sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Como Vender Pelo Facebook: Crie Sua Loja em 4 Passos

como vender pelo facebook

Você sabe como vender pelo Facebook? Ou essa rede social ainda não faz parte da sua estratégia de marketing e vendas?

Muita gente acha que o Facebook serve apenas para fins pessoais e ignora o imenso potencial dessa plataforma para atrair clientes e elevar as receitas.

Esse é um erro que eu não quero que você cometa.

Com o crescimento do marketing digital e a democratização do acesso à internet, as redes sociais se tornaram grandes ferramentas de venda e divulgação de marca.

E o que dizer, então, sobre a maior delas?

Todos os meses, 3,4 bilhões de pessoas usam o Facebook.

Só no Brasil, são 127 milhões de usuários ativos.

Então, é seguro afirmar que o seu público está nessa rede social – e seus concorrentes também.

Não dá para ignorar a realidade: se você quer alavancar as vendas, fidelizar clientes e conseguir leads, precisa ter uma estratégia para explorar o melhor dessa plataforma.

Como vender pelo Facebook, afinal? É o que vou mostrar a partir de agora.

O que é o F-commerce?

vender produtos pelo facebook

F-commerce é a abreviação para Facebook Commerce, ou seja, o comércio de produtos feito dentro da rede social.

Embora o conceito não seja exatamente novo, a verdade é que ter uma loja virtual na plataforma oferece inúmeras vantagens tanto para quem vende, quanto para quem compra.

Primeiro, porque o número de usuários da rede social não pára de crescer anualmente.

Em segundo lugar, as pessoas buscam cada vez mais praticidade para a vida moderna.

Assim, poder adquirir produtos em uma rede social que elas já utilizam e aprovam é uma mão na roda.

Além disso, por ser uma ferramenta criada pela própria plataforma, ela oferece toda a facilidade do mundo para clientes e comerciantes realizarem ali as suas transações da melhor maneira possível.

Como funciona o F-Commerce?

como funciona vendas pelo facebook

Para quem deseja abrir uma loja virtual por meio do Facebook, não tem muito mistério.

Se você já tem uma fanpage para sua marca, então, é mamão com açúcar – e eu falo sobre isso com mais detalhes já já.

Aqui, quero dizer que uma loja virtual do Facebook não é muito diferente da ideia de um e-commerce tradicional.

Basta vincular o perfil da sua fanpage na loja e começar a cadastrar produtos, inserir fotos, valores e descrições em geral.

Em troca, o Facebook vai oferecer uma série de ferramentas para você divulgar o seu trabalho e acompanhar a performance da página por meio de vários insights bacanas.

O usuário, por sua vez, pode navegar na página à vontade, tirar dúvidas sobre a loja por meio do Messenger, marcar amigos nos comentários e adicionar produtos no carrinho de compras.

Por já estarem acostumados a navegar na plataforma, fazer compras por meio do Facebook é ainda um incentivo a mais para os usuários.

Principais vantagens da utilização do F-commerce

utilização do f-commerce para vendas

Eu diria que o simples fato de estar presente na maior rede social do mundo já é uma grande vantagem por si só.

Em termos popularidade, ninguém barra o Facebook.

Porém, os benefícios de adotar um F-commerce na sua estratégia vão muito além.

Aqui estão alguns deles:

  • Fácil interação entre lojistas e clientes
  • Comodidade e praticidade na hora de comprar
  • Alcance potencializado
  • Baixo ou zero custo de investimento
  • Facilidade de conexão com outras marcas
  • Engajamento entre os usuários na rede
  • Acesso 24h.

Como se tudo isso não bastante, a loja virtual do Facebook oferece ainda a possibilidade de trabalhar com vendas diretas, divulgando produtos de outras lojas e marcas e garantindo uma renda extra.

Interessante, não é?

Como Criar Uma Loja Virtual no Facebook Para Vender Produtos

criação de loja virtual para facebook

Como já destaquei, o F-Commerce, é uma loja virtual que objetiva enriquecer e facilitar a experiência de compra do usuário.

A ideia é que o processo seja resolvido rapidamente e de forma descomplicada.

Criar uma loja no canal também ajuda a divulgar informações da sua empresa por meio de curtidas, compartilhamentos e comentários.

Para isso, basta seguir os seguintes passos:

Passo 1 – Criando sua loja

Em sua fanpage, clique no botão Configurações, que fica na parte superior da página, próximo ao botão Home.

Agora, selecione a opção Modelos e Guias e, depois, role a página até encontrar Adicionar uma Guia.

menu facebook

Após o clique, abrirá uma janela com uma série de opções. Selecione a alternativa Loja e clique nela.

Depois da guia criada, clique em Configurações e mantenha ativada a sua exibição.

Passo 2 – Realizando os primeiros ajustes

No menu superior, clique em Página e, depois, em Loja – sua nova guia.

Você será alertado para concordar com os Termos e Políticas de Comércio do Facebook.

Ele serve para que você e os compradores estejam assegurados no momento da venda.

seção loja facebook

A nova tela pede a seleção do método de finalização da compra.

Você pode escolher a opção Mensagem para comprar, permitindo aos clientes enviar uma mensagem a respeito dos produtos que despertaram interesse.

Por outro lado, se quiser enviar os potenciais clientes compra fora do Facebook, neste momento, você pode selecionar a opção Finalizar a compra em outro site.

Dessa forma, o usuário será irá direcionado para o site escolhido.

Atendido esse ponto, é só clicar em Continuar.

configuração loja no facebook

Passo 3 – Configurando a loja

A partir de agora, você pode começar a configurar o seu F-commerce.

É nessa etapa que deve selecionar o tipo de moeda que será utilizada para a compra de seus produtos.

