segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Descoberta a origem de cabeça misteriosa de múmia

Uma casa na cidade inglesa de Kent guardava uma surpresa arqueológica: a cabeça decapitada de uma múmia egípcia. Após a morte do proprietário, a casa estava sendo esvaziada quando a cabeça foi achada no sótão. Ela foi submetida a uma tomografia computadorizada por pesquisadores de uma universidade inglesa, que deduziram pertencer a uma mulher que viveu há pelo menos 2 mil anos.

“Durante os tempos vitorianos, itens como este costumavam ser trazidos do Egito como lembranças e podem muito bem ter passado de geração em geração para a pessoa que o possuía”, afirma James Elliott, professor de radiografia diagnóstica da Canterbury Christ Church University.

De acordo com relatos, a cabeça foi encontrada por um homem que a herdou de seu irmão. Acredita-se que o irmão a obteve de um tal “Dr. Coates” em algum momento do século passado, mas faltam detalhes a respeito. Ela foi doada à coleção do Canterbury Museums and Galleries.

“A varredura fornece uma enorme quantidade de informações. Tudo, desde status dentário, patologias, método de preservação, bem como estimativas de idade e sexo”, conta Elliott, que liderou a análise.

Os cientistas apontaram para um desgaste nos dentes; provavelmente causado pela dieta. A língua, porém, estava em boas condições.

O cérebro parece ter sido removido na mumificação e há um tubo de material desconhecido dentro de uma das narinas e do canal espinhal da múmia; os pesquisadores ainda não têm certeza se isso é de origem antiga ou recente.

A equipe planeja usar dados digitalizados para criar uma réplica tridimensional da cabeça e uma possível reconstrução facial. O avanço das tecnologias de tomografia computadorizada permite que os pesquisadores descubram mais detalhes sobre as antigas tradições egípcias.

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Varíola dos macacos: especialistas alertam para despreparo do Brasil

Recentemente, o Brasil ultrapassou mil casos confirmados de varíola dos macacos, doença transmitida pelo vírus monkeypox. Também foram confirmadas uma morte, de um homem imunossuprimido de 41 anos, e infecções em duas crianças. 

Além disso, em pelo menos quatro estados já há transmissão comunitária – quando não é possível identificar mais os “pacientes zero” da doença. São eles: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal.  

Enquanto os números devem continuar subindo rapidamente, nós estamos atrasados na tomada de medidas para conter o avanço do patógeno, de acordo com especialistas entrevistados. O primeiro registro da infecção foi feito em 9 de junho, e atualmente somos o oitavo país com mais notificações no mundo. 

“O cenário no Brasil é preocupante. Se a população não for devidamente orientada e os profissionais, treinados para o devido reconhecimento e isolamento precoce dos casos, a situação pode piorar nas próximas semanas”, alerta o infectologista Leonardo Weissmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). 

Repetição de erros

Quando a pandemia de Covid-19 chegou ao Brasil, até houve uma tentativa de resposta do Ministério da Saúde, mas ela acabou esbarrando na morosidade do governo federal e das movimentações políticas. Assim, testes, vacinas e medicamentos demoraram para chegar por aqui. 

+ Leia também: Especialistas dão notas sobre a resposta do Brasil ao coronavírus

A comunicação sobre prevenção de contágio e treinamento de profissionais de saúde também falhou. Não à toa, estima-se que até 400 mil mortes seriam evitadas, caso tivéssemos respondido adequadamente ao surgimento do coronavírus. 

“Estamos cometendo os mesmos erros, porque o governo adotou uma conduta expectante, na esperança de que o surto pudesse ser controlado na Europa. Mas a gente já sabia que, no mundo globalizado que vivemos, seria uma questão de tempo para a doença chegar aqui”, aponta a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes). 

O que é preciso fazer agora 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a varíola dos macacos uma emergência de saúde pública global. Não é a mesma coisa que uma declaração de pandemia, mas é quase isso. A medida é considerada importante, pois norteia a ação dos países. 

