medula está indicado e consolidado.

Existem dados de remissão total da doença a longo prazo, de cinco a dez anos sem uso de qualquer medicação. Mas ainda assim não podemos falar em cura”, afirmou o hematologista Nelson Hamerschlak, coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Israelita Albert Einstein e um dos principais estudiosos do tema.

O registro europeu de transplante de medula óssea, por exemplo, publicou um relatório em que apontou que a esclerose múltipla foi o diagnóstico de metade dos pacientes transplantados por causa de doenças autoimunes (1.415 de um total de 2.809 pacientes) em 2019.

No Brasil, apesar de a terapia ser estudada há mais de 20 anos, foi somente em 2021 que passou a ser reconhecida como opção para o tratamento da esclerose múltipla e de outras doenças autoimunes (esclerose sistêmica e doença de Chron) pela Sociedade Brasileira de Transplantes de Medula Óssea e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

+ Leia também: Transplante de medula óssea: mitos, verdades para que serve

Por aqui, estima-se que, nos últimos 20 anos, ao menos 250 procedimentos foram realizados.

“Creio que ainda fazemos poucos transplantes em parte pelo desconhecimento de alguns neurologistas, em parte pela atratividade dos novos fármacos disponíveis”, avalia Hamerschlak.

Estabilização da doença

Os resultados dos diversos estudos realizados sobre o tema mostram não só a estabilização da função neurológica, mas também uma tendência de recuperação das funções perdidas em boa parcela de doentes que receberam o transplante autólogo de células-tronco.

Segundo Hamerschlak, o racional desta terapia é poder usar altas doses de quimioterapia com a função de baixar a imunidade efetivamente e depois usar as células-tronco do próprio paciente para repovoar a medula óssea.

“O transplante de medula óssea tem se mostrado uma ferramenta importante na indução de uma reconstituição imunológica ‘imunotolerante’. Inúmeros trabalhos foram publicados, alguns mostraram a superioridade do transplante em comparação com o uso da terapia farmacológica”, afirmou.

Se você não parar a doença, a doença vai te parar

O engenheiro agrônomo Caio Henrique Claudino, de 32 anos, é um dos pacientes que se submeteu ao transplante de medula óssea como alternativa de tratamento da esclerose múltipla.

Por não conhecer a doença, Claudino passou anos convivendo com os sinais da esclerose sem perceber – de fortes dores nas costas até dificuldades de mobilidade em uma das pernas.

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Para ele, a dor era resultado de uma possível hérnia de disco, o que chegou a ser confirmado por um ortopedista.

+ Leia também: Precisamos ampliar a diversidade entre os doadores de medula óssea

Quando os sintomas pioraram, Claudino foi buscar ajuda com um neurocirurgião, que o encaminhou para um neurologista clínico. O diagnóstico veio em novembro de 2021, depois de uma ressonância magnética, e deixou o engenheiro assustado.

“Eu era uma pessoa jovem, ativa, e estava me deparando com meu corpo parando de funcionar. Tive medo de não conseguir mais fazer as coisas. Fiquei perdido, sem rumo”, conta.

Claudino decidiu ouvir outras opiniões, mas havia divergência entre os profissionais.

“O primeiro médico me disse que a doença era inicial e que os remédios resolveriam. O segundo médico falou que a doença estava em estágio avançado, que eu só ia piorar e poderia ficar numa cadeira de rodas”, lembra o engenheiro.

Os sintomas foram piorando conforme o tempo foi passando. Claudino começou com dificuldades de mobilidade na perna direita, passou a sentir fortes dores nas costas, a ficar com a visão turva, sentir sensibilidade, queimação na pele, além de sofrer com episódios de incontinência urinária.

Buscou ajuda com um terceiro neurologista, em São Paulo, especialista em esclerose múltipla. Só então conseguiu entender realmente a doença e iniciar o tratamento corretamente.

+ Leia também: A busca desenfreada pela cura da esclerose múltipla pode virar golpe fatal

“Nessa altura eu já estava com o corpo bastante enrijecido, travado. Antes de janeiro de 2020 eu já tinha sintomas que provavelmente eram sinais da esclerose, mas eu não sabia. Eu tinha formigamento nas pernas, mas me falaram que era ansiedade. Possivelmente era um ‘pseudosurto’ que não foi identificado”, conta Claudino.

Por um ano Claudino tentou usar diferentes medicações, mas a doença continuava evoluindo, causando novas lesões no cérebro e na coluna. Diante desse avanço, o transplante seria a melhor opção.

“Desde o começo doutor Rodrigo [Thomaz, neurologista] avisou que minha doença era agressiva, com um prognóstico ruim. “Ele me disse: ‘ou você para a sua doença ou a sua doença vai te parar’. Foi aí que eu tive a dimensão do que eu ia enfrentar. No meu caso o transplante era a única opção”, conta.

