Eu sou Pedro, tenho 27 anos. Trabalho no banco Bradesco como programador web há 3 anos. Inicie como estagiário e fui efetivado após 1 ano de empresa. Sou bastante determinado, organizado e flexível. Pratico natação e tenis duas vezes por semana. Adoro viajar com a namorada para lugares que tenha praia. Tenho bastante interesse por aviação e não dispenso um bom prato de lasanha.
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
Dieta cetogênica para diabetes e obesidade: mais entusiasmo que evidência?
Recentemente, um artigo de opinião publicado no periódico científico JAMA (Journal of the American Medical Association) aqueceu a discussão sobre a dieta cetogênica. Assinado por médicos da Escola de Medicina de Nova York, nos Estados Unidos, o texto questiona o papel dessa alimentação — marcada por uma redução drástica no consumo de carboidratos e um aumento no de gorduras e proteínas — para tratar a obesidade e o diabetes.
Esse plano alimentar, já usado para tratar alguns tipos de epilepsia, caiu nas graças de certos indivíduos em busca da perda de peso. Embora o corte de carboidratos seja uma prática relativamente frequente (e controversa) em regimes de emagrecimento, na dieta cetogênica essa restrição é mais acentuada. Nela, a concentração do nutriente não passa de 10% das calorias diárias. Em uma alimentação balanceada, o mesmo número fica em cerca de 50% — cinco vezes mais, portanto.
Para quem tem diabetes tipo 2 e precisa controlar os níveis de glicose em circulação, parece uma saída lógica praticamente excluir do prato as fontes de carboidrato. Ora, essa substância se converte facilmente em glicose no organismo.
Já para quem deseja afinar a cintura, ficar longe de um nutriente que concentra calorias também parece fazer sentido, não? E alguns estudos realmente sugerem que a dieta cetogênica está associada a perda de peso e redução na glicemia.
Mas o que os autores daquele artigo questionam é se esse padrão de alimentação em si que promove tais benefícios. “Qualquer plano é efetivo quando reduz a ingestão de calorias. A cetogênica não é diferente. O que devemos perguntar é se ela é sustentável e promove saúde em longo prazo”, ponderam os experts no texto.
Dieta cetogênica para o diabetes
De acordo com o artigo americano, as evidências sobre o assunto não são definitivas. O estudo mais robusto, do ano passado, de fato mostra um grau considerável de remissão do diabetes tipo 2 em pessoas que reduziram o consumo de carboidratos durante um ano. Algumas inclusive pararam de usar insulina. Contudo, tais descobertas podem estar enviesadas.
“Era um estudo aberto, sem um grupo adotando outra estratégia para servir de comparação, e que reuniu indivíduos interessados em fazer a dieta”, comenta Bruno Halpern, endocrinologista e coordenador do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Ou seja, as pessoas já estavam dispostas a aderir a um programa de restrição calórica — e o método não foi comparado com outros regimes alimentares.
No geral, o que parece importar mais para controlar a doença é justamente comer menos calorias do que antes. E, claro, maneirar especificamente em fontes de carboidrato refinado (arroz, massas e pães brancos, refrigerantes, doces etc), que fazem a glicemia disparar mais rapidamente. Ainda assim, esses itens não estão proibidos.
“A dieta cetogênica pode ser uma opção viável para o emagrecimento rápido, que controle o diabetes logo após o diagnóstico. Mas, se ela é interrompida, há um risco de o peso voltar a subir e a glicemia descompensar”, destaca Halpern.
E para emagrecer no longo prazo, ela funciona?
A ideia é que, ao cortar os carboidratos, o corpo passe a usar outras fontes de energia, especialmente as gorduras acumuladas no tecido adiposo. Aliás, esse processo de quebra de gordura para fabricar glicose gera os chamados corpos cetônicos, que aplacariam a fome. São essas moléculas que fizeram esse padrão alimentar ganhar o nome de “cetogênico”.
Mas a eficácia dessa dieta para o emagrecimento é outro ponto abordado no artigo americano. Seus autores citam uma revisão de 13 pesquisas com acompanhamento mínimo de um ano que comparou a eficácia da cetogênica com outras dietas. Resultado: a restrição severa de carboidratos até gerou uma maior perda de peso, mas que não passou de um quilo.
“Essa variação, apesar de significativa do ponto de vista estatístico, pode não ser relevante para a prática clínica”, pontuam os especialistas no texto publicado no JAMA.
Ou seja, é provável que a cetogênica emagreça mais em virtude da redução calórica acentuada. Só que, depois de um tempo, a balança tende a estacionar.
“Isso ocorre em qualquer dieta restritiva, porque o organismo entende que há falta de alimentos no ambiente e passa a economizar calorias”, destaca Mario Kedhi Carra, endocrinologista e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso.
Além disso tudo, o mais desafiador talvez seja sustentar um padrão alimentar cetogênico no médio e longo prazo. Veja: esse tipo de cardápio praticamente elimina arroz, macarrão, pão, batata, diversas frutas e outros alimentos comuns. Esse ataque a vários grupos alimentares nos leva aos efeitos negativos da dieta cetogênica.
Riscos em longo prazo
Por um lado, praticamente todos os especialistas concordam que carboidratos refinados devem ser ingeridos com muita moderação pelo elo com o ganho de peso e outros problemas. Por outro, uma restrição tão severa de carboidratos em geral costuma vir acompanhada da exclusão de itens que fazem bem para a saúde, como os cereais integrais e as frutas.
Aí, o corpo pode sentir falta de fibras, vitaminas e minerais.
O teor de gorduras ingeridas — que chega a 90% — também merece ser debatido. Para atingir esse patamar, frequentemente é preciso comer mais gorduras saturadas, que aumentam as taxas de colesterol LDL e estão associadas a infarto e AVC.
“Por isso, qualquer intervenção do tipo deve ser sempre feita sob orientação médica e nutricional, e só em situações específicas”, destaca Carra.
Para os diabéticos, isso é ainda mais importante. Se o aumento da glicose no sangue faz mal, sua queda brusca também é perigosa, disparando quadros de hipoglicemia. Logo, alterações no cardápio demandam uma supervisão dos profissionais, inclusive para ajustar as doses dos medicamentos.
Ainda não há estudos conhecidos analisando a mortalidade e o risco cardiovascular de quem adere à dieta cetogênica, mas o artigo do JAMA cita outras reações adversas já relatadas na literatura científica: constipação, halitose, dores de cabeça, fraturas ósseas, diarreia e “múltiplas deficiências de vitaminas e minerais”.
Moral da história
“Creio que o objetivo desse artigo é alertar as pessoas de que a dieta cetogênica não é uma solução para tudo”, comenta Halpern.
Carra completa o raciocínio: “Não sou contra esse plano alimentar. Eu creio que ele possa ter suas indicações, mas é algo que exige cuidado e estratégias de manutenção para quando a restrição acabar”, palpita Carra.
Resumindo, pode ser que esse regime funcione para uma ou outra pessoa (principalmente nos primeiros meses), mas não dá para dizer que ele supera qualquer outra intervenção nutricional que resulte em déficits calóricos quando o assunto é o combate ao diabetes tipo 2 e à obesidade. Assim como não dá para bater o martelo sobre sua segurança em longo prazo.
“Embora tenha ganhando atenção nesse departamento nos últimos anos, a evidência suportando seu uso atual é limitada, e os potenciais riscos da dieta são reais”, concluem os autores americanos.
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Não vale a pena tirar os sapatos ao entrar em casa. Entenda por que.
Em algumas famílias, tirar os sapatos é um ritual obrigatório para entrar em casa. Nenhuma partícula de sujeira da rua deve estar no ambiente limpinho do lar. Em muitas culturas, idem – usar sapatos dentro de casa no Japão ou na Rússia é um sacrilégio mortal. Para muita gente, porém, pouco importa por onde a visita passou, qualquer um pode entrar de sapato. Afinal de contas, quem está certo nessa história?
Vamos ver. As solas carregam, sim, bactérias, mas é pouco provável que algum morador da casa contraia uma infecção em decorrência dos sapatos sujos. Onde quer que a gente vá, um pouquinho de sujeira gruda nos sapatos. Alguns lugares são piores que outros — um banheiro público, por exemplo, abriga quase 13 milhões de bactérias por centímetro quadrado.
Um dos principais estudos sobre o assunto foi feito em 2008 pela Universidade do Arizona e alarmou a população. Ele monitorou os sapatos de dez pessoas durante duas semanas e verificou grande ocorrência da bactéria E. coli, que pode causar doenças digestivas e urinárias. A maior parte dessas bactérias, no entanto, é inofensiva e faz parte do nosso trato intestinal.