Só que as autoridades locais também precisam tomar atitudes semelhantes. “Espero que em breve o Brasil declare a Emergência de Saúde Pública de Interesse Nacional (ESPIN), uma legislação sanitária que facilite a contratação de pessoas, o estabelecimento de uma rede diagnóstica e a compra de vacinas e medicamentos”, aponta Ethel.

“Enquanto outros países já iniciaram a vacinação e possuem antivirais reposicionados para casos mais graves, não temos nada disso”, continua a epidemiologista. “Muitas pessoas julgam o decreto como mais uma burocracia, mas deveríamos ver como algo positivo, pois significa mais agilidade para controlar a doença”. 

Entre as ações a serem priorizadas, além da busca por vacinas, estão a vigilância de casos suspeitos, ampliação da testagem, orientação da população e isolamento precoce de casos confirmados para quebrar a cadeia de transmissão de vírus, elenca Weissmann. Ou seja, um esquema parecido ao que deveria ter ocorrido com o coronavírus. 

+ Leia também: De varíola dos macacos a Covid-19: vivemos a era das pandemias?

Depois de desmanchar a sala de situação para varíola dos macacos (que foi instalada no fim de maio), o Ministério da Saúde anunciou recentemente um comitê de emergência com técnicos de diversas áreas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também criou seu próprio comitê, para avaliar remédios e imunizantes. 

“Além disso, é necessário investimento em pesquisa para entender o vírus e suas manifestações, e, no melhor dos casos, produzir vacinas aqui, nas instituições que já têm competência técnica para isso, como o Instituto Butantan e a Fiocruz”, aponta Ethel. 

O nome precisa mudar

Outro ponto importante é rever o nome da enfermidade, que pode levar a atos violentos contra os macacos e estigmatizar os infectados. Para os especialistas, a OMS errou em declarar o estado de emergência sem pensar nisso, contrariando sua própria recomendação de não associar doenças a lugares ou espécies específicas. 

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“Macacos não têm nada a ver com isso, apenas podem ser vítimas como nós”, aponta Ethel. Contudo, ainda não há substitutos para o nome. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto isso, sugere usar o uso do nome do vírus, monkeypox, derivado da palavra em inglês para o mesmo animal. 

Pode até dar uma disfarçada, mas não resolve o problema. De qualquer modo, fica o alerta: devemos deixar os macacos em paz. É bom lembrar que os principais vetores dessa doença, na verdade, são os roedores, e que o surto atual envolve humanos, não animais. 

+ Leia também: Varíola dos macacos? Cada macaco no seu galho!

Quando devemos ter vacinas e medicamentos? 

Lá fora, antivirais estudados contra a varíola tradicional, como o tecovirimat, estão sendo recomendados para pessoas em maior risco de quadros severos, como os indivíduos imunocomprometidos. 

Mas, como aprendemos na pandemia de Covid-19, eles devem passar por mais testes antes de serem utilizados em larga escala. 

Sobre as vacinas, atualmente há duas fórmulas disponíveis. Uma norte-americana, a ACAM2000, para a varíola tradicional, licenciada em 2007, e outra de 2019, produzida por uma indústria farmacêutica dinamarquesa e aprovada na União Europeia, Canadá e Estados Unidos.

Essa segunda, chamada de Jynneos nos EUA, também foi originalmente pensada para a varíola, mas sua formulação, considerada mais segura, fez com que ela recebesse a aprovação específica para a varíola dos macacos. 

O Ministério da Saúde anunciou recentemente que tem previsão de receber 50 mil doses deste imunizante a partir de setembro, por meio da Organização Panamericana de Saúde (Opas). A pasta também anunciou que pretende adquirir o tecovirimat, ainda sem informações sobre quantidades e prazo de entrega.

