Eu sou Pedro, tenho 27 anos. Trabalho no banco Bradesco como programador web há 3 anos. Inicie como estagiário e fui efetivado após 1 ano de empresa. Sou bastante determinado, organizado e flexível. Pratico natação e tenis duas vezes por semana. Adoro viajar com a namorada para lugares que tenha praia. Tenho bastante interesse por aviação e não dispenso um bom prato de lasanha.
É um superesportivo elétrico chamado Nevera, da marca croata Rimac. Ele atinge estúpidos 275 km/h na marcha-a-ré. Também, pudera: quando o carro está andando para frente, ele vai de 0 km/h a 100 km/h em apenas dois segundos, e atinge 412 km/h – trata-se do carro elétrico mais rápido do mundo.
Apesar da construção com materiais leves, como fibra de carbono e a fibra sintética kevlar (o mesmo material usado em coletes à prova de balas), ele ainda pesa 2.150 kg, porque só as baterias pesam 700 kg.
Marcha a ré é uma invenção antiga. O primeiro caminhão a gasolina, projetado em 1896 pelo alemão Gottlieb Daimler, atingia 12 km/h de velocidade máxima, carregava até 6 toneladas e já andava para trás, de acordo com um folheto da época.
1. O carro mais leve em fabricação hoje é o Caterham Seven 170, um esportivo vintage de 440 kg.
2. O carro mais pesado já fabricado em série foi a limousine soviética ZIL-41047, com 3.400 kg.
3. O Peel P50, dos anos 1960, é o menor carro já fabricado: 1,37 m de comprimento por 99 cm de largura.
4. O carro mais rápido do mundo, hoje (dentre os que uma pessoa comum pode comprar, claro), é o Koenigsegg Jesko Absolut, um superesportivo que alcança 550 km/h.
Em 1927, o produtor Charles Mintz pediu a Walt Disney que desenvolvesse um personagem animado, que seria distribuído pela Universal Pictures. Junto ao desenhista Ub Iwerks, seu amigo e parceiro de outras empreitadas comerciais, Walt criou Oswald, o Coelho Sortudo.
Deu certo, mas não por muito tempo. Em 1928, Walt, que morava em Los Angeles, foi a Nova York renegociar um contrato mais lucrativo com a Universal, que detinha os direitos de Oswald. Então descobriu que o estúdio havia chamado quase todos os animadores da Disney (fundada em 1923, ainda sob o nome Disney Brothers Studios) para produzir os desenhos por conta própria. Walt saiu sem acordo, sem funcionários – e sem o coelho.
Na viagem de volta, ele rascunhou um novo personagem: Mortimer Mouse, um ratinho largamente baseado nas feições de Oswald. Iwerks deu um tapa no visual, e a esposa de Walt, Lilian, sugeriu um nome menos formal: Mickey.
A estreia foi no curta Plane Crazy (1928), em que ele dá um rolê com a Minnie num avião (assista aqui). Mas a consagração viria no desenho seguinte, Steamboat Willie (1928), considerada a primeira animação com som sincronizado da história. Você conhece – é aquele em que o Mickey pilota um navio a vapor:
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Steamboat Willie é um marco do mundo dos desenhos. Além da harmonia entre som e imagem (algo que outros estúdios da época tentavam fazer, sem o mesmo sucesso), o curta apresentou ao público uma versão mais refinada do visual e da personalidade do Mickey, que se tornou o símbolo máximo da Disney – e que, desde 1º de janeiro de 2024, entrou em domínio público nos EUA.
Pois é. As versões do Mickey e da Minnie de Plane Crazy e de Steamboat Willie não são mais propriedade intelectual da Disney. Ou seja: podem ser usado e reproduzidos sem que, para isso, seja preciso pagar royalties à empresa.