Mas vale destacar alguns detalhes do estudo: além de ter uma amostragem muito pequena (somente dez indivíduos), a pesquisa não foi publicada em um periódico que usa revisão por pares. Ela também foi feita em parceria (e financiada) por uma empresa de calçados que, não coincidentemente, estava lançando um novo sapato que poderia ser limpo na máquina de lavar.
As bactérias só apresentam um risco real se a pessoa tocar a sola dos sapatos e em seguida colocar a mão no rosto ou na boca. É mais efetivo prestar atenção em outros objetos.
Em 2014, outra pesquisa foi feita. A Universidade de Houston investigou a presença da bactéria C. difficile em 30 casas. De todos os itens da casa, a bactéria estava mais presente nos sapatos. No entanto, os próprios autores do estudo ressaltam que isso não é motivo para alarde: “Para um indivíduo saudável, as bactérias do sapato apresentam um risco mínimo ou nenhum para a saúde”, diz o pesquisador Kevin Garey ao LiveScience.
As bactérias só apresentam um risco real se a pessoa tocar a sola dos sapatos e em seguida colocar a mão no rosto ou na boca. Como dificilmente entramos em contato direto com o chão, não há tanto com o que se preocupar. Comer alimentos que caíram no chão é uma forma muito mais fácil de contrair infecções do que esquecer de tirar o sapato.
Os sapatos normalmente não saem de perto do chão. É mais efetivo prestar atenção em outros objetos. Qualquer pessoa pode facilmente deixar uma bolsa ou uma mochila no chão e em seguida colocá-la em cima da mesa da cozinha ou da cama.
Segundo o microbiologista Donald Schaffner, em entrevista ao New York Times, existem formas muito piores de carregar germes para dentro de casa, como através das mãos. Assento do metrô, dinheiro e caixa eletrônico são apenas alguns exemplos de itens em que todo mundo coloca a mão e nunca são lavados.
A situação muda quando existe um bebê morando na casa. Quando a criança está aprendendo a engatinhar, ela fica em contato com o chão e pode facilmente colocar a mão na boca ou até encostar o rosto no piso. Nesse caso, tirar os sapatos antes de entrar pode prevenir algumas infecções na criança.
A prática também faz sentido se houverem pessoas alérgicas ou com a imunidade reduzida dentro de casa. Um indivíduo com alergia severa ao pólen, por exemplo, pode ter uma reação simplesmente por respirar partículas presentes no carpete.
Se você está procurando deixar a sua casa livre de doenças, lavar as mãos frequentemente ainda é a melhor forma de evitar infecções. Isso não quer dizer que não existam diversas bactérias fecais nos seus sapatos — elas estão lá, mas representam muito mais um nojinho do que uma ameaça real.
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Como acalmar bebês com dificuldade para dormir
Tempos atrás, a apresentadora de TV Rafa Brites apareceu exausta em seu Instagram. No texto, ela contou que estava há dois anos e quatro meses sem dormir — a idade de seu filho, Rocco, na época. Segundo ela, eram de cinco a seis despertares por noite. O post gerou mais de 13 mil comentários, muitos com dicas de quem já passou (ou passa) pela situação. E não é pouca gente. Falamos de uma das queixas mais recorrentes entre os pais, especialmente os de primeira viagem.
Vale dizer que, até certo ponto, isso é normal. O problema começa quando o bebê dá sinais de irritação, cansaço e agitação durante o dia, e a família toda se sente prejudicada pela falta de sono. Além da tensão instaurada na casa, o descanso de má qualidade na primeira infância pode impactar negativamente o futuro dos filhos.
Uma equipe da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, avaliou mil crianças e percebeu que as que dormiam menos na fase pré-escolar tinham maior risco de apresentar problemas sociais e no boletim aos 7 anos. “No início da vida, o sono está intrinsecamente relacionado à maturação do sistema nervoso central e ao desenvolvimento de mecanismos de memória, regulação emocional e atenção”, explica a neurologista Rosana Cardoso Alves, diretora da Associação Brasileira do Sono. O repouso influencia inclusive o crescimento físico — não é crendice, não.
Acontece que, nos primeiros meses, o sono é polifásico mesmo, ou seja, dividido em ciclos mais curtos do que os do adulto. Assim, é esperado que o pequeno fique dormindo e acordando. Por volta dos 6 meses, a tendência é que o bebê desperte menos de madrugada. Só que esse período de transição varia de acordo com cada um, e seu sucesso depende muito da família.