Doses contra a varíola tradicional poderiam oferecer proteção cruzada, como parece acontecer em quem foi vacinado no passado. O problema é que nenhuma dessas vacinas está amplamente disponível e a capacidade de fabricação é pequena. “Não se sabe quando poderão chegar aqui”, lamenta Weismann. 

Como são vacinas de vírus vivo atenuado, a aplicação em massa não é recomendada. “Elas deverão ser usadas somente em profissionais de saúde em alto risco de exposição e indivíduos que tiveram contato físico direto com material contaminado e são suscetíveis a ter versões graves da doença”, explica o infectologista. 

Proteção das populações em maior risco 

Até agora, a varíola dos macacos tem acometido mais homens jovens que fazem sexo com outros homens,  que são geralmente saudáveis. Portanto, poucas mortes ou complicações foram registradas. 

Mas, como toda infecção, é questão de tempo para que a doença passe a circular entre outros grupos. Com base na experiência africana, sabe-se que o vírus, ao atingir gestantes, pode levar a abortos espontâneos, por exemplo. 

A primeira morte no Brasil também chama a atenção para a necessidade de resguardar os imunocomprometidos, seja por doenças ou tratamentos, como o câncer. “Além de vaciná-los, caso seja necessário, a sociedade precisa ser orientada a procurar o serviço de saúde se surgir uma lesão de pele parecida com uma espinha com pus”, ensina Ethel. 

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Enquanto esperamos os desdobramentos e avanços tecnológicos, diagnosticar e isolar rapidamente os casos é a ação mais efetiva a ser tomada. 

Do ponto de vista da prevenção individual, Weissmann elenca algumas orientações que diminuem o risco de contágio. Complementamos a lista com recomendações divulgadas recentemente pela SBI e pela Sociedade Brasileira de Urologia: 

  • Pessoas com monkeypox apresentando lesões ativas devem permanecer em isolamento 
  • Indivíduos que tiveram contato com casos suspeitos precisam manter vigilância ativa e se isolar caso surjam sintomas suspeitos 
  • Evitar relações sexuais ou contatos próximos com pessoas com lesões ativas 
  • Indivíduos com a doença não devem compartilhar objetos (copos, talheres, roupas de cama, toalhas) 
  • Limpar e desinfetar superfícies frequentemente tocadas, além de lavar com frequência as mãos 
  • Usar máscara cirúrgica ao se aproximar de alguém com lesões – que, por sua vez, também deve usar máscaras 
  • Evitar aglomerações, pois são ambientes mais suscetíveis ao contato físico próximo 
  • Reduzir o número de parceiros sexuais nesse momento
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Hortaliças cresceram em solo semelhante ao de asteroides

E se astronautas fizessem pit stop em asteroides com plantações de hortaliças? Parece ficção científica, mas alguns pesquisadores trabalham para que esse cenário se torne realidade no futuro.

Em um experimento, alface, rabanete e pimentas cresceram em misturas de turfa e um material que imita fragmentos de rocha e solo de um tipo de asteroide que contém fósforo e potássio em sua superfície – nutrientes que poderiam favorecer o desenvolvimento das plantas.

Esse é um dos estudos que nascem de um problema sobre a dieta dos astronautas. Ela geralmente consiste em alimentos desidratados e de preparação rápida, porque não é possível levar alimentos frescos (que demandam conservação adequada, com refrigeradores) para o espaço.

Isso não só significa refeições pouco interessantes e nutritivas, mas também dificulta missões de longo prazo – porque, claro, passar muito tempo no espaço demandaria carregar muitos suprimentos. Então a agricultura espacial pode ser o próximo passo em direção à sustentabilidade no espaço, como escrevem os pesquisadores do novo estudo, publicado no Planetary Science Journal.

Como foi o estudo

O experimento aconteceu na Universidade de Dakota do Norte, nos Estados Unidos. O pesquisador Steven Russell escolheu vegetais já cultivados a bordo da Estação Espacial Internacional e comparou como as plantas cresciam em diferentes misturas de solo falso de asteroide e turfa, com simuladores de microgravidade.