Eles não estão sozinhos nessa. O Centro de Estudos sobre Domínio Público, da Universidade Duke (EUA) compila anualmente uma lista de obras cujos direitos autorais caducaram. Em 2024, estão entre os destaques os livros O Mistério do Trem Azul, de Agatha Christie, e o alemão Nada de Novo no Front (adaptado para o cinema duas vezes, em 1930 e 2022); o filme O Homem que Ri (cujo protagonista serviu de inspiração para o visual do Coringa do Batman); e o personagem Tigrão das histórias do Ursinho Pooh. Você pode conferir a lista completa aqui.
As consequências da liberação dos direitos do Mickey já começaram a aparecer. Logo no dia 1º, saiu o trailer do slasher Mickey`s Mouse Trap (“a ratoeira do Mickey” – um bom título, convenhamos), no qual um assassino fantasiado de Mickey aterroriza um grupo de jovens. Algo similar aconteceu no ano passado com o terror Ursinho Pooh:Sangue e Mel (o personagem entrou em domínio público em 2022).
Também rolaram anúncios de dois games com o Mickey: Infestation: Origins, de terror, e Mouse, um jogo de tiro em primeira pessoa que não menciona o personagem – mas possui toda a estética das animações da Disney dos anos 1920 e 1930 (veja o trailer aqui).
Mas, afinal: a porteira se abriu para todo e qualquer tipo de criação com o ratinho? Não é bem assim. Vamos explicar.
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Disney versus legislação americana
Quando o Mickey nasceu, a lei dos EUA dizia que obras entravam em domínio público 56 anos após a sua criação. Os direitos autorais do Mickey, então, caducariam em 1984. Acontece que, alguns anos antes, em 1978, o Congresso dos EUA alterou a lei e aumentou a proteção para 75 anos. Obras de 1928 passariam a ser de uso livre só em 2004.
Mas, em 1998, o Congresso estendeu novamente o tempo de proteção para 95 anos, o que adiou em duas décadas a entrada do Mickey em domínio público. O Copyright Term Extension Act (“ato de extensão do termo de copyright”) foi apelidado de Mickey Mouse Protection Act (“ato de proteção ao Mickey Mouse”), devido ao lobby da Disney para que a lei fosse alterada.
<span class="hidden">–</span>The Walt Disney Studios / YouTube/Reprodução
“Essas extensões têm sido criticadas por estudiosos como sendo economicamente regressivas e tendo um efeito devastador na nossa capacidade de digitalizar, arquivar e obter acesso ao nosso patrimônio cultural”, escreveu Jennifer Jenkins, diretora do centro de Duke que estuda domínio público. “Bloqueou não apenas obras famosas, mas uma vasta faixa da nossa cultura, incluindo material que não está disponível comercialmente.”
Jenkis também aponta que as medidas protetivas da Disney são uma ironia – uma vez que o estúdio sempre se apoiou em histórias de domínio público para fazer seus filmes: Cinderela, A Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Frozen,Pinóquio,Alice no País das Maravilhas… Até O Rei Leão, cujo enredo se baseia em Hamlet, de Shakespeare.
Mickey Mouse: modo de usar
No geral, quando uma obra entra em domínio público, não tem muito com o que quebrar a cabeça. Em 2021, os livros do britânico George Orwell se enquadraram nessa categoria – e choveram versões de 1984 e A Revolução dos Bichos nas livrarias, de diferentes editoras.
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Mas, para personagens correntes como o Mickey, que segue mudando de visual e estrelando novos desenhos, a coisa é mais complicada. E, ao longo das décadas, o time jurídico da Disney (uma empresa avaliada em US$ 165 bilhões) se esforçou para proteger ao máximo a sua propriedade intelectual (até o contorno das orelhas do personagem é uma marca registrada à parte).
<span class="hidden">–</span>Imagem: PASCAL DELLA ZUANA / Getty Images/Reprodução
O que a lei permite: usar as versões iniciais do Mickey e da Minnie de Plane Crazy e de Steamboat Willie. Os personagens podem ser usados em campanhas de empresas, ONGs, integrarem outras obras artísticas – e até participarem de um remake dos curtas.