Depois de avaliar os prós e os contras do transplante, decidiu se submeter à terapia.

“Sei que cada caso tem uma indicação, pois cada corpo reage de um jeito. Decidi fazer o transplante para tentar fazer a doença estacionar, sem ter novos surtos e novos sintomas. Fui confiante, sem medo algum, estava certo de tudo o que eu ia passar”, conta. O procedimento foi realizado em abril deste ano e Claudino já está em casa.

O engenheiro diz que ainda é cedo para avaliar os resultados, mas está entusiasmado com as conquistas alcançadas.

“Eu espero e acredito que o transplante estabilize a doença e ela pare de progredir. Eu já vejo melhora em alguns sintomas depois do transplante: não sinto mais ardência na pele, não tenho mais visão turva e não sinto mais as dores neuropáticas. Isso para mim é um sinal de que está dando certo. Vou seguir com a reabilitação e tocar a vida o mais normal possível”, afirmou.

Apesar dos bons resultados, o transplante ainda não é recomendado como primeira opção de tratamento por ser considerado um procedimento mais agressivo.

“Mesmo sendo um procedimento seguro, com menos de 1% de mortalidade, o transplante é considerado mais agressivo se comparado a várias linhas de diferentes imunossupressores. E alguns pacientes que são tratados logo no primeiro surto podem se beneficiar desses tratamentos menos agressivos, inibindo as crises por anos”, finalizou Hamerschlak.

*Esse texto foi publicado originalmente na Agência Einstein. 

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O impacto do trânsito na saúde mental

Para muitos habitantes de grandes metrópoles, enfrentar o trânsito é parte do cotidiano. Em São Paulo, por exemplo, estima-se que a população gasta, em média, três horas por dia no trânsito, de acordo com a pesquisa “Mobilidade Urbana na Cidade”, realizada pela Rede Nossa São Paulo e Ibope, em 2019.

Isso é muito superior à média global, que é de aproximadamente uma hora por dia, segundo dados do TomTom Traffic Index.

Estar preso no trânsito, imerso em um mar de buzinas e cercado por poluentes atmosféricos, pode ser uma experiência mentalmente exaustiva, com uma série de consequências negativas para a saúde mental.

O primeiro grande impacto diz respeito ao estresse. Em 2017, um estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine analisou mais de 34 mil trabalhadores canadenses e descobriu que aqueles que percorriam mais de 45 minutos para o trabalho tinham níveis mais elevados de estresse do que aqueles que faziam viagens mais curtas.

Esses trabalhadores também eram mais propensos a ter uma qualidade de sono ruim, o que, por si só, pode levar a uma série de problemas – que vão desde ansiedade e depressão até prejuízos na concentração e na produtividade.

+ LEIA TAMBÉM: Segurança no trânsito em todas as fases da vida

A poluição sonora é outro componente significativo que merece ser levado em conta.

O ruído constante das buzinas, dos freios e dos motores pode levar a um estado de alerta constante, abalando o sono e aumentando os níveis de estresse.

Uma pesquisa da Universidade de Oxford, publicada em 2020, indicou que a exposição prolongada ao ruído do trânsito está associada a altos níveis de ansiedade e depressão, ressaltando a necessidade de abordar esse tema.

Em terceiro lugar, o trânsito é uma fonte significativa de poluentes atmosféricos, como partículas finas e gases de escape.

Estudos indicam que a exposição a esses poluentes pode ter impactos diretos e indiretos na saúde mental.

+ LEIA TAMBÉM: Poluição sonora: um problema do barulho

Uma pesquisa de 2019, publicada no JAMA Psychiatry, revelou uma ligação entre a exposição a longo prazo a poluentes do ar e um aumento no risco de desenvolver doenças mentais, incluindo, de novo, depressão e ansiedade.

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Além disso, a violência no trânsito, seja na forma de acidentes ou de crimes (como assaltos), é uma realidade capaz de ter efeitos devastadores na saúde mental.

Pesquisas indicam que vítimas de acidentes de trânsito ou de crimes podem desenvolver transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ansiedade, depressão, entre outros transtornos mentais.

Então, como podemos mitigar o impacto do trânsito na nossa saúde mental? Vou dar algumas dicas:

  • Práticas de mindfulness: Uma pesquisa de 2018, publicada no Journal of Applied Psychology, mostrou que o mindfulness, ou atenção plena, pode ajudar a reduzir o estresse relacionado ao trânsito.Mindfulness envolve prestar atenção no momento presente, sem julgamento. Isso é particularmente útil no trânsito, pois ajuda a manter a calma mesmo em situações estressantes.
  • Utilização de transportes alternativos: Optar por bicicletas ou caminhadas, por exemplo, é uma boa pedida. Além de evitar o trânsito e a poluição sonora, essa mudança promove a atividade física, que é conhecida por seus benefícios à saúde mental.
  • Proteção contra a poluição sonora e do ar: Se o trânsito e a poluição sonora são inevitáveis, algumas medidas se mostram interessantes, como o uso de fones de ouvido com cancelamento de ruído e máscaras antipoluição.
  • Flexibilidade no trabalho: Uma rotina mais flexível, com trabalho remoto ou horários de ajustáveis, por exemplo, podem ajudar a reduzir o tempo gasto no trânsito e, consequentemente, os seus efeitos negativos.
  • Otimização do tempo de viagem: Utilizar o tempo no trânsito de forma produtiva é uma maneira de evitar o estresse. Isso pode envolver ouvir um podcast, aprender uma nova língua ou simplesmente aproveitar esse momento para relaxar.
  • Contato com a natureza: Pesquisas têm demonstrado que o contato com a natureza traz benefícios significativos para a saúde mental. Sempre que possível, visite parques, matas, campos e fazendas. Isso parece ser um antídoto – ao menos parcial – para os efeitos negativos do trânsito sobre a saúde mental.

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É válido destacar que reduzir o tempo de deslocamento nas grandes cidades não é apenas um desafio individual, mas também uma questão de políticas públicas.

Diversos exemplos internacionais mostram que isso é possível e necessário.

A expansão da rede de ciclovias em Bogotá e a implementação do sistema de metrô em Copenhague são exemplos de intervenções que resultaram em uma menor dependência do transporte individual motorizado.

Além disso, a promoção de políticas de trabalho flexíveis e de teletrabalho por parte das organizações também tem papel crucial na redução do tempo gasto no trânsito, com efeitos benéficos para os trabalhadores.

Em face dos inúmeros desafios que o trânsito apresenta, é imprescindível reconhecer a amplitude do seu impacto na saúde mental e procurar estratégias ativas para mitigar esses danos.

Ao reconhecermos a extensão dos malefícios, podemos começar a tomar medidas contra eles.

A chave é encontrar estratégias que se adequem à nossa rotina e nos permitam navegar com o máximo de serenidade possível pelas demandas da vida urbana.

*Elson Asevedo é médico psiquiatra

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O impacto do trânsito na saúde mental Publicado primeiro em https://saude.abril.com.br

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Cresce morte por infarto entre mulheres mais jovens, alerta entidade

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou uma atualização do posicionamento sobre a condução e a prevenção das doenças isquêmicas do coração (DIC) em mulheres, propondo uma abordagem específica para o controle dessas doenças em pacientes do sexo feminino.

O documento, elaborado pelo Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, traz ainda dados epidemiológicos com base em estudos que apontam o aumento da mortalidade de mulheres mais jovens por DIC (entre 18 e 55 anos), apesar da redução da incidência geral nos últimos 20 anos

No ano passado, a Associação Americana do Coração (AHA) também publicou uma declaração científica ressaltando que homens e mulheres podem apresentar sinais e sintomas diferentes nas doenças cardiovasculares, com pequenas sutilezas.

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Por isso, era importante reforçar a importância da identificação dos sintomas para que eles possam receber o tratamento adequado.

De acordo com a cardiologista Gláucia Maria Moraes de Oliveira, uma das coordenadoras do posicionamento, a SBC resolveu fazer uma orientação específica para as mulheres porque já vem estudando as peculiaridades do público feminino há algum tempo – mas faltava um documento formal que englobasse todas as evidências.

“Todos os nossos departamentos tinham estudos sobre mulheres, mas as informações eram dispersas. Resolvemos reunir todas as informações e evidências coletadas sobre mulheres em um posicionamento único para que o médico clínico, que está na ponta do atendimento, tenha uma visão a partir dos especialistas sobre como prevenir, fazer o diagnóstico e tratar essa doença. O infarto nas mulheres é subdiagnosticado e subtratado. Além disso, os resultados desse infarto são ruins porque os desfechos são diferentes em homens e mulheres”, disse a cardiologista.

Principal causa de morte

As doenças isquêmicas do coração ainda são a principal causa de morte de homens e mulheres no Brasil e no mundo – estima-se que ao menos 380 mil brasileiros morrem todos os anos por doenças cardiovasculares.

Segundo o posicionamento da SBC, estudos têm demonstrado que as mulheres apresentam taxas significativamente menores de angioplastia e significativamente maiores de mortalidade hospitalar.

O documento diz ainda que a prevalência de MINOCA (sigla em inglês que significa infarto do miocárdio sem obstrução arterial coronária) também é maior nas mulheres.

Outro dado que chama a atenção no posicionamento é que a taxa de DALYs (anos de vida ajustados por incapacidade) por DIC por 10 mil habitantes foi a segunda causa mais comum de incapacidade nas mulheres (atrás apenas de distúrbios relacionados com a gestação).

O documento aponta também que as mulheres apresentam maior frequência de fatores de risco cardiovasculares não tradicionais – entre eles estresse mental e depressão, além dos fatores de risco inerentes ao sexo, como gravidez e menopausa, por exemplo.