Por padrão, o Facebook já pré-seleciona a opção Real brasileiro.

Ao final, clique em Salvar.

Passo 4 – Adicionando produtos

Sua loja já está quase pronta.

Agora, é o momento de adicionar seus produtos e iniciar o cadastro dos itens na loja.

loja no facebook

Faça isso com bastante atenção, optando por descrições curtas, mas atrativas.

Não deixe nada de fora.

Com tudo pronto, é só descobrir como atrair as pessoas certas até a sua loja e alavancar as vendas.

Como Utilizar os Anúncios do Facebook Para Divulgar Seus Produtos e Vender Mais

facebook ads

Os anúncios são parte essencial para vender no Facebook. Mas como criá-los?

O primeiro passo você já deu: tem uma fanpage e uma loja virtual na plataforma.

O segundo, então, é desenvolver uma estratégia de marketing para a definição da sua campanha de publicidade.

Vamos ver como?

Como criar anúncios no Facebook

Quer criar anúncios no Facebook? Confira os passos para isso:

  1. No menu à direita, você pode ver um pequeno retângulo azul e, dentro dele, a opção Criar anúncio. Clique nela
  2. Em seguida, escolha uma meta, que pode ser obter curtidas na página, alcançar visitantes do site ou realizar cadastros. Também é possível usar anúncios automatizados
  3. A partir daí, as opções mudam conforme a sua escolha. Se selecionar visitantes no site, por exemplo, deve informar uma URL, escolher uma imagem para exibir, redigir título e texto do anúncio e segmentar aqueles que terão contato com a publicidade
  4. Você pode segmentar a audiência, sempre lembrando nessa hora das características das suas personas, como idade, gênero e localização
  5. O passo seguinte é selecionar os canais nos quais o anúncio vai aparecer. Pode ser no feed de notícias, no mesmo espaço em dispositivos móveis, na barra lateral ou mesmo em aplicativos
  6. Agora, é o momento de definir o tempo de veiculação do seu anúncio e o seu orçamento disponível para a campanha.
  7. Como etapa final, não esqueça de publicar e acompanhar as métricas disponíveis para verificar o desempenho do anúncio, realizando os ajustes necessários para otimizar suas campanhas.

Criar promoções

Uma boa estratégia para manter os usuários engajados e obter tráfego para a sua página no Facebook se dá a partir de concursos culturais e de promoções.

Com pouco investimento, é possível realizar ações que incentivem seus seguidores a curtir a página, a compartilhar o post, a marcar amigos ou a criar uma frase sobre algum tema específico.

Outra forma de realizar uma promoção é aproveitar datas comemorativas, como Dia das Mães, Black Friday e Natal ou uma campanha com descontos para clientes que fazem aniversário naquele mês.

Com esse tipo de estratégia, pode incrementar as vendas nessas datas, fidelizar clientes e ainda conseguir novos.

Públicos personalizados

Como explicado no passo a passo para a criação de um anúncio, o Facebook possibilita que você segmente o seu público.

A plataforma permite direcionar seus esforços de venda a um público personalizado, formado por pessoas que já interagiram com a sua página ou que possuem gostos semelhantes.

Outra opção é a de criar audiência a partir de um direcionamento detalhado.

Por exemplo, dá para segmentar o público baseado em gênero, idade, interesses, relacionamentos, localização, entre outros indicadores.

Nessa segunda opção, é interessante criar seu público tendo a persona como base. É o que assegura a você enviar a mensagem certa para a pessoa certa.

Remarketing

Outro recurso que pode ajudar a alavancar as vendas no Facebook é o remarketing.

Ele permite “refrescar” a memória dos usuários, utilizando as redes sociais.

Essa ferramenta é extremamente útil para vendas.

Você pode optar por uma programação que atinja usuários que já realizaram pesquisas sobre seus produtos em outro momento, mas que acabaram não concluindo a compra, seja por qual motivo for.

Utilizar o recurso de remarketing no Facebook é bem simples.

Para começar, é preciso ter apenas uma lista de e-mails e um site.

E dá para configurar uma campanha pelo Gerenciador de Anúncios ou pelo Power Editor.

Se quiser aprender mais sobre anúncios no Facebook, leia o meu guia completo sobre como anunciar no Facebook.

6 Dicas Incríveis Para Você Vender Mais no Facebook

dica para vendas pelo facebook

Agora que você já tem acesso aos recursos para vender pelo Facebook, resta otimizar a sua estratégia.

Para isso, selecionei dicas incríveis.

Coloque esse conhecimento em prática para atrair mais público, conversar diretamente com suas personas e, claro, melhorar ainda mais as suas vendas na rede social.

# 1 – Imagens que engajam

Ainda que eu não esteja falando de Instagram aqui no post, é sempre bom lembrar que boas imagens são sempre imprescindíveis para chamar a atenção do público em qualquer plataforma.

Então, cuidado para não descuidar desse detalhe.

Fotos bonitas, com alta resolução e criativas com certeza não vão passar despercebidas.

No caso dos anúncios, cuidado também com a proporção entre texto e imagem, que deve ser de até 20% para 80%.

Isso porque as pessoas costumam prestar mais atenção às imagens.

# 2 – Venda para quem tem interesse

Na hora de divulgar seus produtos, atirar para todos os lados nunca é muito inteligente.

Algumas pessoas simplesmente não têm nada a ver com aquilo que você está oferecendo, e forçar esse relacionamento é pura perda de dinheiro, tempo e energia.

Por isso, conhecer a sua persona é fundamental para vender para o público certo e por meio da linguagem ideal.

Se todas as características da sua persona já estão na ponta da língua, então, é só utilizar as ferramentas do Facebook para direcionar suas campanhas da melhor maneira possível.