O que a lei não permite: usar outras versões dos personagens, já que cada uma é uma marca registrada específica. Então nada de Mickey com luvas (esse visual surgiu num curta de 1929) ou com chapéu de feiticeiro (do filme Fantasia, de 1940). Não se pode também usar a imagem do Mickey dando a entender que o seu produto ou obra pertença à Disney (essa associação do ratinho com a marca também está sob proteção). É preciso deixar claro que são coisas distintas.
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Ainda é cedo para dizer as proporções jurídicas que esse caso irá tomar. Nos últimos anos, a Disney passou a usar um trecho de SteamboatWillie, com Mickey assobiando dentro do barco, como abertura para algumas de suas produções. É uma forma de reforçar a associação da empresa ao seu produto que, agora, não lhe pertence mais.
Importante: todas essas regras dizem respeito à legislação americana. Se você, brasileiro, está pensando em usar o Mickey de alguma forma, consulte um advogado mais próximo. Você não vai querer enfrentar o time jurídico do castelo da Cinderela.
Uma pesquisa da Sociedade Real para a Saúde Pública do Reino Unido, feita em 2018, aponta que 40% dos entrevistados entre os 18 e 24 anos tinham visões negativas sobre a velhice.
Em outro levantamento, encomendado pela Pfizer, concluiu-se que 90% da população brasileira tem medo de envelhecer. E esse medo tem nome: gerascofobia.
Isso acontece porque muitas pessoas acreditam que existe uma idade limite para atingir a realização pessoal e profissional, conquistar bens materiais, casar, ter filhos… Muitas vezes, essa “idade ideal” fica entre 18 e 24 anos.
Por isso, muitos jovens que ainda não alcançaram esse patamar se frustram, sentindo que estão atrasados e travando uma luta contra o tempo – que se torna um grande inimigo.
Outro ponto que assusta é o envelhecimento natural do corpo, como o aparecimento de marcas de expressão. O maior vilão para essa disforia é, hoje em dia, a internet.
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Nas redes sociais, é fácil encontrar filtros que transformam o rosto em algo ilusório. E a consequência desses recursos tecnológicos é a alta demanda para cirurgias plásticas no país.
Jovens com visões negativas sobre a velhice ainda não entenderam os prazeres de envelhecer. Passamos por diversas fases na vida: várias na infância, juventude e adolescência. Crescemos, nosso corpo aumenta em altura e peso, desenvolvemos diversas habilidades dia após dia, sejam cognitivas, comportamentais ou sociais.
Você já se perguntou quando o envelhecimento começa? Não podemos negar que o organismo está em constante envelhecimento. No entanto, o declínio cognitivo começa relativamente cedo, entre os 20 e os 30 anos, mesmo em pessoas saudáveis.
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O que eu quero dizer com tudo isso? Bom, temos que ter em mente que o envelhecimento não começa na idade em que você se sente atrasado por não ter cumprido alguma meta, mas sim a partir do momento em que nascemos.
Envelhecer faz parte da vida e cada jornada é única. Não compare a sua grama com a do vizinho. Escreva a sua própria história, deixe o medo de envelhecer de lado e aproveite cada dia da sua existência.
Desafios, metas, realizações e conquistas vão surgir – assim como as rugas e os cabelos brancos. Vá no seu tempo, cuide da sua saúde desde sempre e chegue bem à velhice!
Recentemente, casos de pneumonia por Mycoplasma pneumoniae foram detectados em Santo André (SP). Como essa bactéria esteve ligada a um surto de doença respiratória na China – principalmente em crianças – e foi comparada à Covid-19 em algumas mídias, surgiu a preocupação de estarmos, de novo, diante de uma pandemia. Mas calma: vamos entender essa história, as diferenças entre essa bactéria e o coronavírus, e quais seus sintomas, tratamentos e métodos de prevenção.
Como o Mycoplasma pneumoniae chamou a atenção da China e da OMS
No dia 13 de novembro de 2023, autoridades chinesas da Comissão Nacional de Saúde (o Ministério da Saúde da China) relataram um aumento de casos de doenças respiratórias.
Os médicos chineses consideraram que outros agentes infecciosos, como influenza (gripe), vírus sincicial respiratório (que provoca a bronquiolite) e a tal bactéria Mycoplasma pneumoniae estariam circulando mais livremente com a retirada das restrições da Covid-19 – e que isso teria provocado esses quadros.
Em 22 de novembro de 2023, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um alerta para as pessoas localizadas no Norte e Nordeste da China, uma vez que houve nessa região um aumento do número de casos de pneumonia.
Desde então, tanto a OMS quanto outras agências de saúde estão alertas, avaliando um eventual surto (aumento abrupto do número de casos) de pneumonias causadas por Mycoplasma pneumoniae.
Outros países também relataram casos de infecção por esse micro-organismo, como França, Estados Unidos e Dinamarca. E, mais recentemente, tivemos esses casos no interior de São Paulo. Importante notar que essa bactéria é comum no mundo todo, inclusive no Brasil – conhecemos o Mycoplasma pneumoniae faz tempo.
Ainda assim, os alertas da OMS e o aumento de casos foram o suficiente para gerar medo. Comparações com a pandemia de Covid-19 e lembranças das restrições a que fomos submetidos reforçaram esse cenário de temor.
Mas é importante esclarecer dois pontos:
Um dos papéis desses alertas da OMS é aumentar a quantidade de dados disponíveis. Dessa forma, podemos buscar testes diagnósticos melhores e saber exatamente quantos casos de pneumonias por Mycoplasma pneumoniae estão sendo causados e o fardo disso no sistema de saúde. Nem todo alerta do tipo significa uma nova pandemia como a da Covid-19 – pelo contrário.
É muito improvável termos uma pandemia das proporções da Covid-19 pelo Mycoplasma pneumoniae, por vários motivos. E uma razão importante é a de que estamos falando de uma bactéria, que age de forma diferente de um vírus, como é o caso do Sars-CoV-2 (causador da Covid-19).
Qual a diferença entre vírus (como coronavírus) e uma bactéria (como Mycoplasma pneumoniae)?
Os vírus, em geral, são mais simples na sua composição. Isso parece bom, mas, nesse sentido, não é. Por serem muito simples biologicamente falando, é difícil encontrar alvos em sua composição para neutralizá-los.
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Logo, os tratamentos antivirais são, muitas vezes, menos eficientes e difíceis de serem desenvolvidos. Além disso, os vírus tendem a apresentar uma maior capacidade de disseminação.
Especificamente sobre a Covid-19, cabe ressaltar que o Sars-CoV-2 era um agente novo. Nós não o conhecíamos antes de 2020. Ou seja, não sabíamos como ele agia, tampouco as possibilidades de tratamento e prevenção.
Não é o caso da bactéria Mycoplasma pneumoniae.
A bactéria Mycoplasma pneumoniae gerou preocupação na população global.Foto: CDC/Unsplash/Divulgação
O que é Mycoplasma pneumoniae e qual o tratamento?
Por ser uma bactéria, significa que há mais alvos para remédios. E já se sabe como tratar as pneumonias por Mycoplasma pneumoniae há anos. Basicamente, usa-se certos antibióticos, que são seguros, eficientes e baratos.
Boa parte dos casos pode ser tratado em casa, com fármacos orais e acompanhamento de um médico. Remédios que aliviam os sintomas, como antitérmicos para a febre e corticoides para a tosse, podem ser prescritos dependendo da situação.
Ainda assim, procurar atendimento precocemente pode mudar a evolução da doença, até porque há risco de complicações. Em certas situações, hospitalização e administração de oxigênio são importantes.