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Russell e seus colegas perceberam que, em misturas com diferentes concentrações de turfa, as plantas cresceram. Ela impediria uma compactação excessiva do solo e melhoraria a retenção de água. Por outro lado, os vegetais não vingaram em vasos que continham apenas o solo de asteroide.

“Mais investigações são necessárias para determinar estratégias de mitigação para tornar o regolito do asteroide um solo mais propício”, escrevem os pesquisadores. 

Fieber-Beyer, cientista da universidade que participou do estudo, pretende cultivar sementes de ervilhaca no solo falso de asteroide, deixar as plantas se decomporem e depois misturar a matéria orgânica. 

Ela espera que isso impeça que o solo se compacte além da conta para próximos cultivos experimentais. Além disso, as sementes são mais leves do que a turfa e poderiam ser transportadas mais facilmente para o espaço.

“Se nosso objetivo é estabelecer uma presença de longo prazo no espaço, não podemos fazer isso a menos que tenhamos comida”, disse a cientista em comunicado. Estabelecendo terrários em asteroides, robôs poderiam assumir a manutenção das “fazendas autossustentáveis”.

Parece uma ideia maluca, mas a mineração espacial e o estabelecimento de postos de combustível no espaço – que têm experimentos e projetos em andamento – também pareciam. Nem o céu é o limite.

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O que é creatina e para que serve esse suplemento famoso em academias

A creatina é, a princípio, um conjunto de aminoácidos produzidos pelo próprio organismo. Mas, concentrada e em forma de suplemento, ela serve para aumentar a capacidade e o tônus muscular. O produto é muito popular em academias por potencializar os resultados dos treinos, mas, na Medicina, é usado para frear a perda muscular (ou a sarcopenia), principalmente em idosos e indivíduos na UTI.

Conversamos com nutricionistas para entender quais os benefícios da creatina, como tomar o suplemento e, principalmente, quais os cuidados necessários.

O que é a creatina e para que serve

É uma substância composta por três aminoácidos, a glicina, a arginina e a metionina, presente nos músculos e no cérebro. Ela é produzida naturalmente pelo organismo e obtida também pelo consumo de carnes e peixes. 

Como suplemento alimentar, ela é conhecida por melhorar a força muscular. Até por isso é empregada contra a sarcopenia (perda de massa muscular), comum em idosos, e pessoas acamadas ou em recuperação pós-internação.

“Um nutricionista precisa avaliar diversos fatores antes de prescrever o suplemento e indicar a dosagem correta”, alerta o nutricionista Thiago Monteiro, do Rio de Janeiro.

Qualquer excesso de suplemento pode fazer mal. No caso da creatina, o mau uso e o exagero sobrecarregam os rins. Isso é mais preocupante a quem possui histórico de doenças renais.

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“Quem é saudável e consome dentro da prescrição indicada por um profissional não corre esse risco”, aponta Monteiro.

Os benefícios da creatina em idosos são pouco explorados na visão de Luciane Osse, nutróloga do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. A substância ficou famosa nas academias, mas seu potencial vai além desses espaços.

“A massa muscular está atrelada a uma melhor qualidade de vida e à capacidade de exercermos as atividades do dia a dia. É importante olhar para o músculo e cuidar dele em todas as fases da vida”, defende a profissional.

Como tomar creatina e cuidados

Existe uma dose padrão do suplemento: 3 gramas diárias para mulher e 5 gramas para o homem. Mas atenção: só um especialista sabe quanto de suplemento é necessário para cada objetivo – que vai de quem faz um treino intenso de academia até um atleta olímpico, passando por um sujeito acamado no hospital.

E sempre que há um consumo de proteína, o corpo vai precisar de água para absorvê-la. A hidratação, portanto, deve andar lado a lado com a suplementação de creatina, até para evitar uma sobrecarga aos rins, onde a substância é metabolizada. A prescrição em idosos é ainda mais individualizada.