Com o Facebook Ads, a ferramenta de anúncios do Facebook, você consegue segmentar seu público a partir de fatores como faixa etária, localização, escolha os dados demográficos e até interesses e comportamentos.

# 3 – Copy de anúncios

anúncios para vendas no facebook

Você também deve prestar bastante atenção na hora de criar a estrutura do seu anúncio.

Então, em primeiro lugar, tenha certeza de que a imagem escolhida combina com o conteúdo do texto.

Sim, o texto é algo que não pode faltar nos anúncios do Facebook. Por isso, muito cuidado para não deixar passar erros.

No mais, é importante usar a criatividade, persuasão, objetividade e, principalmente, a clareza.

Em uma plataforma tão dinâmica como o Facebook, as pessoas devem ser capazes de entender rapidamente o que você quer dizer com seu anúncio.

Quer outra dica? Aposte em gatilhos mentais para fisgar o usuário.

Esses estímulos, quando bem aplicados, tendem a funcionar muito bem nas estratégias de marketing.

# 4 – Informe antes de vender

Nos tempos de marketing 1.0, vender a qualquer custo para qualquer pessoa era prática comum e sem nenhum tipo de resistência por parte dos consumidores.

Acontece que já faz um bom tempo que o foco deixou de ser no produto, não é mesmo?

Hoje, estamos na era do marketing 4.0.

E o cliente moderno não se importa de pagar um pouco a mais para adquirir um produto no qual ele enxergue valor.

Por isso, quanto mais transparente for a sua relação com seu cliente, melhores resultados você terá.

Não é porque um produto é perfeito para um, que ele também será interessante para outro.

O mais importante é que seu cliente entenda que, ao adquirir o seu produto, ele estará levando para casa boas experiências – e não apenas mais uma mercadoria.

# 5 – Continue aprimorando suas técnicas

Enquanto o comportamento humano mudar ao longo dos anos, a arte de vender também precisará ser aprimorada. Ou seja, desde sempre e para sempre.

Se juntarmos a isso o fato de estarmos na era digital, então, acompanhar as mudanças se torna mais urgente ainda.

Portanto, não hesite em investir em capacitação contínua, estar sempre de olho na concorrência e usar a tecnologia em seu favor.

Em outras palavras, se informe para não ficar para trás.

# 6 – Conteúdos BÔNUS para você!

Para completar, aqui está uma lista com conteúdos que criei especialmente para você, que deseja aprender como vender pelo Facebook, a ter uma estratégia completa.

É só clicar nos links para saber mais!

Conclusão

Você viu neste artigo que o Facebook é um grande aliado para a sua estratégia de vendas online.

Ter presença na rede com uma fanpage e a sua própria loja virtual são fatores que ajudam a aumentar a presença de marca e permitem ser encontrado pelos seus consumidores.

Além disso, saber criar anúncios no Facebook e utilizar suas ferramentas possibilitam alavancar suas vendas e ampliar a divulgação dos seus produtos.

Então, não deixe de colocar em prática as dicas deste guia e aproveite para comentar como pretende usar o Facebook para vender mais!

The post Como Vender Pelo Facebook: Crie Sua Loja em 4 Passos appeared first on Neil Patel.


Como Vender Pelo Facebook: Crie Sua Loja em 4 Passos Publicado primeiro em

Meta Description: O Que É, Como Criar e Qual Sua Importância

tudo sobre meta description

Se você quer se destacar no Google, precisa se preocupar com a meta description em sua estratégia de conteúdo.

Chegar ao topo do buscador e ser bem-sucedido em seus esforços de SEO pode parecer um assunto complicado.

Por um momento, você acha que o entende perfeitamente e, no outro, tudo mudou.

E quando você considera o fato de que o Google diz que muda seu algoritmo de 500 a 600 vezes por ano, começa a ver o problema.

A única constante no SEO é a mudança.

Isso cria uma busca interminável pelo primeiro lugar no ranking.

Mas felizmente, existem elementos que são improváveis de se tornar completamente irrelevantes, o que significa que você pode focar em fazê-los direito a longo prazo.

Um belo exemplo é a meta description, tema deste artigo.

Desde o começo, as meta descriptions têm sido uma parte essencial da página de resultados dos mecanismos de busca e é improvável que isso mude.

Então, para ajudar você a capitalizar nesse importante aspecto do seu SEO, quero ensinar como escrever meta description que seja convincente e que te ajude a melhorar sua posição no Google.

Mas, antes de começarmos, vamos falar um pouco mais sobre o quão poderosas essas meta descriptions realmente são.

O que é Meta Description?

letras montando a palavra sobre meta description

Meta description é uma rápida descrição sobre o conteúdo das páginas que aparecem nos resultados de busca ou nas redes sociais.

No Google, são aqueles pequenos textos com um resumo do que vamos encontrar se clicarmos no título em azul, localizado logo acima.

desrições de resultados de pesquisas no google

Tecnicamente falando, é uma tag do código HTML de uma página.

Esse recurso, embora não seja um fator de ranqueamento do Google, é disponibilizado pelo buscador para ajudar o leitor a entender mais rapidamente do que se trata aquela página.

Essas descrições podem ser feitas por nós mesmos, quando as cadastramos no site, ou pelo próprio mecanismo de busca, de forma automática – ao optar por selecionar um trecho do seu texto e transformá-lo na sua meta description.

A importância da Meta Description

importancia das meta descriptions

Você deve estar se perguntando: se a meta description não é considerada pelo Google como um critério de ranqueamento para minha página, por que eu deveria me preocupar com ela?

A resposta é simples: a meta description é importante porque você precisa convencer o leitor a entrar na sua página.

Até porque de que adiantaria estar na primeira página do Google se o usuário não se sente convencido a clicar no resultado e visitar seu site?