Crianças até 12 anos são particularmente suscetíveis a pneumonias por Mycoplasma pneumoniae.
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Quais os sintomas da pneumonia por Mycoplasma pneumoniae?
Eles são bastante semelhantes aos de outras doenças respiratórias. Casos mais leves apresentam secreção nasal e tosse seca, enquanto os mais graves podem manifestar febre alta, falta de ar intensa e necessidade de internação hospitalar.
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O Mycoplasma pneumoniae já circula entre nós há muito tempo, mas não há dados precisos sobre a quantidade de casos de doença ocasionados por ele.
O diagnóstico de pneumonia em si (infecção no pulmão) não é complicado: basta o quadro clínico compatível de tosse com ou sem catarro, febre, falta de ar e uma alteração em um exame bem simples, a radiografia de tórax.
No entanto, identificar o Mycoplasma pneumoniae como a causa da pneumonia é mais difícil, porque os testes disponíveis têm limitações, demoram e são caros. Para detectar a bactéria, é necessário fazer testes de sangue ou pesquisa do material genético diretamente na secreção respiratória.
Como evitar a pneumonia por Mycoplasma pneumoniae?
Antes de tudo, um adendo: o hemisfério norte do planeta está no inverno agora. Isso significa que, naturalmente, há maior aglomeração e menos circulação de ar (o frio faz com que as pessoas não abram as janelas), o que potencializa a infecção por via aérea de agentes que causam doenças respiratórias, como o Mycoplasma pneumoniae.
As autoridades sanitárias estão atentas para qualquer aumento abrupto no número de casos, porém essas infecções são menos comuns no verão, estação do ano em que nos encontramos agora, aqui no hemisfério sul.
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De qualquer forma, é possível se prevenir contra essa infecção. Entre as medidas, destaca-se:
Evitar contato com pessoas apresentando sintomas respiratórios
Promover circulação de ar e evitar ambientes fechados
Usar máscara se estiver com sintomas respiratórios para impedir a contaminação dos outros
Estar com a vacinação atualizada também pode ser útil. Não há vacinas para o Mycoplasma pneumoniae em humanos, mas esse agente muitas vezes se vale de outras infecções para causar a sua doença.
Ou seja, é uma coinfecção. Algum patógeno invade o corpo, o que o enfraquece. E aí o Mycoplasma pneumoniae tem mais facilidade para se instalar, invadir os pulmões e causar uma pneumonia.
Assim, atualizar a carteira de vacinação contra gripe, pneumonia pneumocócica, coqueluche (pertussis) e o vírus sincicial respiratório (VSR) reduz o risco dessa coinfecção.
O recado final: a comunidade médica aprendeu muito com a pandemia e o Mycoplasma pneumoniae é bem conhecido. Devemos, claro, manter a vigilância – mas sem desespero.
*Caio Júlio César dos Santos Fernandes é médico pneumologista do Núcleo de Doenças Pulmonares e Torácicas do Hospital Sírio-Libanês. Também é médico assistente do Grupo de Circulação Pulmonar da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e do Instituto do Câncer (Icesp), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health.
<span class="hidden">–</span>Logo: Brazil Health/Reprodução
Variações da pergunta que está no título são algumas das frases mais usadas em nossa língua: “Como vai?”; “Tudo bem?”; “E aí?”. E justamente por serem tão comuns, são aquelas que respondemos no automático – tanto a pergunta quanto a resposta são só rituais desconectados do que está sendo, de fato, dito.
Acaba que não são muitos os momentos em que paramos para responder a essa pergunta com calma e reflexão. E quando o assunto é saúde mental, que é o momento em que essa questão deveria ser central, acaba que nos perdemos em conversas abstratas.