“Ambientes com bastante barulho, falta de rotina e uso de estratégias equivocadas são os fatores que mais atrapalham”, aponta a pediatra Regina Terse, do Departamento de Medicina do Sono da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
E o que não falta é tática duvidosa sendo repassada por aí. É o caso de treinamentos milagrosos que prometem que um bebê de meses dormirá oito horas seguidas — isso dificilmente acontece — ou a prescrição de melatonina, o hormônio do sono, que é fabricado naturalmente pelo organismo e raramente precisa ser suplementado.
Acontece que não há fórmula mágica para garantir tranquilidade: é preciso ter paciência, dedicação, apoio e persistência. Conheça as orientações fundamentadas a seguir:
A criança chorou. E agora?
É um campo polêmico, mas as evidências atuais indicam que não há impacto negativo em deixar a criança chorar um pouco. Claro que isso não quer dizer largar o filho aos berros. Mas, por volta dos 6 meses, não é preciso atendê-lo correndo.
Verificadas as necessidades básicas, como troca de fralda, fome, temperatura corporal ou barulho e luz excessivos, tente esperar para ver se ele volta a dormir sozinho. Ou tente confortá-lo sem pegá-lo no colo — use a voz e o toque.
Esse “treino” não pode ser traumático para ninguém, por isso o distanciamento ao consolar deve ser feito gradualmente e só se os pais desejarem.
Acorda, pai!
Especialmente nos primeiros meses, é comum que a mãe acorde mais que o pai sob a justificativa de que é ela quem amamenta. Mas manejar o próprio sono no meio dessa bagunça sem apoio é complicado e pode colocar em risco a saúde mental da mulher e do bebê.
O ideal é que o parceiro levante junto, coloque a criança para mamar, conforte, troque fralda e que a família conte ainda com outros pares de braços para auxiliar quando preciso.
Onde o bebê deve dormir?
Segundo estudos, filhos que dividem o quarto com os pais nos 6 primeiros meses de vida têm menor risco de morrer durante o sono — mas o descanso tem que ser no berço ou em cama acoplada. É que dormir no mesmo colchão pode provocar sufocamento e outros acidentes, além de deixar o sono da família mais leve por causa da tensão do espaço reduzido.
Para prevenir a morte súbita infantil, condição associada ao sono, há outras recomendações: deitar o bebê de barriga para cima, tirar travesseiros, cobertas e seguradores do berço e evitar que a criança durma por muito tempo na cadeirinha, no carrinho ou em outras superfícies inclinadas.
Ver desenho ajuda?
É altamente contraindicado. O uso de eletrônicos, sejam eles televisão, celular ou tablet, prejudica o descanso. Primeiro, por causa das luzes artificiais, que impedem a produção de melatonina — o hormônio do sono, liberado quando começa a escurecer.
Fora isso, há a questão da excitação mental. Filmes e desenhos podem estimular demais os pequenos. Nos mais velhos, são os jogos eletrônicos e as redes sociais que ativam o cérebro e geram ansiedade.
O certo é tirar as crianças da frente das telas pelo menos uma hora antes de dormir e, no período noturno, escolher atrações mais tranquilas.
Pode deixar no colo até dormir?
No início, quando as coisas estão se ajustando, não faz muita diferença. Só que, depois, há o risco de uma associação negativa. Ou seja, fica a impressão de que o neném precisa sempre dos embalos — ou de qualquer outra muleta, como chupeta e paninho — para capotar. O mesmo vale para o peito: se a criança dorme mamando, ligará o seio ao sono.
Para evitar isso, é possível agir preventivamente no primeiro trimestre. Por exemplo, o bebê pode ser embalado até parecer sonado e bem relaxado, mas, ainda com os olhos semiabertos, deve ser colocado no berço. Assim, aprende a adormecer já deitado. Essa é uma das práticas capazes de fazer a diferença no futuro.
A soneca da tarde atrapalha?
Até os 5 anos, os cochilos fazem parte do tempo de sono necessário para o desenvolvimento infantil pleno. Entre 1 e 2 anos, rolam até três sonecas ao dia. É indicado inclusive estabelecer uma rotina para elas, preparando o ambiente, diminuindo o ruído…
Depois disso, a maioria das crianças passa o dia todo acordada. Algumas até podem aderir à sesta caso esse seja um hábito da família, mas é preciso ficar atento aos horários e à duração do cochilo. Dormir das 4 às 6 da tarde, por exemplo, pode bagunçar o sono depois. Portanto, avalie se a soneca está afetando a qualidade do repouso noturno, que é o mais importante.
