Eu sou Pedro, tenho 27 anos. Trabalho no banco Bradesco como programador web há 3 anos. Inicie como estagiário e fui efetivado após 1 ano de empresa. Sou bastante determinado, organizado e flexível. Pratico natação e tenis duas vezes por semana. Adoro viajar com a namorada para lugares que tenha praia. Tenho bastante interesse por aviação e não dispenso um bom prato de lasanha.
A medicina define a menopausa como um momento da vida da mulher que acontece 12 meses após ela menstruar pela última vez.
Mas esse ‘momento’ é, na verdade, um processo biológico longo, que começa com a perimenopausa, por volta dos 40 anos, e se estende no pós-menopausa até além dos 50.
Cada mulher vive o período de uma forma única, apresentando diferentes sintomas, tanto físicos como psicológicos. O que, no entanto, parece ser comum é a falta de orientação da maioria delas sobre esse assunto tão complexo.
Esse desconhecimento é ainda mais preocupante em um país de maioria feminina e onde o número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 57,4% em 12 anos, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estimativas com base nos dados do censo apontam ainda que 29 milhões de brasileiras podem estar na menopausa.
Ao compreendendo melhor esse ciclo, as mulheres poderão se preparar para encarar a maturidade com mais qualidade de vida, desfrutando-a de forma plena e saudável.
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Não há uma solução única capaz de beneficiar todas elas. No entanto, uma pesquisa recente da empresa Phenology com mais de 30 mil mulheres revela algumas características mais marcantes de cada fase. Isso é importante para ajudá-las a identificar em que etapa se encontram, e se os sintomas que aparecem com a idade estão relacionados à menopausa ou não.
A pesquisa revela, por exemplo, que as alterações de humor, como ansiedade e irritabilidade acontecem mais no início da perimenopausa, ali por volta dos 40 anos.
Entre as participantes, 72% das que entraram em perimenopausa precoce relataram tais mudanças, o que, inclusive, agrava o risco de depressão nessa fase inicial do processo. Por outro lado, sintomas físicos — como ondas de calor, suor noturno e problemas de saúde sexual — são mais visíveis na fase pós-menopausa.
Entre as mulheres na pós-menopausa tardia, 73% apresentam ondas de calor, em comparação com apenas 39% na perimenopausa precoce. Os sintomas sexuais também atingem o pico na pós-menopausa, com 62% das mulheres relatando baixa libido e 52% notando secura vaginal, o que pode levar a dor durante as relações sexuais.
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Daí podemos concluir que, infelizmente, o fim dos desagradáveis sintomas da menopausa não acontece, como num passe de mágica, um ano após a mulher parar de menstruar. Pelo contrário: para a grande maioria delas, eles continuam (e até aumentam) na fase conhecida como pós-menopausa.
Isso reforça ainda mais a necessidade de as mulheres buscarem informação e ajuda, já que terão de conviver com esses incômodos por um longo período de suas vidas.
Entre os tratamentos disponíveis hoje, além da reposição hormonal, há aquelas que apostam em mudanças no estilo de vida, combinando mudanças na dieta, rotina de exercícios físicos e terapias alternativas. Cada estratégia pode ter sua validade e deve ser discutida com o médico.
Passaremos metade das nossas vidas na menopausa, vamos viver mais e podemos sim viver melhor!
*Márcia Cunha é psicanalista, fundadora e CEO da Plenapausa
A jornalista americana Rachel Aviv foi diagnosticada aos 6 anos com uma anorexia nervosa — distúrbio que geralmente afeta adultos jovens —, chegando a ficar internada em um hospital.
A experiência a estimulou, anos depois, a mergulhar em histórias de pacientes “psiquiátricos” que, em comum, compartilham o sofrimento de não se enquadrar numa comunidade e o peso ou a libertação exercidos por um diagnóstico médico.
Os relatos e reflexões que eles suscitam, reunidos no livro Estranhos a Nós Mesmos (Zahar), mostram como rótulos e narrativas impactam a vida de pessoas em crise.
Trata-se da quarta causa de óbitos no país, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). A estimativa é de que 7 milhões de pessoas no Brasil vivem com DPOC. Onde e como estão essas pessoas?
Estamos falando de uma doença altamente subdiagnosticada, sem cura, progressiva e incapacitante, que pode levar à falta de ar em pequenos esforços. Estamos falando de muitos pacientes para poucos médicos especialistas e centros de referência. Estamos falando ainda de uma doença desconhecida.