Palavras que deveriam falar diretamente às angústias da condição humana, como depressão e ansiedade, foram transformadas em diagnósticos médicos, com listas de sintomas, valores de prevalência, fatores de risco e proteção, prognóstico e tratamentos.
Aproveitando que estamos no Janeiro Branco, o mês da campanha global de conscientização sobre a importância da saúde mental, que tal você parar agora, respirar fundo e responder, de verdade, como você está?
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Bom, talvez você esteja ótimo. Ou talvez esse foco individualista não lhe agrade. Mas tudo bem, o exercício é introspectivo, não precisa ser egoísta.
Como estão as pessoas que você ama, aquelas com quem você convive? E os seus vizinhos, as pessoas que você sempre encontra na padaria ou no parque? Sua comunidade pode ser tão grande ou pequena quanto quiser, mas, como vão todos?
Textos como este são sempre escritos por psiquiatras (é o caso deste) ou psicólogos. Às vezes, por sociólogos ou filósofos. Quem lê o conteúdo, em geral, espera algum insight especial, uma leitura da situação que nos tenha escapado, presos que estamos nas engrenagens do dia a dia. Só que, ultimamente, as interpretações do cenário em que estamos vivendo não são muito animadoras.
O cenário econômico não é promissor. Nas últimas décadas, as novas gerações têm piores perspectivas que seus antecessores, demoram mais para conquistar independência financeira e possuem mais dificuldades para atingir estabilidade econômica.
Há uma intensa transformação no mercado de trabalho, com o desenvolvimento de inteligências artificiais surgindo como um novo desafio. Há incertezas e ansiedades legítimas.
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O impacto de novas tecnologias na saúde mental também é sempre difícil de dimensionar, e a literatura científica, desde que as mídias sociais se tornaram parte integral de nossas vidas, traduz essa dificuldade. Dizem os estudos que, embora haja evidências de ganhos e de perdas, parece que existe uma associação entre redes sociais e problemas de saúde mental, especialmente entre jovens.
Mesmo que não haja evidências de uma associação causal, é fato que os índices de tratamento psiquiátrico, automutilação e tentativas de suicídio vêm aumentando em crianças e adolescentes nas últimas décadas.
Outro fenômeno bem documentado é a intensificação da polarização política. Apesar de frequentemente atribuída às redes sociais, o impacto delas pode ser menor do que o que se supõe – o que só indica que existem outros fatores, talvez ainda mais difíceis de resolver, implicados no fenômeno.
A polarização não é só ideológica, mas também afetiva, levando a um aumento de conflitos interpessoais com sérias repercussões na saúde mental dos envolvidos. Como se não bastassem guerras terem voltado à moda no cenário mundial, ainda transformamos os almoços de família em campos de batalha.
Não faltam razões para ficarmos ansiosos. Há a desigualdade, injustiça, preocupações ecológicas (o aquecimento global é frequentemente citado por jovens americanos como uma das maiores angústias existenciais que enfrentam).
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Minha intenção é destacar que, ainda que nossas preocupações não possam ser esquecidas, elas não precisam ser paralisantes. Ao contrário. Elas podem nos infundir de propósito e determinação.
Mas, por mais que sejam questões importantes, precisamos reconhecer o quanto elas estão, em grande parte, fora do nosso controle. Por isso a importância da pergunta: “como você está?”. Você e as pessoas à sua volta.
O que você pode fazer para cuidar melhor de si, dos seus relacionamentos e da sua comunidade? Como injetar mais carinho, afeto e cuidado no seu dia a dia?
Isso não é voltar as costas para as grandes questões. É apenas um primeiro e humilde passo para tentar garantir mais segurança e saúde mental. É buscar mais estrutura, apoio e força para, então, enfrentarmos melhor as grandes questões a que escolhermos nos dedicar.
Comece pequeno. Cuide-se.