Se você escreve um bom resumo, como uma espécie de teaser sobre o que o usuário tem a ganhar acessando o seu conteúdo, você está automaticamente influenciando na decisão dele de clicar ali.

Consequentemente, ajudando a atrair mais visitantes para o seu site.

Afinal, a primeira impressão é a que fica.

E você não quer fazer a apresentação do seu conteúdo de qualquer jeito, não é mesmo?

Além disso, quem não dá a devida atenção à meta description corre o risco de atrair um público que não quer nada com o seu site.

Isso, no mínimo, acaba contribuindo para elevar as taxas de rejeição da página – o que, para o Google, é péssimo!

Meta Description no Google

No Google, a meta description vai aparecer em forma de resumo, logo abaixo do título da página.

Caso o seu site esteja disputando os primeiros lugares do buscador, saiba que uma descrição criativa, bem escrita e atrativa pode fazer toda a diferença na hora de destacar sua página das demais.

Mas se, por acaso, o autor da página passar batido pela criação da meta description – o que não é raro – o próprio Google vai selecionar um trecho dentro do seu texto para exibir na área da meta description.

Meta Description no WordPress

Se a ideia é construir a meta description no WordPress, essa opção vai aparecer para que você escreva entre esses caracteres: <>

Veja a estrutura: <meta name=”description” content=”Conteúdo da meta-descrição” />

No caso do exemplo acima, o texto utilizado para a meta description ocuparia o lugar de “Conteúdo da meta-descrição”, destacado em negrito.

Se programação não é exatamente a sua praia, não tem problema.

Atualmente, existem vários plugins que podem te ajudar a adicionar meta descriptions no WordPress da maneira correta.

O Yoast é um deles!

Aproveite e veja meu artigo sobte o tema:

Meta Description nas mídias sociais

Também as redes sociais exibem uma meta description quando compartilham o conteúdo de um site.

No Facebook, por exemplo, a estrutura aparece com uma foto, um título e a breve descrição sobre o assunto abordado logo abaixo.

No caso, a rede social pega a mesma descrição utilizada pelo Google e reproduz.

Da mesma forma como no Google, a meta description nas mídias sociais é o cartão de visitas que vai atrair os internautas para aquele conteúdo.

E justamente por aparecer para o leitor que não necessariamente estava procurando aquele conteúdo, essa pequena descrição se torna ainda mais importante nas redes sociais.

Como redigir uma boa Meta Description?

como escrever uma boa meta description

Como vimos até aqui, criar uma meta description não é nenhum bicho de sete cabeças, concorda?

Talvez o grande desafio seja pensar em um resumo que abranja, ao mesmo tempo, criatividade, objetividade e atratividade em apenas duas linhas.

A boa notícia é que eu posso te ajudar com isso.

Continue lendo para ficar dentro das dicas que preparei para você dar aquele upgrade em suas meta descriptions.

1. Seja único e interessante

Se as suas descrições são mais ou menos, elas não irão ajudar você a conseguir cliques ou subir nos rankings.

E com a experiência do usuário ainda agindo como nosso teste decisivo de qualidade, não conseguir cliques é exatamente o que você não quer.

Então, como você inova e encontra modos de fazer as pessoas clicarem?

Existem certas práticas que você pode implementar em sua escrita que irão te ajudar a ser mais convincente e gerar mais cliques.

Vamos dar uma olhada em algumas delas.

Antes de tudo, existe um consenso de que você deve fazer todo o possível para não ser entediante.

Isso pode parecer pouco importante, mas te garanto que não é.

E em termos da sua escrita, o melhor jeito de não ser um tédio é usar a voz ativa.

uso de voz ativa nas meta description

Como você pode ver no exemplo acima, ele possui uma voz bastante ativa que fornece um empurrãozinho momentâneo ao leitor.

Ele te diz o que você pode esperar, mas sem detalhes desnecessários que possam entediar o leitor ou desviá-lo completamente.

Você também pode notar que o exemplo acima é bastante específico e não contém nada que seja desnecessário.

Isso é especialmente importante se quiser ranquear alto nas SERP.

E, mais importante, deve ter certeza de que a descrição realmente se conecta com o conteúdo da página.

Por exemplo, essa meta description promete que eu posso encontrar diversas maneiras de organizar minha casa ou espaço de trabalho:

resumo do conteudo nas meta description

O que encontro após clicar?

Inúmeras opções que prometem uma vida mais organizada.

site de artigo de dicas de organização

Esse é um dos motivos pelos quais aparece na primeira página do Google para “como organizar minha casa”.

Ela combina bem com minhas necessidades aparentes e confirma a promessa feita na meta description.

Vê como isso ainda remete à qualidade da experiência de usuário do seu site?

Outro modo com o qual você pode utilizar essa abordagem é estender sua promessa com um call to action convincente.

Você pode alcançar isso simplesmente sendo direto com seu leitor.

Ou também pode ainda fornecer uma descrição mais completa, com um call to action no final para convidar seu leitor a ler mais.

Contanto que você converse com sua audiência e não fique só falando de si mesmo, estará seguindo o caminho certo.

Eu gosto de dar prévias do conteúdo verdadeiro da página que acho que irá despertar o interesse de um leitor mais casual.

p´revias do contepudo na meta description

Perceba que essa description não tem nada a ver comigo, minha marca ou com o que vendo.

É apenas uma passagem convincente de um artigo de blog.

Meu objetivo final é mostrar valor e te interessar mais, não necessariamente te fazer comprar algo.

Então, encontre uma maneira de ser único e engajador para sua audiência.

Se você simplesmente fornecer detalhes técnicos ou ir direto à venda, provavelmente, não será muito interessante.

E se você não é interessante, não irá subir nos rankings.

2. Por favor, utilize suas palavras-chave

Você gasta bastante tempo gerando palavras-chave para suas campanhas digitais.

Você as coloca em seus blog posts, landing pages e até em suas páginas de produto.

Então, por qual motivo não iria incluir elas em sua meta description?

Porque seus metadados são a primeira indicação ao Google do conteúdo da sua página.

Não incluir uma palavra-chave na meta description pode ser um erro fatal.

Dê uma olhada em como é incluir uma boa palavra-chave:

yoast meta

Essa é uma busca de topo de ranking por meta description que encontrei enquanto pesquisava para este post.

Como você pode ver, o Google destacou todas as vezes em que as palavras “meta description” aparecem na descrição.

Já que elas foram parte do meu termo de busca, isso fornece um sinal adiantado de que a página pode ser útil em minha busca.

A palavra-chave é usada naturalmente e de modo que educa o leitor sobre o conteúdo da página.

O resultado é bastante claro uma vez que isso estava na primeira página de resultados.

Você ainda pode usar palavras-chave para enfatizar ao Google sobre o fala o seu post.

Um dos jeitos melhores e mais fáceis de fazer isso a partir do seu próprio site é com o Plugin Yoast SEO para WordPress.

plugin yoast SEO

Ao permitir que você defina uma palavra-chave principal para cada página e blog post, essa ferramenta torna o processo de implementação de palavra-chave simples.

O único outro passo que você precisa dar é garantir que você também utilize a palavra-chave naturalmente em sua copy e alt tags da sua página.

Isso ajuda a criar continuidade através do crawling do Google e ranking subsequente da página.

Contanto que você conduza pesquisas de palavra-chave robustas e tente ranquear com palavras-chave que sejam apropriadas para sua marca, adicioná-las em suas meta descriptions simplesmente é o próximo passo lógico.

Se fizer isso apropriadamente, você pode estar um passo à frente de sua concorrência e uma passo mais perto da primeira página.

3. Use mais do que apenas sua copy

Para os iniciantes em metadados, pode ser fácil pensar que o seu título, URL e meta description começam e terminam com a listagem padrão do Google.

Mas não poderia estar mais longe da verdade.

O Google também permite que você implemente dados estruturados que te deixam “embelezar” a sua description na página de resultados do mecanismo de busca.

Para te dar um exemplo, quero mostrar uma versão diferente da página de alto ranking do Yoast do tópico anterior:

yoast meta 2

Quando eu fiz uma pesquisa mais relevante por essa página, ela era diferente.

Os dados ainda são os mesmos, mas agora uma imagem foi incluída na descrição acima do título e URL.

O que mudou? Os dados estruturados.

Qualquer página de alto ranking pode tirar vantagem dessa função única.

Mas a pegadinha é que você precisa começar a usar essa abordagem antes de chegar até a primeira página.

Felizmente, existem diversas maneiras com as quais você pode começar a implementar dados estruturados.

Um dos modos mais populares que você pode ter visto é quando os sites implementam avaliações em suas meta description.

São as famosas estrelinhas, que indicam uma espécie de nota ao conteúdo.

classificação de pesquisa no google

Isso fornece um sinal imediato ao seu leitor de que ele pode encontrar algo de valor no site.

Já que prova social é um modo tão poderoso de vender e fazer sua marca crescer.

Esse é um hack razoavelmente simples, que permite que você comece a capitalizar com comportamento de usuário facilmente.

Outra ideia boa é utilizar dados estruturados em seu site de marca como um todo, fazendo uso do seu logo e de informações da empresa:

informações da empresanas meta description

Isso aumenta a chance de que alguém buscando por sua marca realmente irá te encontrar e receber informações úteis sem precisar clicar nas páginas dos primeiros resultados.

Já que isso aparece na barra lateral da página de resultados, você também consegue um acordo de “dois por um” com esse tipo de dados estruturados.

Um usuário pode encontrar sua marca, ver qual é sua URL e, então, filtrar seus resultados para que veja apenas as páginas que você tem a oferecer.

Isso ajuda seu SEO, uma vez que o Google vê essas ações como um sinal positivo com relação à sua marca a longo prazo.

E se você acha que será difícil de ranquear com essa tática, vai ficar surpreso de saber que 57% das empresas grandes não possuem dados estruturados em seus sites.

O que significa que você tem a oportunidade de sair na frente da sua concorrência e incrementar seu SEO mais ainda.

O modo mais fácil de começar é usando plugins como o Schema para aprender o básico.

schema apps

Isso vai permitir que você edite, teste e melhore os dados estruturados em seu site sem se preocupar em mexer no seu código.

Com um pouco de otimização simples, você pode estar no caminho para chegar até a primeira página em sua indústria conforme sua marca cresce.

4. Atenção ao limite de 153 caracteres

Você pode escrever o quanto quiser na sua meta description.

Mas na hora de exibir o conteúdo no buscador, o Google provavelmente vai cortar sua descrição antes mesmo que você chegue nos 160 caracteres.

Por isso, para garantir que o seu texto não vai partir no meio e prejudicar a compreensão do usuário, o ideal é que o resumo tenha até 153 caracteres.

5. Insira a palavras-chave

Tudo bem, você já entendeu que as meta description não vão influenciar no ranqueamento da sua página – pelo menos, não diretamente.

Mas não é exatamente por isso que você deve usar as palavras-chave no seu resumo.

Primeiro, você deve usá-las porque elas aparecerão em negrito na sua meta description, dando ênfase à parte mais importante do seu conteúdo.

Na imagem abaixo, a busca foi por “ferramentas de gestão”:

resultados para a pesquisa ferramentas de gestão no google

Assim, o usuário pode entender logo de cara que sua página tem tudo a ver com o que ele está procurando.