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+ Leia também: Os efeitos do colágeno e quando realmente vale suplementar

Aliás, o que há de indicação errada sobre o consumo de creatina…  “Não é para pensar em ingeri-la antes ou depois do treino. Trata-se de um suplemento diário que começará a fazer efeito no organismo após 20 a 30 dias”, explica Monteiro. “Doses extras nos primeiros dias também são outra prática disseminada, mas não trazem efeito nenhum”, completa o profissional.

Tipos de creatina

Estão à venda a creatina monohidratada e a micronizada. “A micronizada é quebrada em partículas menores com a ideia de ser mais rapidamente absorvida pelo organismo. Mas isso não faz diferença nos resultados observados”, explica o nutricionista.

Com isso, a monohidratada é vendida por preços mais acessíveis e acaba sendo a mais indicada pelos profissionais de saúde.

Creatina engorda?

Não, a substância não provoca ganho de peso por si só. Mas, claro, seu consumo em conjunto com treinos na academia estimulam o ganho de massa muscular, que também pesa no corpo. “Os músculos ainda precisam de água para funcionar, e a tendência é que se retenha mais líquido ao consumir a creatina”, alerta Monteiro.

Ou seja, o ponteiro balança até pode subir, mas por um acúmulo de músculo e água – não de gordura.

Creatina nos hospitais e UTIs

“Estamos levando alguns benefícios da medicina esportiva para dentro do hospital”, conta Luciane. Pessoas que passam muito tempo internadas se beneficiam da creatina para manter um mínimo de força muscular.

“Principalmente nesse período de pandemia da Covid, foi comum ver pessoas que entravam andando nos hospitais e saiam de cadeira de rodas pela perda de massa muscular”, lembra a nutróloga.

+ Leia também: Como recuperar os músculos perdidos por causa da Covid-19?

Na UTI, cerca de 60% dos pacientes apresante essa perda de força muscular, segundo Luciane.

Justiça seja feita, a preservação dos músculos durante uma internação é feita por diferentes exercícios e estratégias adotadas por profissionais de saúde, como fisioterapeutas e educadores físicos. Mas a suplementação, que às vezes inclui a creatina, pode ajudar.

“Avaliamos as condições musculares desses pacientes por exames clínicos e também tiramos proveito de exames de imagem feitos ao longo da internação”, conta a nutróloga. A partir daí uma estratégia é definida, que pode (ou não) envolver a creatina.

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Conexão: opinião e novidades no ecossistema de VEJA SAÚDE

Qual é o maior desafio da menopausa?

A bola ficou dividida entre as respostas das nossas leitoras e internautas. Ainda assim, as ondas de calor estão na dianteira

A reportagem de capa de junho dedicada à menopausa causou alvoroço em nossa audiência. Fomos elogiados por trazer o tema à tona — e muita gente aproveitou para pedir mais estudos e soluções para as questões típicas dessa fase.

Pudera! Não são poucas as mudanças físicas e psíquicas que acompanham o processo de queda dos hormônios femininos. Na visão das nossas leitoras, o desafio proeminente é representado pelas ondas de calor — com quase 30% das respostas.

Mas outros perrengues estão na cola dos fogachos, caso de mudanças de humor, ganho de peso e secura vaginal. Como mostramos na matéria, nenhuma mulher precisa sofrer com isso calada no seu canto.

O avanço na compreensão da menopausa oferece hoje um cardápio de medidas e medicações que ajudam a conviver melhor com eventuais obstáculos dessa etapa da vida. Tem dúvidas ou não está se sentindo legal? Converse com seu ginecologista.