*Guilherme Spadini é professor e psiquiatra naThe School of Life. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes, com orientação em psicodrama, psicoterapia existencial e filosofia clínica. É professor do curso de pós-graduação em psiquiatria forense do Instituto de Psiquiatria da USP, onde leciona sobre livre-arbítrio
O americano Willis Gibson foi o primeiro a chegar à mítica True Killscreen, que aparece no nível 157 e trava o jogo, encerrando-o; veja vídeo da proeza, que era perseguida há décadas
Tetrisnão tem final clássico, com um objetivo: o ritmo de queda das pecinhas vai acelerando até que você não consegue mais encaixá-las – aí a tela transborda e o jogo acaba. Fim. O jogocriado em 1984 pelo russo Alexei Pajitnov, que trabalhava como programador de software na Academia de Ciências da URSS, é assim.
Mas sua versão mais conhecida, que transformouTetrisem mania mundial, é um pouco diferente: elatemum final, de certa forma, mas ele sempre foi considerado impossível de alcançar. Agora, alguém finalmente conseguiu – um menino americano de 13 anos.
O tal final está presente na versão para o console Nintendo 8 bits (NES), que foi lançada em 1989 e se tornou um dos “ports” deTetrismais populares da história – somando as mais de 50 plataformas para as quais foi convertido, o jogo vendeu 520 milhões de cópias.
Na versão do NES, quando você chega a um determinado nível, o jogo simplesmente trava – por causa de um bug. Essa tela, que ficou conhecida comoTrue Killscreen, é o final.
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Por muito tempo, acreditou-se que essa tela aparecesse no nível 29, quando as peças passam a cair em sua velocidade máxima. O game fica tão rápido que é praticamente impossível deslocar as pecinhas para os lados, e encaixá-las, antes que elas cheguem ao fundo.
Em 2011, o jogador profissional americano Thor Aackerlund criou uma técnica: ele mantinha os dedos vibrando, e conseguia dar comandos mais ágeis.Chegou ao nível 30– e viu que o final do game também não estava ali. Nos anos seguintes, outros jogadores foram indo mais longe, até o nível 40.
Mas aí o americanoEric Tolt, conhecido no meio como EricICX, chegou muito além. Muito mesmo: em 2021, ele alcançou o inacreditável nível 146. Nessa altura, o jogo apresenta um bug que deixa as cores das pecinhas desbotadas, difíceis de enxergar.
Agora o americano Willis Gibson, de 13 anos, que joga com o nomeBlue Scuti, conseguiu chegar ao final deTetris: o nível 157, no qual finalmente aconteceu a míticaTrue Killscreen– em que o jogo trava. Veja no vídeo abaixo:
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O canal Classic Tetris também publicoua gravação completa, de 47 minutos, mostrando a proeza do início ao fim. Gibson é conhecido no meio – já venceu vários torneios do game, e foi semifinalista do Classic Tetris World Championship (CTWC) de 2023.
Agora, foi o primeiro a alcançar o final definitivo: foi a única vez na história em que um jogador derrotouTetris, e não o contrário. O feito foi comemorado pela comunidade de jogadores, e pelo próprio Gibson – que pratica 3 a 5 horas deTetrispor dia. A próxima aparição dele será no Heart of Texas Tetris Tournament, que acontece nos dias 20 e 21 de janeiro em Waco, no Texas.
Ainda não é o fim das aventuras com oTetrisdo NES. Especula-se que, adotando um determinado estilo de jogo, talvez seja possível evitar a True Killscreen e jogar até o nível 255, que supostamente é o último armazenado na memória do cartucho.
Existem três categorias de olheiras. As pigmentares, que surgem devido ao acúmulo de melanina, resultam em uma coloração amarronzada.
Já as vasculares, desencadeadas por alterações na circulação local, deixam o tecido ao redor dos olhos com uma tonalidade azulada ou avermelhada.
Por fim, as estruturais, que são as mais profundas, se tornam visíveis quando a pessoa possui a região ao redor dos olhos mais afundada, criando a impressão de sombra.