Segundo, porque ajudam o próprio Google a entender a relação da descrição com o conteúdo da sua página, podendo priorizar a sua meta description ao invés de selecionar um trecho aleatório por conta própria.

6. Use calls to action

Dependendo do objetivo do seu post, um call to action pode ajudar a dar aquele empurrãozinho final na hora de convencer o leitor a acessar a página.

Chamadas como “clique para saber mais”, “aprenda mais aqui”, “compre agora” ou “somente hoje” são comuns e costumam ser bastante efetivas para orientar o usuário a fazer uma ação.

7. Teste

Depois de fazer sua meta description, procure não se acomodar. Teste outras variações do texto e veja qual deles atraem mais cliques.

Recursos como os snippets podem ainda ajudar a complementar sua descrição, acrescentando avaliações, preços, entre outras possibilidades.

Para descobrir quais versões fizeram mais sucesso entre os usuários, conte com o Google Search Console, uma das ferramentas do buscador para otimização de sites.

Conclusão

As meta descriptions não irão embora em um futuro próximo.

Quanto mais cedo você aprender a criar uma boa descrição, mais cedo pode começar a subir seus rankings e ajudar seus esforços gerais de SEO.

Já que as meta descriptions são uma parte da experiência do usuário geral do seu site, o Google as leva muito a sério quando se fala do seu SEO.

E, surpreendentemente, um dos melhores modos com o qual você pode começar a qualificar a sua abordagem é simplesmente esquecer de elementos como contagem de caracteres.

Em vez disso, tente ser único e interessante.

Engaje-se com seu visitante em potencial e mostre a ele o que você tem a oferecer.

Se você criar a abordagem certa e implementar palavras-chave sólidas, vai começar a ver mais tráfego orgânico com o tempo.

E se você utilizar elementos de dados estruturados para posicionar estrategicamente sua marca, irá se destacar ainda mais tanto para o Google quanto para os seus usuários.

Com tempo, diligência e muita paciência, vai começar a ver os resultados que realmente quer.

Então, aproveite para me contar: quais táticas você já utilizou para melhorar sua meta description através dos anos?

The post Meta Description: O Que É, Como Criar e Qual Sua Importância appeared first on Neil Patel.


Meta Description: O Que É, Como Criar e Qual Sua Importância Publicado primeiro em

Nasa faz últimos ajustes no helicóptero feito para voar em Marte

Entenda de uma vez: o que é inflação cósmica?

Uma das coisas mais impressionantes sobre o Universo é que ele parece igual não importa para onde você olhe.

As famosas imagens de campo profundo colhidas periodicamente pelo Telescópio Espacial Hubble mostram justamente isso. A estratégia consiste basicamente em apontar o venerável satélite para uma região do espaço onde aparentemente não há nada para ver e então deixá-lo “olhando fixamente” para lá por um longo período, acumulando as poucas partículas de luz que chegam até formar uma imagem.

Toda vez que os cientistas fazem isso, duas coisas incríveis acontecem. A mais óbvia é que se tornam visíveis galáxias muito, muito distantes – um mar delas num pedacinho insignificante de céu. A menos óbvia é que pouco importa para onde aponte o Hubble, a imagem sai mais ou menos igual. Em suas maiores escalas, o Universo se revela incrivelmente homogêneo – guarde essa informação.

Surpresa similar foi revelada pelas observações da radiação cósmica de fundo – um eco do Big Bang que mostra como era o Universo cerca de 380 mil anos depois do princípio. Pouco importa para onde você aponte sua antena, as micro-ondas das profundezas do cosmos têm todas a mesma energia (temperatura), míseros 2,7 graus Celsius acima do zero absoluto.

Juntando as duas coisas, podemos concluir não só que o Universo é hoje muito homogêneo como também nasceu dessa mesma maneira. E isso era uma dor de cabeça. Como explicar essa uniformidade? Para que esse fosse o caso, as circunstâncias do nascimento do Universo teriam de ter sido muito especiais e improváveis, e cientistas não gostam disso. Eles acreditam que os adjetivos certos para o fenômeno de início do Universo deveriam ser “natural” e “inevitável”.

A transição entre esses dois extremos começou a nascer em 1979, quando o físico teórico americano Alan Guth apresentou pela primeira vez a ideia da inflação cósmica. No começo dos anos 1980, a teoria desenvolvida por ele, Andrei Linde e Paul Steinhardt representou uma solução elegante para esse problema dificílimo. E tudo que basta para destruir o mistério é imaginar que, em sua primeira fração de segundo, o Universo se expandiu absurdamente depressa, num ritmo exponencial, mais rápido que a luz.

Quer ver como funciona? Imagine uma folha de borracha em que cada pontinho é de uma cor diferente, e cada cor está representando um nível de energia diferente. Como se esperaria de um ambiente inicial nada especial, esse tem todas as cores aleatoriamente distribuídas. Agora imagine se concentrar num desses pontinhos, digamos azul, e então esticar tão depressa a folha de borracha que, para onde quer que você olhe, em todas direções, tudo que você consegue ver é azul. Isso explicaria naturalmente a situação que temos no Universo real. A radiação cósmica de fundo, para onde quer que olhemos, tem a mesma “cor” em todo lugar.

De acordo com os cálculos, para terminarmos com um Universo como o observado hoje, bastaria uma fase inflacionária que durasse uma ridícula fração de segundo (entre 10-33 e 10-32 segundos após o Big Bang, se você quer saber o número exato) para expandir um pequeno pontinho em muito mais que todo o Universo observável. Daí em diante, a expansão seguiria o ritmo mais maneiro indicado pelo afastamento das galáxias observado ao telescópio.