<span class="hidden">–</span>Foto: Deborah Maxx/SAÚDE é Vital
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Palavra do leitor

Quero cumprimentar VEJA SAÚDE pela sensibilidade de dar destaque a um tema tão relevante e complexo na vida de tantas mulheres. A menopausa não é fácil, mas, com informação, fica mais tranquila atravessá-la.
Clarice Fernandes, por e-mail

Além dos sintomas, muitas mulheres ainda precisam enfrentar a falta de compreensão geral e a ignorância [sobre a menopausa]. E o pior é quando há cobranças, seja no trabalho, seja na família, para manter a mesma produtividade. Viva o psiquiatra, que salva aquelas que não podem fazer reposição hormonal e possuem todos os sintomas da menopausa.
Claudia Ascoli, via Facebook

A ciência é lenta, mas é o caminho racional para descobertas futuras capazes de curar tantas patologias e prolongar a vida na Terra.
José Sérgio da Silva, via Facebook

Estamos no Brasil há anos-luz de distância do tratamento adequado do Alzheimer. Pelo SUS, então, nem se fala. Não há acompanhamento de órgãos de saúde e assistência social. Tanto pacientes quanto cuidadores ficam à mercê da boa vontade.
@felopesp, via Instagram

Os colunistas do site na sua revista

Estreamos nesta edição um novo espaço destinado a colunistas e colaboradores de VEJA SAÚDE. Sabendo do sucesso que eles fazem no portal, nada mais justo do que convidá-los para escrever textos inéditos nestas páginas.

O primeiro blog a marcar terreno na revista é o Guenta, Coração, conduzido junto a profissionais da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) — duas especialistas contam como a espiritualidade é vista na prática médica hoje à luz dos estudos. Aproveitando: se o leitor da revista ainda não conhece, fica a dica de acompanhar os artigos dos colunistas no nosso site.

Buscador de remédios

O site de VEJA SAÚDE conta com um buscador de medicamentos, ferramenta concebida pela Farmaindex que permite procurar e comparar opções fornecidas pelas principais redes de farmácia do Brasil. É bem simples de usar: basta digitar o nome da marca ou do princípio ativo do remédio. Você será direcionado para uma página com os produtos disponíveis, com seus respectivos preços.

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Câncer metastático: uma vida com mais qualidade

As mortes da produtora e empresária Patrícia Perissinotto Kisser (esposa de Andreas Kisser, da banda de heavy metal Sepultura), da apresentadora inglesa Deborah James e do ator Chadwick Boseman (que interpretou o Pantera Negra) reacenderam o debate sobre o tratamento do câncer em estágios avançados, que pode ajudar ganhar mais tempo e qualidade de vida. Essas três pessoas possuíam tumores de cólon, que tem origem na mucosa que reveste o intestino. 

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No de Deborah James, sua luta de seis anos contra o câncer foi mostrada através das redes sociais e de um podcast (“You, Me and The Big C”, na rede BBC). Ela morreu em junho deste ano, após comover fãs com o anúncio em maio de que havia interrompido o tratamento ativo contra o câncer, e passaria a receber cuidados paliativos em casa. 

O câncer colorretal (que nasce no intestino grosso) corresponde ao segundo mais frequente em homens e mulheres no Brasil, perdendo apenas para próstata e mama, respectivamente.

Em pessoas jovens (Patrícia Kisser tinha 52 anos, Chadwick Boseman, 43, Debora James, 40), a detecção precoce aumenta a probabilidade de cura. Mas, infelizmente, aproximadamente 30% dos casos são diagnosticados já com doença metastática – ou seja, quando o tumor se espalhou. Só um adendo aqui: mesmo quando flagrado em estágios precoces, o câncer ainda pode “voltar” e se tornar metastático.

Embora alguns pacientes com metástases possam ser curados, a maioria é tratada com intuito de aumentar o tempo e a qualidade de vida. Hoje, eles podem viver anos com a doença – mas, para tanto, necessitam de tratamento crônico. Tal tratamento pode envolver, dependendo do caso, quimioterapia endovenosa e oral, anticorpos monoclonais, terapias alvo-moleculares, imunoterapia, radioterapia, terapias ablativas, tratamentos intra-arteriais e cirurgia. Tudo depende do volume de doença no corpo, da idade e da condição de saúde, da avaliação genética do tumor e, claro, da disponibilidade das tecnologias. 