Geralmente, há uma influência genética no surgimento das olheiras, mas hábitos como a privação de sono e o tabagismo têm a tendência de agravar a situação, comprometendo a circulação sanguínea, inclusive nas pálpebras.
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“Esfregar os olhos com força também não é indicado, pois pode causar um trauma na região, deixando-a mais pigmentada”, alerta Bárbara Miguel, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
Além disso, a condição tende a ficar mais evidente em pessoas com a pele mais fina.
O mesmo se aplica a indivíduos que emagreceram bastante, resultando na diminuição dos coxins de gordura que conferem volume ao rosto, assim como àqueles que envelheceram, enfrentando a reabsorção óssea, redução dos coxins de gordura e flacidez da pele. Esses fatores podem contribuir para a profundidade da região ao redor dos olhos.
Às vezes, livrar-se das olheiras parece um desafio. Mas tem como!Foto: Anatolii Riepin/Shutterstock
Tratamentos e melhores cremes
No que diz respeito ao tratamento, as olheiras pigmentares podem ser combatidas com laser e microagulhamento, usando ativos com efeito clareador.
Já no caso das olheiras vasculares, são recomendados tratamentos com laser e luz intensa pulsada para melhorar o aspecto dos vasos sanguíneos.
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O ácido hialurônico é uma opção eficaz para o tipo estrutural, pois ajuda a preencher a região e a projetá-la para frente, reduzindo o contraste entre luz e sombra e tornando as olheiras menos visíveis.
Muitas vezes, o médico precisa combinar mais de um método, especialmente quando as olheiras são mistas, ou seja, com mais de um tipo.
Os cremes são bem-vindos como complemento do tratamento em todos os casos, e alguns cuidados devem ser observados ao escolher esses produtos.
“A pele das pálpebras é a mais fina do que a do corpo e tem características especiais. Por isso, ela necessita de produtos próprios e a sua aplicação deve acontecer com os dedos deslizando delicadamente de dentro para fora em cima e em baixo, sem fazer círculos em volta dos olhos, seguindo o sentido da drenagem linfática”, recomenda o dermatologista Abdo Salomão Jr, sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da American Academy of Dermatology, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino-Americano de Dermatologia.
No rótulo do cosmético, devem estar presentes substâncias como vitamina C e K, cafeína, peptídeos, niacinamida, retinol, hidroquinona, arbutin, óleos de maracujá e girassol, além do ácido hialurônico, kójico, retinóico, tioglicólico ou glicólico.
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Contudo, antes de escolher um para levar para casa, o ideal é consultar o dermatologista para que ele indique as melhores opções para o seu caso.
Isso vai garantir que a fórmula ofereça o melhor resultado possível e não provoque a piora da situação: “cosméticos e procedimentos inadequados podem pigmentar ainda mais a região”, alerta Salomão Jr.
Alguns cremes para olheiras vêm em embalagens diferentes, feitas de cerâmica ou com bolinhas na ponta para auxiliar na aplicação do produto. Os especialistas consideram que essas embalagens podem melhorar a experiência, proporcionar relaxamento e estimular a circulação local.
No entanto, eles alertam que o design e a matéria-prima dessas embalagens não fazem muita diferença no efeito do produto. É necessário ficar atento para garantir que o material com o qual ela é fabricada não seja capaz de machucar a pele das pálpebras, o que poderia pigmentar a região, tornando as olheiras ainda mais evidentes.
No fim das contas, o que realmente faz diferença é seguir um protocolo personalizado prescrito pelo médico e aplicar o creme diariamente, duas vezes ao dia.
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“É importante que ele seja o primeiro passo da rotina de skin care, pois, do contrário é possível que a fórmula indicada para o resto do rosto chegue às pálpebras e, como muitas vezes ela tem concentrações mais altas de ácidos, pode provocar irritações em volta dos olhos”, alerta Bárbara Miguel, do Einstein.