A pesquisa “Retrato da DPOC na Visão dos Brasileiros”, conduzida pela VEJA SAÚDE com o apoio da farmacêutica Chiesi, indicou que a falta de conscientização culmina em piores cuidados e perda da qualidade de vida.
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Segundo o levantamento, 26% da população em geral não sabe o que significa a sigla DPOC e mais da metade não procura atendimento quando tem sintomas relacionados à ela.
É um cenário de desconhecimento, subdiagnóstico e consequente dificuldade de acesso a especialistas e a tratamento.
Eis alguns desafios para superar o quadro atual: dar visibilidade à DPOC na Atenção Primária no Sistema Único de Saúde (SUS); promover o acesso à espirometria, exame necessário para o diagnóstico; qualificar profissionais de saúde não especialistas para que possam reconhecer e cuidar dos portadores; expandir e desburocratizar o acesso a tratamento no SUS.
Ainda, não podemos falar de DPOC sem mencionar que o tabagismo é uma das principais causas da doença. Os cigarros eletrônicos, usados principalmente pelos mais jovens, podem levar ao crescimento de casos de DPOC na população brasileira, um alerta que tem sido feito por diversas instituições.
Combater qualquer forma de fumar também é um dos desafios para cuidarmos melhor da saúde pulmonar da nossa população.
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As organizações de pacientes têm muito a contribuir nesse cenário de desafios, dialogando com os médicos, participando da discussão sobre a elaboração de políticas públicas e protocolos ou estabelecendo canais de atendimento à população, para oferecer informações sobre locais de tratamento, centros de referência e direitos dos pacientes.
Na Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (Abraf), recebemos pessoas que estão perdidas na rede do SUS, com dificuldades para fechar seu diagnóstico ou de obter consultas com especialistas.
Para quem já tem o diagnóstico, temos outros entraves que dificultam a adesão ao tratamento. Seja porque pacientes precisam ir a mais de uma farmácia da rede pública para conseguir todos os medicamentos necessários; seja porque o uso de dispositivos inalatórios não é simples e muitos pacientes saem com dúvidas dos consultórios médicos.
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No SUS, o tratamento é estabelecido pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de DPOC aprovado em âmbito federal em 2021. Mas a realidade da implementação e regulamentação dessas diretrizes varia consideravelmente entre os estados, o que gera desigualdades no atendimento.
Como vimos, são muitos os desafios para cuidarmos bem de quem tem DPOC. Desde aumentar a conscientização, promover acesso a diagnóstico e permitir que os pacientes recebam tratamento adequado e multidisciplinar.
Mas, assim como são vários os obstáculos, há muita gente disposta a somar nessa caminhada. Que possamos colocar os pacientes no centro e unir esforços!
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Flávia Lima, jornalista, pós-graduada em Saúde Coletiva e em Comunicação em Saúde pela Fiocruz Brasília. É Presidente da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (Abraf)
Que odióxido de carbono(ouCO2), é um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global emudanças climáticas, isso não é novidade para ninguém. Desde a Conferência de Estocolmo em 1972, os países já debatem formas de frear a emissão desses gases. Mas, é como aquele ditado: nada é tão ruim que não possa piorar.
Na semana que abre a COP28, conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, pesquisadores da Escola de Ciências Marinhas, Atmosféricas e Ambientais da Universidade de Miami fizeram uma descoberta. Segundo um estudo, quanto mais o dióxido de carbono é liberado naatmosfera, mais potente ele se torna.
Publicada na revistaScience, a pesquisa mostra que a poluição por esse gás gera um efeito Ouroboros, onde a causa do problema retroalimenta o próprio problema. OCO2é um dos gases doefeito estufa, ou seja, quanto mais o clima pela sua emissão se altera, mais forte o gás fica.
É isso o que diz Brian Soden, um dos autores do estudo, em nota na publicação do artigo. Soden é professor de Ciências Atmosféricas na Escola Rosenstiel da Universidade de Miami, nos EUA.
“Nossa descoberta significa que, à medida que o clima responde aos aumentos de dióxido de carbono, o própriodióxido de carbonose torna um gás de efeito estufa mais potente. É mais uma confirmação de que as emissões de carbono devem ser reduzidas mais cedo do que tarde para evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas.”
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores foram analisar o aumento doCO2na segunda camada de nossaatmosfera, em uma região superior chamada de estratosfera, que fica entre 11 km e 50 km de altitude. É nessa região que fica a camada de ozônio, região com uma camada do gás ozonio (O3), que protege a Terra contra os raios ultravioleta.