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Neste cenário, é comum que a pessoa receba diversas etapas de tratamento – afinal, as células tumorais vão adquirindo resistência a um determinado medicamento, fazendo com que o oncologista precise trocar a estratégia. E, quanto mais estratégias existirem, maior o benefício para o paciente.

+Leia também: População negra sofre com acesso desigual ao tratamento do câncer

Infelizmente, o Brasil é relativamente lento na incorporação de novos medicamentos e tecnologias, especialmente no cenário em que pacientes já falharam a esquemas anteriores. Apesar disso, recentemente conseguimos incluir novas drogas no rol da ANS (disponíveis para quem possui seguro de saúde). 

Existem cada vez mais opções no tratamento – nem sempre curativo – do câncer colorretal. Diante disso, é nosso dever lutarmos para que o Brasil possa aprovar e tornar disponível a todos o que há de melhor.

*Renata D’Alpino Peixoto é oncologista clínica especialista em tumores gastrointestinais e neuroendócrinos. 

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Como são calculadas as calorias de um alimento?

O valor calórico da comida é, literalmente, a quantidade de calor (ou energia) gerada por ela. O teor dos alimentos é contado em quilocalorias (kcal). Portanto, a cada 1 000 cal, temos 1 kcal.

Mas você sabe como se descobre esse número? Descubra a seguir:

1. Bota na panela

O jeito clássico — e já nem tão usado hoje em dia — de determinar as calorias de um alimento é usar um equipamento chamado calorímetro. Tudo começa inserindo o item em questão dentro de uma câmara selada, fechando o compartimento e inundando os arredores com água.

2. Pega fogo

Essa câmara recebe oxigênio numa quantidade superior à atmosférica, e um fio de ignição, conectado a uma rede elétrica, promove um curto-circuito para queimar o alimento. O calor gerado pela combustão aquece a água ao redor. E esse aquecimento é medido por um termômetro.

3. Sai calor

Uma caloria é a energia necessária para aquecer 1 grau de temperatura em 1 grama de água. Por exemplo, se a água aqueceu 20 graus, o item contém 20 calorias. A medida é um pouco limitada, pois considera todo o calor gerado, e nem tudo é consumido pelo organismo.

<span class="hidden">–</span>Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital

Como é feito na prática

<span class="hidden">–</span>Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital

Caloria não é tudo

Essa é uma máxima famosa no mundo da nutrição — e faz todo o sentido.

O número é importante, especialmente num programa de emagrecimento, que vai obedecer à regra de gastar mais e consumir menos energia. Mas cada caloria é uma caloria.

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+ Leia também: O que a contagem de calorias pode esconder

Vejamos o pão integral e o pão branco: ambos têm uma quantidade similar delas, mas o primeiro traz mais fibras, que desaceleram a digestão e ainda promovem benefícios à saúde.

É por isso que refrigerante, salgadinho e outros ultraprocessados são considerados fontes de “calorias vazias”. Eles trazem calorias — e mais nada!

As necessidades calóricas individuais

Só vale um aviso: Não corte calorias por conta própria! Isso pode levar a problemas de saúde. Busque orientação profissional.

<span class="hidden">–</span>Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital

Como o corpo gasta calorias?

<span class="hidden">–</span>Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital
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Lista calórica

<span class="hidden">–</span>Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital

Fontes: Andrea Esquivel, nutricionista do Centro de Diagnósticos em Gastroenterologia (Cedig), em São Paulo; Sabrina Theil, nutricionista pós-graduada em nutrição funcional pela VP Consultoria; Sueli Regina Baggio e Sílvia Moura, nutricionistas do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas (SP)

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