A quantidade de descanso esperada da primeira infância à adolescência
| Idade | Horas de sono |
| 0 – 3 meses | 14 – 17* |
| 4 – 11 meses | 12- 15* |
| 1 – 2 anos | 10 – 14* |
| 3 – 5 anos | 9 – 11* |
| 6 – 12 anos | 8 – 9 |
| Adolescentes | 7 – 9 |
*incluindo as sonecas
Tem que estipular uma rotina?
Ela é fundamental. A chamada higiene do sono preza boas práticas e a criação de um ritual que induza ao relaxamento. Por volta dos 6 meses, caso o bebê esteja se desenvolvendo bem, as mamadas noturnas já podem diminuir. Vale oferecer o seio, dar um banho quentinho, trocar a fralda, reduzir as luzes e cantar. Para os mais velhos, é bacana ler e fazer brincadeiras menos agitadas.
Ter uma rotina ao longo do dia também importa. Manter a organização da casa, dormir e acordar em horários parecidos e ter atividades frequentes dão à criança senso de previsibilidade e segurança para descansar sem medo de perder nada.
Fontes: Beatriz Kesselring, enfermeira obstetra, educadora do sono pelo FWII (Family Wellness Integrative Institute); Maria Laura Nogueira Pires, psicóloga aposentada da Universidade Federal de São Paulo, com pós-doutorado no Sleep & Mood Disorders Laboratory da Oregon Health Science University; Renatha El Rafihi Ferreira, psicóloga colaboradora do Ambulatório do Sono do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
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domingo, 1 de setembro de 2019
Andar ajudaria os idosos a viver mais
Especialistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, recrutaram 16 mil mulheres com idade média de 70 anos e disponibilizaram a elas acelerômetros, dispositivos que medem a quantidade de passos dados.
Após um acompanhamento de quatro anos, período em que ocorreram cerca de 500 mortes, o cruzamento dos dados mostrou uma taxa significativamente menor de óbitos entre as voluntárias que davam 4 400 passos por dia, na comparação com as que ficavam em 2 700 no mesmo período. O índice de mortalidade foi caindo progressivamente até os 7 500 passos, quando se estabilizou.
Para I-Min Lee, epidemiologista que encabeça a pesquisa, não existe um número mágico para assegurar menor risco de mortalidade — como os 10 mil passos às vezes pregados por aí.
“A principal mensagem que queremos registrar com esse estudo é: caminhe sempre. Por poucos que sejam os passos, já serão úteis para a sua saúde”, incentiva a professora de Harvard.
Os números do estudo
- 41% foi a redução de mortes com 4 400 passos diários
- 53% foi a baixa no risco entre quem deu 5 900 passos
- 65% foi a queda da taxa a partir de 7 500 passos por dia
A inatividade provoca ou agrava muitos problemas de saúde
Obesidade: sem o gasto calórico da atividade física e uma dieta fora de controle, os quilos se acumulam perigosamente.
Colesterol alto: a falta de exercícios dificulta também a queima de gordura acumulada na corrente sanguínea.
Câncer: ficar parado contribui para o ganho de peso e a inflamação crônica, fator de risco para diversos tumores.
Hipertensão: o sedentarismo propicia o enrijecimento das artérias, o que complica a passagem do sangue e eleva a pressão.
Diabetes: o corpo parado pode desregular o balanço entre glicose e insulina, desencadeando a doença.
Apneia do sono: os roncos e engasgos noturnos tendem a piorar com a inatividade, até em razão dos quilos extras.
Como medir os passos?
A contagem varia de acordo com o ritmo e o tamanho da perna, claro, mas são cerca de 2 mil passos em marcha acelerada para cobrir 1 quilômetro. Pulseiras e relógios inteligentes facilitam essa medição e ainda coletam dados de cadência, velocidade e distância percorrida.
Da mesma forma, diferentes aplicativos de celular registram o movimento, associando a contagem de passos com recursos como cálculo de calorias queimadas. Versões mais atuais de smartphones, tanto Android quanto iOS, já trazem contadores de passo em seus aplicativos nativos de saúde.
Veja mais: Os aplicativos de saúde no celular são confiáveis? – podcast Detetives da SAÚDE
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