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Utilizando ferramentas de análise de modelos climáticos, eles observaram o seguinte: a concentração de CO2 gera um efeito deaprisionamento de calor. Já era conhecido que essa região costumava resfriar com altas concentrações de CO2. O problema é que esse resfriamento faz com que o aumento do próprio CO2 tenha um efeito de aprisionar calor ainda maior do que se acreditava.
E é justamente esse aprisionamento de calor na atmosfera que gera o chamado efeito estufa. Essa quantidade de calor presa na atmosfera pelo aumento do CO2 é chamada deforçamento radiativo, e por muito tempo, se acreditou que era algo que não se alterava muito ao longo do tempo.
A nova descoberta, mostra, porém, que esse não é o caso. O forçamento radiativo não só não é constante, como também muda à medida que o clima responde aos aumentos do próprio dióxido de carbono.
Mesmo com as tratativas e convenções, asemissõesde CO2 não diminuíram o suficiente, de forma que essa pesquisa mostra que o contínuo aumento de CO2, podem gerarefeitos estufasainda piores do que se imaginava.
O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, também conhecido pela sigla TDAH, é uma condição do neurodesenvolvimento, ou seja, que afeta a formação do cérebro e do sistema nervoso central.
O quadro é caracterizado por sintomas que envolvem desatenção, hiperatividade e impulsividade em nível elevado, com prejuízos em diferentes âmbitos da vida, como as relações sociais e os desempenhos cognitivo, escolar e profissional.
A condição acomete o indivíduo desde o nascimento, embora possa demorar anos para ser diagnosticada.
“O que caracteriza o TDAH é a dificuldade para se concentrar. A pessoa não consegue focar em uma única tarefa ou ficar parada por longos períodos, por exemplo”, afirma o médico psiquiatra Antonio Egídio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). “E esses sintomas atrapalham a rotina”, acrescenta.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, lista outros aspectos que podem estar envolvidos no surgimento do transtorno, como lesões cerebrais, exposição a contaminantes como o chumbo, uso de álcool e tabaco na gravidez, parto prematuro e baixo peso ao nascer.
Do ponto de vista neurológico, o TDAH é caracterizado por alterações na estrutura e na função cerebral, como explica a neuropsicóloga Tammy Marchiori, membro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp) e da American Psychological Association (APA).
“Isso inclui atrasos na maturação do córtex, mudanças na matéria branca e cinzenta do cérebro, e disfunções nos circuitos neurotransmissores. Estas mudanças estão ligadas aos sintomas cognitivos e comportamentais do TDAH”, destaca a especialista.
O transtorno se manifesta de maneiras diferentes entre uma pessoa e outra. Os sintomas que definem o TDAH dividem-se em dois grupos principais: desatenção e hiperatividade-impulsividade.
“A desatenção inclui dificuldades em manter a concentração, distração fácil e esquecimentos no dia a dia. Já a hiperatividade-impulsividade envolve inquietação, falar excessivamente e agir de modo impulsivo”, afirma Tammy.
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O psiquiatra da UFRJ destaca ainda que o quadro varia de acordo com a idade.
“Crianças com o transtorno geralmente são agitadas, apresentam dificuldade de linguagem e na interação social. Adolescentes em geral não conseguem prestar atenção e manejar o tempo para terminar as tarefas, ficam inquietos e podem ter impulsividades”, detalha Nardi.
Além desses sinais, também podem estar presentes outros tipos de comportamento.
“Há sintomas menos divulgados, como desregulação emocional, déficits da memória de trabalho, hiperfoco, sensibilidade sensorial, baixa autoestima e procrastinação”, afirma Tammy.
TDAH acomete o indivíduo desde o nascimento, embora possa demorar anos para ser diagnosticadoFoto: jcomp/Freepik/Divulgação
Desafios no diagnóstico
O avanço no conhecimento nos últimos anos melhorou o entendimento do TDAH.
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Contudo, o diagnóstico ainda é um desafio especialmente pela semelhança da sua forma de apresentação com outras condições clínicas e com características comuns ao desenvolvimento humano.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5, em inglês) categoriza os sintomas do TDAH em dois domínios principais: desatenção e hiperatividade-impulsividade, como mencionamos anteriormente.
Para fechar o diagnóstico, é necessário que o indivíduo apresente os seguintes critérios:
• Sintomas de Desatenção: Pelo menos seis sintomas, como dificuldade em manter a atenção, cometer erros por descuido, ser facilmente distraído e esquecimento em atividades diárias.