A teoria da inflação é sem dúvida uma das melhores ideias da história da cosmologia e resolve um caminhão de problemas. Se estiver certa, ela levará nosso entendimento até a primeira fração de segundo após o Big Bang – o que não é pouca coisa.

Ainda não há evidência experimental conclusiva, daquelas que permitiriam colocar a inflação na mesma categoria do próprio Big Bang, como ideia confirmada. Mas a busca está em andamento.

Os cientistas têm trabalhado duro para procurar na radiação cósmica de fundo um padrão indicativo das ondas gravitacionais que a inflação teria produzido. Em 2014, um grupo internacional operando um radiotelescópio chamado BICEP2, no Polo Sul, chegou a afirmar ter feito a incrível descoberta, mas análises posteriores mostraram que era um falso positivo. Não chegamos lá. Contudo, se a inflação for um dia confirmada, será uma das descobertas mais fantásticas do Universo.


Entenda de uma vez: o que é inflação cósmica? Publicado primeiro em https://super.abril.com.br/feed

Como o decote de Jennifer Lopez inventou o Google Imagens

A história a seguir é boa demais para ser verdade. Ao contrário da maioria das histórias desse tipo, porém, ela de fato é verdadeira

O maior decote já criado desde que existem vestidos talvez seja o de uma peça da Versace usada pela atriz Jennifer Lopez na 42ª edição do Grammy, no ano 2000. Dá uma olhada: 

Em 24 de fevereiro daquele ano, o mundo estava ensandecido para ver o tal vestido de novo (com a Jennifer Lopez dentro, é claro). Aquele foi o maior número de buscas que o Google havia registrado até então e, por tabela, o maior número de decepções, pois ninguém encontrou o que buscava. 

Tudo porque o Google não tinha a opção de oferecer imagens como resultados de busca – só links. A solução para os curiosos era clicar em todos os resultados que apareciam, um por um, até encontrar um que contivesse a tal foto do look fatal. A maioria não tinha.

O CEO que entrou logo depois, Eric Schmidt, viu uma oportunidade na crise (papo de coach, peço desculpas). Em 2015, ele escreveu em um artigo para o site Project Syndicate: “Na época, foi o termo de busca mais popular que nós já havíamos visto. Mas nós não tínhamos um tiro certo que pudesse dar aos usuários exatamente o que eles queriam: JLo usando aquele vestido. Assim nasceu o Google Imagens.”

Foi só a partir daí que o Google procurou um jeito de extrair todas as fotos ligadas a uma palavra-chave e juntá-las em uma segunda “aba” das páginas de busca. E o mundo nunca mais foi o mesmo.

A história passou um bom tempo perdida na internet até que a própria Jennifer Lopes postou no YouTube um vídeo contando sua versão do causo. Ela estava voltando de uma gravação com cavalos em um set distante e poeirento, chegou em cima da hora para o Grammy e a única opção de vestido chiquérrimo disponível era essa, com estampa de folhagem. 

Ela até usou fita dupla face para fixar o decote nos seios e não acabar mostrando demais sem querer. Quando subiu no palco com o ator David Duchovny, ele não resistiu e fez uma gracinha: “essa é a primeira vez em cinco ou seis anos que eu tenho certeza de que ninguém está olhando para mim.” 

No dia seguinte, JLo foi capa do L.A. Times sem ter ganhado nenhum prêmio e o guitarrista mexicano Carlos Santana, que faturou oito Grammys naquela noite pelas canções do álbum Supernatural, ficou só com uma notinha de rodapé. 

Só de brincadeira, o Google fez um cartãozinho de visitas para a atriz: Jennifer Lopez, Chief Inspiration Officer, CIO (algo como diretora de inspiração, em vez de CEO, que é diretor executivo).

Assim, o Google Imagens entra para a lista de coisas inventadas por motivos realmente nonsense. É o caso dos sucrilhos, ideia de John Harvey Kellogg, um puritano radical que queria abolir a masturbação e acabou revolucionando o café da manhã (conheça a história nesta reportagem da SUPER).

Veja também

Também é o caso da Coca-Cola, criação de um farmacêutico veterano da Guerra Civil Americana viciado em morfina. Ele bolou o drink com uma pequena dose de anestésicos opioides para servir como uma espécie de cigarro eletrônico ou chiclete de nicotina, que o ajudasse a largar a droga. Se deu certo para a saúde dele, ninguém sabe. Mas o bolso agradeceu.


Como o decote de Jennifer Lopez inventou o Google Imagens Publicado primeiro em https://super.abril.com.br/feed

Um sintoma diferente da esclerose múltipla: o desemprego

Tão importante quanto investir em pesquisas para aprimorar o tratamento de doenças potencialmente incapacitantes, como a esclerose múltipla, é se certificar de que seus portadores estejam bem inseridos na sociedade. Isso vai desde garantir a distribuição dos medicamentos até fazer ajustes no mercado de trabalho.

Esse último quesito, inclusive, foi tema de uma pesquisa brasileira feita em uma parceria da associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O estudo realizado com 804 pacientes já foi citado em um dos episódios do Detetives da SAÚDE, o nosso podcast. Ele mostra que a taxa de desemprego dos pacientes quase dobra após o diagnóstico da doença, indo de 23% para 41%.

Para comentar essa pesquisa e suas repercussões no 30 de agosto, data em que se comemora o Dia Nacional da Esclerose, SAÚDE conversou com o neurologista Denis Bernardi Bichuetti, professor da Unifesp que participou da investigação:

SAÚDE: o que achou do resultado do estudo?

Denis Bernardi Bichuetti: eu considero um resultado bem real. Digo real, porque ele coloca em números muito do que escutamos dos pacientes, ou seja, que a manutenção de uma atividade remunerada é prejudicada nas pessoas com esclerose múltipla. 40% estão desocupados. Isso é muito mais que a média geral de 12% a 14% de desocupação do mesmo período [2017], segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As principais conclusões são que a demora no diagnóstico e o tempo de doença têm associação com não estar ocupado. Minha leitura é que, quanto mais o diagnóstico atrasa, maior é a demora para iniciar tratamento, e que quem convive com esclerose múltipla há mais tempo não teve acesso aos medicamentos atuais — situações associadas com maior incapacidade neurológica. Mas essa é minha interpretação. A pesquisa relata apenas os números, não as causas.

Houve algum avanço do período em que a pesquisa foi realizada até hoje?

Não acredito que tenha mudado. Outro trabalho semelhante, da Gisela Kobelt [membro da Associação Europeia de Economia da Saúde] sobre o custo da doença, realizado no mesmo período por uma colaboração internacional, mostrou dados semelhantes.

O que explica o aumento do desemprego entre portadores de esclerose múltipla ao longo do tratamento?

Nossa pesquisa não captou diretamente essa resposta. Mas, ao escutar e conviver com os pacientes, visualizo três cenários. O primeiro é aquele indivíduo sem incapacidade nenhuma, mas que acaba perdendo a ocupação porque tem que ir no médico, sair para fazer exames, buscar seu medicamento no SUS. Ele está 100%, mas precisa de adaptações no dia a dia. Então, o empregador acaba o enxergando como um doente crônico e o dispensa.

O segundo caso é o da pessoa que tem uma incapacidade mínima, mas que poderia trabalhar com algumas adaptações de jornada. Estou falando de ajustes de ambiente para fadiga, home office, flexibilidade de prazos.

Esse paciente acaba sendo taxado de preguiçoso e de inválido, especialmente se sofrer de deficiências não aparentes, como fadiga, formigamentos e alteração visual. A falta de compreensão na adaptação do ambiente e flexibilidade de jornada impactam muito aqui.

E, por fim, temos aquele indivíduo que, infelizmente, possui uma incapacidade moderada a grave. Salvo exceções e grandes adaptações, ele acaba saindo do mercado de trabalho pelas limitações da enfermidade.

Juntando os pontos acima com a falta de conhecimento sobre a doença, a incompreensão por parte do empregador e especialmente o fato do diagnóstico de esclerose múltipla não garantir a entrada em uma vaga de cota de deficiente, a manutenção produtiva dessas pessoas fica comprometida.

Como esse estudo pode ajudar?

Acho que não há impacto direto, mas ele servirá como base para se discutir políticas públicas e privadas, assim como o trabalho da Gisela Kobelt. Ambos mostram o impacto social da esclerose múltipla e seu crescente custo direto e indireto se não tratada adequadamente.

Os dados de empregabilidade, em especial, podem ser usados para criação de políticas de inclusão e reconhecimento da doença como uma deficiência.

O que deve ser feito para reverter esse cenário no mercado de trabalho?

É uma pergunta difícil. Meu sonho, como médico, é que a abertura desses dados gere uma discussão de inclusão no mercado de trabalho de pessoas com deficiências não aparentes, assim como uma compreensão e permissibilidade de flexibilização por aqueles que já estão com alguma dificuldade, mas também têm vontade e garra de entregar um bom resultado.

Já é provado em outros países que a inclusão de pacientes no mercado de trabalho melhora diretamente sua qualidade de vida, e isso, consequentemente, se traduzirá em maior satisfação pessoal e melhor adesão a tratamentos. Ou seja: uma pessoa com mais saúde e menos uso de recursos sociais.

Infelizmente, eu não consigo resolver isso com uma receita médica escrita: “para uso diário em 5 dias na semana: atividade laborativa com jornada reduzida de 6 horas diárias, uma folga mensal para buscar remédio na farmácia de alto custo, uma folga mensal para consulta médica, sala com ar condicionado para minimizar fadiga e compreensão de colegas e chefia”.

Cabe, sim, um melhor olhar por parte da sociedade, empresas e, especialmente, políticos. Precisamos enxergar as pessoas como doenças raras como parte da sociedade, e não como uma exceção.


Um sintoma diferente da esclerose múltipla: o desemprego Publicado primeiro em https://saude.abril.com.br

O retrato das doenças inflamatórias intestinais no Brasil

O brasileiro demora incríveis 62 meses, ou mais de cinco anos, para receber o diagnóstico correto de uma crise crônica e debilitante no trato digestivo. Esse é um dos achados de uma pesquisa realizada no Centro de Doença Inflamatória Intestinal, clínica privada situada em Campo Grande.

“Nós montamos um banco com informações de 329 pacientes colhidas entre 2003 e 2017”, conta a gastroenterologista Didia Cury, líder da investigação.

A doença de Crohn atinge 4,4% dos indivíduos analisados, enquanto a retocolite ulcerativa é o quadro encontrado nos 35,6% restantes. O público feminino é maioria entre os acometidos. “Esses dados nos ajudam a entender o cenário e planejar ações de detecção precoce efetivas”, defende Didia, hoje em Harvard, nos Estados Unidos.

Saiba mais sobre as doenças citadas na pesquisa

Doença de Crohn: essa inflamação dá as caras em qualquer parte do tubo digestivo — da boca até o ânus. Entre suas características estão diarreia, dor abdominal, febre, perda de peso e enfraquecimento.

Retocolite ulcerativa: a condição se restringe ao final do intestino grosso e ao reto. Os sintomas são bem parecidos com os listados acima. Quem é acometido por ela também pode apresentar hemorragias e urgência para evacuar.


O retrato das doenças inflamatórias intestinais no Brasil Publicado primeiro em https://saude.abril.com.br