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“A mensagem central do posicionamento é a de que a mortalidade por doença isquêmica do coração, representada na sua maior parte pelo infarto, vem crescendo substancialmente entre mulheres jovens. Um terço das mulheres brasileiras morrem de doença cardiovascular e a maioria por infarto. E essas mulheres precisam ter acesso a protocolos de prevenção, tratamento e reabilitação adequados”, afirma a médica.

Ainda de acordo com o documento, menos de 10% das mulheres têm os seus fatores de risco para as doenças coronarianas controlados – com destaque para a hipertensão (menos de 1/3 das mulheres conhecem os seus níveis).

E menos de 50% delas são submetidas a tratamento medicamentoso adequado, além de ser baixa a aderência ao tratamento e haver pouca reabilitação cardíaca.

+ Leia também: Mulheres sobrevivem menos tempo após infarto do que homens

O posicionamento também demonstra que alguns estados das regiões Norte e Nordeste apresentam mortalidade muito maior do que os outros por infarto em mulheres.

“Este fenômeno ocorre pela falta de acesso a um tratamento adequado e pela dificuldade no reconhecimento dos sintomas específicos, o que faz com que as mulheres demorem para buscar o tratamento adequado”, diz a cardiologista.

Ela ressalta que o reconhecimento, a discussão, a educação e o tratamento apropriado das doenças coronarianas nas mulheres são necessários para reduzir os ‘gaps’ no diagnóstico e no tratamento, além dos desfechos desfavoráveis.

“Esse documento vem sistematizar o conhecimento e funciona como uma recomendação, um consenso, com foco em dados brasileiros para que os médicos possam tratar melhor suas pacientes. Tem também o objetivo de conscientizar a população, para que busque mais precocemente ajuda quando sentir algum sintoma, ainda que ele não seja tão típico da doença coronariana”, explica.

Para a cardiologista Juliana Soares, do Hospital Israelita Albert Einstein, quanto mais informação de qualidade sobre o tema houver – tanto para profissionais da saúde quanto para as pacientes – melhor será o manejo das doenças cardiovasculares, englobando aspectos relacionados à prevenção e ao reconhecimento de sintomas.

“Observo na prática diária que quando oportunamente informadas, as mulheres apresentam mais engajamento em relação aos cuidados com a saúde, o que é fundamental para podermos melhorar esse cenário”, disse.

“Por isso, é essencial que sejam disseminadas ações de educação médica pelo país para que as peculiaridades da doença cardiovascular na mulher sejam adequadamente manejadas”, finalizou.

Esse texto foi publicado originalmente na Agência Einstein. 

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Enquete: você fez ou faz uso de algum suplemento esportivo?

O setor de suplementos alimentares com foco em exercícios nunca esteve tão aquecido no país.

De olho nisso, queremos saber sobre sua experiência com esse tipo de produto.

Participe da nossa enquete abaixo e, depois, clique no botão indicado para ver o que dizem outros internautas:

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Suplementos esportivos: o que saber antes de usar

Ganhar massa muscular, trincar a barriga, turbinar a performance no treino… Aspirações, promessas e opções nas gôndolas não faltam.

Dá para dizer que o setor de suplementos alimentares com foco em exercícios nunca esteve tão aquecido no país.

Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) constatou que, entre 2015 e 2020, houve um aumento de 10% na população que consome suplementos — seis em cada dez lares contavam com pelo menos uma pessoa fazendo uso desses produtos.

Neste ano, a venda da categoria em farmácias chegou, pela primeira vez, à casa dos três dígitos: segundo a IQVIA, a receita anual bateu 102 milhões de reais em fevereiro, decolando 165% desde 2019.

Nesse contexto, outra pesquisa da Abiad aponta um crescimento de 25% no segmento de concentrados de proteína, representados pelo popular whey protein, em 2022.

“Esse é um movimento relacionado à busca por qualidade de vida e bem-estar, em que o suplemento passa a fazer parte de uma rotina mais saudável”, acredita Thaise Mendes, presidente da entidade.

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Dentro dos objetivos dos consumidores, ganham relevo as metas de melhora no desempenho esportivo e ganhos estéticos.

Por isso, os especialistas defendem que é preciso entender melhor o que é o quê nesse universo de pós, cápsulas e afins, suas indicações corretas e inclusive o fato de que, nesse mercado, disputam espaço produtos de boa qualidade nutricional com outros sem eficácia comprovada ou concebidos com matéria-prima inferior.

Como o nome da classe sugere, suplementos têm a missão de dar um apoio ao que se obtém naturalmente com a comida.

Thaise acredita que esse entendimento está sendo assimilado pelos brasileiros: “Nossa pesquisa mostrou que as pessoas já entendem que eles são um complemento à alimentação. E que, mesmo que as refeições sejam balanceadas, às vezes pode haver alguns déficits”.

Um exemplo cada vez mais comum: nem sempre homens e mulheres que fazem academia repõem a cota adequada de proteína. Nesse caso, um produto como o whey pode ser útil.

Mas, para identificar as carências e poder supri-las direito, o ideal é passar em consulta com um profissional de saúde, de preferência um nutricionista.

“É preciso avaliar a dieta e entender as necessidades de cada um para depois pensar se realmente serão necessários suplementos”, afirma a nutricionista Sueli Longo, autora do Manual de Nutrição para o Exercício Físico (Atheneu).

Esse acompanhamento personalizado não só ajuda a definir o tipo de produto, a dose e a melhor forma de consumi-lo como também a programar o momento certo para isso (se antes ou depois do treino). “Temos de levar em conta idade, sexo, intensidade da atividade física e o histórico de saúde do indivíduo, incluindo a presença de doenças crônicas”, resume Sueli.

Fotos: Getty Images | Ilustrações: Laura Luduvi
<span class="hidden">–</span>Fotos: Getty Images | Ilustrações: Laura Luduvi/SAÚDE é Vital

Esqueça o conselho do colega que se reveza nos aparelhos da academia com você. A indicação dos suplementos deve ser individualizada porque, além de corpos diferentes, temos objetivos e treinos diferentes.

Se você faz musculação três vezes por semana, em um ritmo moderado, será que vale a pena recorrer ao mesmo produto de um atleta de alto rendimento? Talvez não. E, mesmo que isso faça sentido, é provável que as doses e formas de uso variem.

É bom ter isso em mente inclusive para calibrar as expectativas. Shakes, géis e cápsulas podem, sim, ajudar, mas seus resultados muitas vezes são considerados “marginais” ou “limitados” entre as pessoas que se exercitam buscando condicionamento e bem-estar.

“O princípio básico é que os efeitos são pequenos”, afirma Guilherme Artioli, professor de fisiologia da Universidade Metropolitana de Manchester, na Inglaterra.

“Por isso são os atletas que mais se beneficiam deles. Para quem compete profissionalmente, uma melhora de 3% no desempenho faz a diferença”, completa.

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Fato é que a maioria de nós não procura ganhar medalhas ou quebrar recordes no dia a dia. Nessa conjuntura, uma alimentação disciplinada e ajustada a uma rotina de exercícios pode viabilizar as metas na frente e longe dos espelhos.

E não tem segredo: cabe de tudo um pouco, desde que se respeitem porções e restrições individuais e não se deixe de contemplar frutas e hortaliças, fontes de proteína (preferencialmente as magras) e os carboidratos complexos dos alimentos integrais.

“Assim fornecemos uma variedade de vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a recuperação muscular e o desempenho físico”, explica a nutricionista Érica Oliveira, do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

É claro: na correria habitual, seguir à risca as recomendações para uma dieta balanceada pode soar um desafio. Alimentos saudáveis muitas vezes acabam sendo mais caros e, ainda que caibam no bolso, exigem tempo e habilidade para o preparo.

A realidade nua e crua é que, com frequência, refeições e lanches desequilibrados são escalados, abrindo espaço para lacunas nutricionais. E, aí, os suplementos pedem passagem.

“Sabemos que para algumas pessoas a suplementação é indicada por uma questão de não conseguir se alimentar nos horários adequados”, diz o nutricionista Eduardo Reis, da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE).

“Mas, mesmo nesses casos, o ideal é tentar reorganizar a rotina, porque a alimentação não é algo que deve ser pensado apenas para hipertrofia muscular ou emagrecimento”, pondera.

Fotos: Getty Images | Ilustração: Laura Luduvig
<span class="hidden">–</span>Fotos: Getty Images | Ilustração: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital

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Eis que, feitas as ressalvas e ajustado o cardápio diário, você e o profissional que o acompanha concluem que um suplemento será bem-vindo.

Isso não é uma carta branca para correr em busca do primeirão potão de whey protein, levando só em conta o sabor e as vantagens estampadas na embalagem.

Antes de qualquer compra, convém conhecer esse nicho de produtos e se familiarizar com suas propostas e efeitos no organismo. Não é só uma questão de resguardar a saúde, mas de entender que alguns deles podem ser inócuos para você ou ostentar promessas fraudulentas.

“Para suplementos proteicos e calóricos, o maior efeito colateral chama-se jogar dinheiro no lixo e, eventualmente, ganhar peso”, brinca o médico Felipe Gaia Duarte, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo (Sbem-SP).

No passado, havia temores de que produtos como o whey poderiam causar problemas renais e hepáticos, mas novos estudos vêm mostrando que a história não é bem essa.

Duarte esclarece que, para essas substâncias provocarem uma desordem mais séria, a “overdose” teria que ocorrer em um nível dificilmente viável, inclusive do ponto de vista financeiro.

“Pessoas com alguma predisposição até podem ver uma condição piorar em função disso, mas é pouco provável que o suplemento desencadeie o processo por si só”.

Isso não quer dizer que esses produtos estejam totalmente isentos de levar a outras chateações. Dependendo dos ingredientes presentes, o consumo pode levar a reações alérgicas, flatulências e distensão abdominal.

O próprio whey, um dos mais seguros, tem sua versão mais comum produzida a partir do leite, o que o torna uma opção contraindicada a quem tem alergia à proteína dos lácteos ou intolerância à lactose.

Para esse público, existem opções feitas com ovo ou mesmo proteínas de origem vegetal.

Outros suplementos, caso de vitaminas lipossolúveis (aquelas que ficam armazenadas na gordura corporal), podem gerar quadros de toxicidade se consumidos indiscriminadamente, com sintomas que vão desde dores de barriga e náuseas até problemas de saúde mais graves, além do risco de interação negativa com medicamentos prescritos.

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Os produtos hipercalóricos, por sua vez, só fazem sentido se o ritmo de atividade física é intenso — mais de 90 minutos diários. Do contrário, para que energia extra?

“A maioria desses suplementos concentra muita gordura e açúcar. E aqueles com carboidratos complexos, os mais recomendados, são mais caros, afastando o consumidor leigo”, esmiúça Reis.

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<span class="hidden">–</span>Fotos: Getty Images | Ilustração: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital

Embora haja regulamentação para o mercado de suplementos, especialistas apontam que a fiscalização no Brasil deixa a desejar — e, como eles podem ser adquiridos sem prescrição, muitos consumidores acabam entrando na onda sem a devida orientação.

Ler e entender o que diz o rótulo dos produtos ajuda, mas está longe de resolver as coisas. Foi o que descobriu Félix Bonfim, empresário do ramo de suplementos que há uma década começou a realizar análises laboratoriais do que era vendido pelo país.

“Já vi produtos proteicos com teor de carboidratos muito maior do que o informado e ‘creatinas’ que nem sequer tinham creatina na composição”, relata. “Empresas pouco confiáveis adulteram os suplementos e colocam concentrações muito abaixo do anunciado para fazer uma concorrência desleal”, alerta.

Por isso, o primeiro sinal de que algo pode estar errado é o pote ser barato demais, destoando dos similares.

A iniciativa de Bonfim rendeu trabalhos mais abrangentes, como o Programa de Automonitoramento da Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri).

Em parceria com a Anvisa, a entidade faz e divulga análises dos suplementos à venda para avaliar se as substâncias presentes nas fórmulas e suas quantidades condizem com a embalagem.

Para atletas, a importância de saber exatamente o que está consumindo é ainda maior, já que, fora os efeitos no rendimento físico, um contaminante desconhecido poderia ser enquadrado como doping e provocar uma suspensão das competições.

Aliás, é importante lembrar que muitos produtos da moda recomendados por influencers nem sequer se enquadram como suplementos alimentares.

É o caso dos anabolizantes, utilizados para ganhar músculos de forma rápida e intensa, mas repletos de efeitos colaterais, como danos ao fígado e ao coração. Não à toa, a prescrição para fins estéticos acaba de ser proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

No caso dos suplementos, vale seguir um checklist básico: avaliar a necessidade de usar com um nutricionista ou médico; saber o que e quanto tomar; priorizar as marcas confiáveis e ter ciência de suas restrições.

“Às vezes, o produto pode ser mais uma questão de motivação. Mesmo se a pessoa se beneficia pouco, usar com responsabilidade pode torná-la mais ativa, e isso deve ser encorajado”, argumenta Duarte.

A regra é entender os limites do corpo e… dos próprios suplementos. “Só não pode cair em papo de vendedor e achar que vai virar super-homem”, diz o endocrinologista. Afinal, tanto o homem de aço como a Mulher Maravilha só existem no universo da ficção.

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Os suplementos mais vendidos do mercado:

Whey Protein

> O que é? Um dos suplementos mais populares, costuma ser feito do soro do leite, mas já existem opções para quem tem restrição ou é vegano. O whey fornece os tijolinhos que atuam na reparação dos músculos e conta com um bom volume de pesquisas a seu favor.
> Para que serve? A principal recomendação é para quem faz exercício com foco no desenvolvimento da força e da massa muscular. O produto também ajuda na recuperação pós-treino. E tem sido indicado a indivíduos mais velhos com perda de musculatura ligada à idade.
> Quais os riscos do mau uso? Em geral, ingerir mais proteínas do que o recomendado não costuma causar grandes problemas, pois a quantidade necessária para uma complicação tem de ser elevada. Ainda assim, se você come regularmente fontes como carne, ovo e leite, vale checar com um profissional se faz sentido tomar whey.

Maltodextrina

> O que é? É um carboidrato de rápida absorção pelo organismo, capaz de fornecer energia no desenrolar da atividade física. Ou seja, deve ser tomado durante o esforço físico.

> Para que serve? É recomendado durante a prática de esportes de longa duração, como uma prova de maratona ou triatlo. A maltodextrina é o principal componente encontrado nos géis nutricionais ingeridos pelos atletas durante as competições. Embora não seja indicada para ganho de massa, ela auxilia na recuperação dos músculos após práticas extenuantes.

> Quais os riscos do mau uso? Por se tratar de um carboidrato, sua função é fornecer ou recuperar energia. Se você não pratica atividades de longa duração ou exigência acima da média, o consumo excessivo pode levar a ganho de peso e ingestão desnecessária de açúcar e aditivos.

Hipercalóricos

> O que são? Suplementos com alto teor de nutrientes, especialmente carboidratos, mas também com proteínas, gorduras, vitaminas e minerais.

> Para que servem? A promessa é auxiliar tanto no ganho de peso como no aumento da massa muscular. No entanto, especialistas questionam a necessidade desse tipo de produto combinado, já que, para atingir esses objetivos, seria preferível adotar uma alimentação hipercalórica e ingerir suplementos de acordo com as carências específicas de cada um.

> Quais os riscos do mau uso? O primeiro é perder o controle sobre o ganho de peso. Depois, hipercalóricos de boa qualidade, com fibras e carboidratos complexos, são bem mais caros. Isso faz as pessoas partirem para os mais baratos, de pior balanço nutricional, que são abarrotados de gordura e carboidratos simples.

Creatina

> O que é? Substância produzida naturalmente pelo corpo e encontrada em alimentos como carne e leite, é provavelmente o suplemento mais estudado até o momento. Hoje é prescrita sobretudo a quem faz treinamentos de alta intensidade e que envolvem movimentos explosivos.

> Para que serve? Indicada para atividades que exigem que o músculo produza muita potência em um curto intervalo de tempo, como corridas de 100 metros ou competições de arremesso de peso. Novos estudos vêm demonstrando que ela também pode auxiliar na retenção de nutrientes nas células musculares e até no ganho de massa e na função cognitiva de idosos.

> Quais os riscos do mau uso? Apesar de ter bom perfil de segurança, só deve ser usada sob orientação, especialmente se houver histórico de problemas renais e hepáticos.

Cafeína

> O que é? Bastante utilizada pelo seu poder estimulante e pelo conhecido efeito termogênico, ela costuma ser obtida de chás, café e guaraná, além da versão anidra, com alto grau de pureza, em cápsulas ou pó.

> Para que serve? É capaz de aumentar a energia e a disposição física e mental, podendo melhorar o desempenho esportivo. A cafeína atua no sistema nervoso e tende a acentuar o foco e a reduzir o tempo de reação — mesmo que seja uma fração de segundo, o que pode contar pontos em competições.

> Quais os riscos do mau uso? Existem pessoas com maior sensibilidade à cafeína, e o excesso da substância está relacionado a taquicardia, agitação e picos de pressão alta. Tomar com frequência, especialmente a partir da tarde ou à noite, ainda tende a piorar a qualidade do sono.

 

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Termogênicos

> O que são? São as substâncias que, ao interagir com o sistema nervoso, elevam a temperatura do organismo.

> Para que servem? Em tese, eles acelerariam os processos metabólicos, ajudando o corpo a queimar mais calorias durante o exercício. Os estudiosos alertam, porém, que poucos suplementos têm esse efeito comprovado, e mesmo aqueles que funcionam possuem resultados relativamente modestos e não costumam compensar os riscos dos efeitos colaterais.

> Quais os riscos do mau uso? O maior perigo é o descontrole do aquecimento corporal, a chamada hipertermia, que é potencialmente letal. Aumento da pressão e arritmias cardíacas são outros eventos adversos. Alguns termogênicos, como o dinitrofenol, foram proibidos devido à falta de segurança no uso.

Ácidos graxos

> O que são? Falamos de alguns tipos de gorduras essenciais, nutrientes importantes para o bom equilíbrio do corpo. Fazem parte da família os ômegas 3 e 6, vindos de peixes, sementes e óleos vegetais.

> Para que servem? Eles buscam diminuir processos inflamatórios e balancear os níveis de colesterol no sangue, além de dar um apoio à imunidade e à síntese muscular. Fazem mais sentido quando o indivíduo não tem uma dieta bacana.

> Quais os riscos do mau uso? Como as doses recomendadas são baixas, dificilmente as cápsulas causarão problemas. Mas exageros podem sabotar o metabolismo. Os experts pedem atenção a produtos muito baratos — há risco de contaminação da matéria-prima, até por metais pesados.

Caseína e Albumina

> O que são? Ambas são proteínas alternativas ao whey. A caseína também é obtida a partir do leite, mas tem uma absorção mais lenta. Já a albumina vem do ovo e tem absorção mais rápida que a caseína.

> Para que servem? Como o whey, a ideia é auxiliar no aumento da massa muscular. Pela digestão mais lenta, a caseína é recomendada para quem pretende passar um período mais longo sem se alimentar. Já a albumina tem indicação semelhante à do produto à base do soro do leite, aparecendo como alternativa a intolerantes à lactose ou vegetarianos. Veganos encontram suplementos feitos de proteínas vegetais, caso da soja.

> Quais os riscos do mau uso? O racional é parecido com o do whey protein. Vale ponderar o investimento e, no caso da albumina, estar ciente do possível aumento de gases.

Aminoácidos

> O que são? São partículas que compõem as proteínas — e com funções diferentes pelo corpo. Alguns dos mais conhecidos são o BCAA, a beta- -alanina e a glutamina.

> Para que servem? A promessa é facilitar o ganho de massa muscular e a recuperação após o treino, sobretudo no contexto de práticas mais intensas. Mas o uso dos aminoácidos isolados é considerado controverso atualmente. Alguns estudos mostram que o whey ou proteínas isoladas seriam mais eficazes para os músculos.

> Quais os riscos do mau uso? De imediato, gastar dinheiro à toa mesmo. São raríssimos os casos de reações adversas com aminoácidos. Mas, como os benefícios comprovados são menores ou marginais na comparação com os suplementos proteicos, cabe avaliar se eles farão diferença na rotina de exercícios.

Vitamínicos

> O que são? Integram a categoria desde multivitamínicos até o ZMA, sigla para suplemento de zinco e magnésio. Buscam repor vitaminas e minerais.

> Para que servem? Como o exercício expõe o corpo a um estresse, os suplementos vitamínicos ajudariam, com sua ação antioxidante, a minimizar danos e melhorar a imunidade. No caso do ZMA, fala-se num ganho indireto na produção de testosterona. De qualquer forma, faltam estudos assinando embaixo.

> Quais os riscos do mau uso? Os especialistas reforçam que vitaminas e minerais devem ser obtidos via alimentação. Na falta de um e outro, aí o caminho é suplementar. Vitaminas solúveis em água como a C são expelidas pela urina se ingeridas em excesso. Mas as solúveis em gordura (A, D, E…) podem se acumular e ser tóxicas se houver abuso. O mesmo se aplica a minerais como o selênio.

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A arte como instrumento na prevenção do abuso sexual infantil

O abuso sexual de crianças e adolescentes ainda é um tabu e um crime silencioso. Há registros de que a cada hora, cinco crianças e adolescentes são vítimas de violência sexual no Brasil.

E isso é somente a ponta do iceberg, afinal, trata-se de um crime altamente subnotificado.

Diferentemente da percepção popular, as estatísticas revelam que o abusador é uma pessoa comum e próxima: pai, padrasto, avô, tio ou outro parente. Enfim, alguém de confiança do círculo familiar.

Jogar luz sobre tal tema é fundamental para que a sociedade reflita sobre como enfrentar essa questão tão urgente.

O papel da arte

Nesse sentido, a arte é uma ferramenta na contribuição para a transformação social.

O curta-metragem “Eu tenho uma voz”, lançado recentemente, na última Semana Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual, visa ampliar a discussão sobre o tema e dar voz às vítimas.

+ LEIA TAMBÉM: Como proteger seu filho de abuso sexual

O filme nos convida a refletir sobre como estamos olhando para as nossas crianças.

Precisamos ficar atentos a expressões que vão além da voz – falo de gestos, desenhos, comportamentos e até mesmo o silêncio.

Baseado numa canção original de Clara Verdier e Bibi Cavalcante, a letra é quase um manifesto.

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Gabi é a personagem principal e sua história é apresentada em três idades diferentes: 8, 13 e 32 anos, para que o público entenda como a violência marcou a sua vida.

O acolhimento também é um importante fio condutor da obra.

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Cena do filme “Eu tenho uma voz”.Foto: Divulgação/Divulgação

Quanto menos falamos sobre esse assunto, maior é o silêncio em volta dos casos. E quanto maior o silêncio, maior é o sofrimento e o impacto da violência nas vítimas – e mais difícil se torna enfrentarmos o problema adequadamente.

Nos últimos anos, a Childhood Brasil tem trabalhado ativamente para dar mais segurança às vítimas e ampliar as estatísticas de responsabilização dos agressores.

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Um exemplo é a criação e implantação da Lei 13.431/2017, mais conhecida como Lei da Escuta Protegida.

Esse procedimento visa garantir maior proteção para crianças e adolescentes ao relatar o caso em um ambiente acolhedor e com o depoimento gravado uma única vez ao longo da investigação, evitando o processo de revitimização.

A lei inova ainda por estabelecer mecanismos e princípios de integração das políticas de atendimento.

O primeiro passo para proteger crianças e adolescentes do abuso sexual é a informação.

Se quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui.

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