• Sintomas de Hiperatividade-Impulsividade: Pelo menos seis sintomas, incluindo inquietação, falar excessivamente, dificuldade em realizar atividades tranquilas e agir sem pensar.
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• Idade de início: Os sinais devem estar presentes antes dos 12 anos, com evidência de prejuízo em múltiplos contextos, como casa, escola ou trabalho.
• Prejuízo: Os impactos devem comprometer significativamente o funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.
• Critérios de exclusão: Condições psiquiátricas ou médicas que também possam justificar as manifestações, como ansiedade ou depressão, devem ser descartadas.
“Os critérios do DSM-5 para o TDAH foram refinados para incluir o diagnóstico em adultos, com modificações na idade de início e no limiar de sintomas. O documento enfatiza ainda a importância de avaliar as queixas em diferentes ambientes e o impacto delas na vida do indivíduo”, pontua Tammy.
Diante de uma suspeita, deve ser feita uma avaliação clínica e psicossocial por profissionais capacitados.
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Um protocolo aprovado pelo Ministério da Saúde orienta que o diagnóstico deve ser realizado por um médico psiquiatra, pediatra ou outro profissional de saúde (como neurologista ou neuropediatra).
“O médico deve avaliar os sintomas apresentados pelo menos nos últimos seis meses. É importante que haja um padrão persistente”, diz Nardi.
A confirmação do diagnóstico é clínica, a partir da avaliação médica. Embora não existam exames físicos ou laboratoriais para determinar que um indivíduo tenha TDAH, eles podem ser utilizados para eliminar a suspeita de outras doenças.
O perigo do autodiagnóstico
Circulam em redes sociais relatos de pessoas que se autodiagnosticam com o problema. Além de um equívoco, a prática é perigosa, alertam especialistas.
“Autodiagnóstico não existe, é um erro grave. Quem sofre de sintomas semelhantes deve procurar um médico. Na maioria das vezes, o diagnóstico é de um transtorno de ansiedade ou outro transtorno do desenvolvimento”, frisa Nardi.
“Existem diagnósticos diferenciais que apenas um profissional pode fazer. Além disso, transtornos associados podem estar presentes, como estresse crônico e depressão. E o tratamento adequado só pode ser estabelecido quando o quadro é compreendido”, complementa o médico neurocirurgião Fernando Gomes, professor livre-docente do Hospital das Clínicas de São Paulo.
As causas e os fatores de risco do TDAH não são amplamente conhecidosFoto: vecstock/Freepik/Divulgação
Tratamento do TDAH é multidisciplinar
Na maioria dos casos, a abordagem mais adequada é multidisciplinar, envolvendo psiquiatra, psicólogo e neuropsicólogo, entre outras especialidades.
“O tratamento pode ser realizado por meio de terapia comportamental especializada, reabilitação neuropsicológica, utilização de fármacos e neuromodulação cerebral. Além disso, é importante a reorganização consciente do estilo de vida”, afirma Gomes.
Os medicamentos são empregados para melhorar a atenção e reduzir a impulsividade, enquanto as terapias comportamentais dão ferramentas para enfrentar desafios específicos e oferecem estratégias de manejo.
Os remédios mais utilizados no controle do TDAH são o metilfenidato e a anfetamina, mais conhecidos pelos nomes comerciais de Ritalina e Venvase, respectivamente, que atuam no aumento da ação de alguns neurotransmissores.
Recentemente, entrou nesse cenário a atomoxetina, primeira medicação não estimulante para o transtorno. Ela age no aumento da disponibilidade do neurotransmissor noradrenalina, de maneira mais específica que os demais compostos.
“Além disso, é importante tratar também as condições que frequentemente acompanham o TDAH, como transtornos de ansiedade, dificuldades de aprendizagem e outros, garantindo assim um cuidado completo e efetivo”, diz Tammy.
O mercado de wearables acaba de ganhar um reforço de peso com o lançamento do mais novo relógio multiesportivo da Polar, o Vantage V3.
O aparelho conta com tecnologia de biossensoriamento de última geração e um design impressionante.
Mas esses são meros detalhes diante do mais relevante: a precisão ampliada na estimativa de funções corporais, como a oxigenação do sangue, a atividade cardiovascular e a temperatura, que permite converter esses parâmetros em dados e insights para avançar nos exercícios e monitorar a saúde.
Clique na imagem para ampliarIlustração: Editoria de Arte/Veja Saúde/SAÚDE é Vital
O aparelho tem um sensor de frequência aprimorado e um eletrocardiograma de pulso integrado, possibilitando que os usuários confiram os sinais elétricos do coração em apenas 30 segundos.
Recurso útil tanto a profissionais quanto a amadores.
Conhecer os níveis de frequência cardíaca é essencial para realizar atividades físicasIlustração: Editoria de Arte/Veja Saúde/SAÚDE é Vital
Por que acompanhar o coração é importante
Conhecer os níveis de frequência cardíaca é um dos primeiros passos para quem deseja progredir numa atividade física.
Por isso, antes de começar a se exercitar, alguns especialistas reforçam a recomendação de uma avaliação médica.
Por meio de exames como o eletrocardiograma e a medida da pressão arterial, podem ser detectadas condições muitas vezes silenciosas e perigosas, caso de arritmias e hipertensão.
“A pressão alta é a doença cardiovascular mais comum entre os atletas. E alguns esportes, como atletismo, ciclismo, lutas e levantamento de peso, podem causar picos de pressão prejudiciais”, diz o cardiologista Hélio Castello, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP).
“O uso de dispositivos como smartwatches ajuda a ter esse controle mais de perto”, acrescenta.
O acidente vascular cerebral (AVC) acumula números de incidência cada vez mais alarmantes: no Brasil, ele é considerado a principal causa de óbito, com cerca de 307 vítimas por dia.
Estudos mostram que um em cada quatro adultos acima dos 25 anos terá um AVC ao longo da vida e essa é uma condição cada vez mais recorrente em pessoas jovens. Além disso, é a principal causa de incapacidade a longo prazo, reduzindo a mobilidade e a qualidade de vida em mais da metade das pessoas que sobrevivem a ele.
Sempre falamos da importância de estar atento aos sinais do AVC e da necessidade de encaminhamento rápido da vítima à assistência médica. De fato, é importante ter isso em mente para prestar os primeiros socorros em momentos como esse. Porém, muito além disso, precisamos falar do pós-AVC.
Afinal, uma vez passada a fase aguda e conquistada a alta hospitalar, qual é o encaminhamento necessário para este indivíduo?
Hoje já sabemos que pelo menos 70%, das pessoas que sofrem um AVC não recebem o referenciamento adequado para reabilitação e acompanhamento, o que é preocupante, uma vez que as sequelas do episódio são a principal causa de incapacidade nesses pacientes.
O referenciamento após o derrame deve ser direcionado justamente à prevenção da incapacidade, à melhora da funcionalidade e à adaptação para uma vida mais adequada ao mundo exterior.
Nesse cenário, ainda é preciso lembrar que o paciente não é o único impactado, já que ele também passará a contar com o apoio daqueles que estão ao seu redor, como família, amigos, vizinhos e cuidadores profissionais.
Qualquer grau de incapacidade que essa pessoa enfrente acaba por se refletir em toda essa rede, já que a percepção de vida de todos os envolvidos passa a ficar limitada também.
Contudo, não precisa ser assim – quanto antes o paciente for encaminhado para uma equipe multidisciplinar – com neurologistas, fisiatras, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, dentre outros – melhor será o seu prognóstico.
Espasticidade
Usemos a espasticidade como um exemplo. Presente em até 40% dos casos pós-AVC, a condição é caracterizada pela desordem do controle motor que leva a uma contração muscular involuntária e muitas vezes intensa e dolorosa.
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A partir da data do derrame, o paciente pode apresentar esses sintomas em até três meses. Caso essa complicação não seja corretamente diagnosticada e tratada em tempo hábil, há o risco de encurtamento permanente do músculo, além de gerar mais incapacidades ao paciente.
Além disso, apenas especialistas como neurologistas e fisiatras são capazes de diagnosticá-lo e vão indicar soluções terapêuticas que tenham a funcionalidade como meta principal.
Abraçar os sobreviventes
Ao longo de todo o ano, vemos nas redes sociais e na imprensa lembretes da importância de reconhecer os sinais do derrame. Mas essa conversa precisa ser ampliada e abraçar também os sobreviventes, cujas necessidades não podem mais passar despercebidas.
É fundamental lembrar que, após um AVC, surgem dificuldades que podem atrapalhar muito a vida. E elas devem receber tratamento adequado, não só pelo bem do próprio indivíduo, mas de sua rede de apoio e da sociedade como um todo.
* Eduardo Melo, médico fisiatra do Serviço de Reabilitação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo