quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Conheça “The Line”, a futura cidade saudita em forma de edifício de 170 km

O governo da Arábia Saudita revelou, em 2021, planos para construir uma cidade do zero. Localizada no noroeste do país, o projeto da futura megalópole de Neom, com porte para ser um pequeno país, inclui aeroportos, uma cidade industrial, 6.500 hectares de plantações e o primeiro grande parque de esqui da Península Arábica.

Mas a estrutura mais grandiosa do projeto é, sem dúvida, “The Line” (A Linha, em inglês). A ideia é que seja uma longa e estreita cidade, composta por dois gigantescos arranha-céus paralelos, com 200 metros de largura, 500 metros de altura e 170 quilômetros de comprimento. Ela será mais de 100 metros mais alta que o Empire State e cruzará o território de Neom, próxima ao Mar Vermelho.

Próxima do canal de Suez, do Golfo de Ácaba e do Mar Vermelho, The Line estará perto de uma das principais rotas comerciais do mundo.Peter Hermes Furian/Shutterstock/Howstuffworks/Reprodução

O objetivo por trás de The Line é reduzir ao máximo o espaço ocupado por uma cidade. A página oficial dela no Twitter a compara à capital da Coreia do Sul, Seul. Enquanto os quase 10 milhões de habitantes da cidade sul coreana ocupam mais de 600 km², a estimativa para The Line é que 9 milhões de pessoas caibam nos 34 km² do megaedifício.


Se finalizada de acordo com os projetos, ela vai possibilitar que os moradores tenham acesso a todas as suas necessidades básicas com apenas caminhadas curtas: em cinco minutos você chegaria a mercados, áreas de lazer ou estruturas de saúde. Eles prometem que viajar de uma ponta a outra da cidade levaria apenas 20 minutos em trens de alta velocidade, que não emitiriam carbono. Nem haveria carros no lugar.

Esse tipo de arquitetura vertical tem a vantagem de economizar espaço.NEOM/Divulgação

A cidade também teria energia e água de forma 100% renovável. A água, aliás, viria da dessalinização do Mar Vermelho. Eles afirmam que o “ambiente será cuidadosamente criado para permitir um equilíbrio entre luz solar, sombra, e ventilação natural” a fim de manter um clima agradável durante todo o ano. Eles também planejam tornar áreas verdes uma parte essencial do lugar para, além de melhorar o ar da região, proporcionar mais conforto para quem mora ou passeia por The Line.


“Neom será um lugar para todas as pessoas de todo o mundo deixarem sua marca de maneiras criativas e inovadoras. Neom continua sendo um de nossos projetos mais importantes, e nosso compromisso de entregar The Line em nome da nação permanece resoluto”, atesta o príncipe saudita Mohammed bin Salman.

Prazos da construção ou detalhes mais específicos do projeto ainda não foram divulgados; contudo, é estimado que a primeira parte de The Line seja concluída em 2030, e os primeiros residentes já possam se mudar para lá.

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O impacto da nova rotulagem dos alimentos na saúde do coração

“Alto em açúcar adicionado”, “alto em gordura saturada” e “alto em sódio”: a partir de domingo, dia 9 de outubro, alertas sobre a quantidade desses três ingredientes (quando em excesso) figurarão em destaque nas embalagens dos alimentos.

A iniciativa faz parte de um programa de rotulagem nutricional da Anvisa, e visa dar mais transparência à composição dos produtos industrializados.

A indústria deverá explicitar esses avisos quando houver:

  • 15 gramas (ou mais) de açúcar adicionado em cada 100 gramas de alimentos sólidos e semissólidos
  • 7,5 gramas (ou mais) de açúcar adicionado por 100 mililitros de líquidos
  • 6 gramas (ou mais) de gordura saturada a cada 100 gramas de sólidos e semissólidos
  • 3 gramas (ou mais) de gordura saturada por 100 mililitros
  • 600 miligramas (ou mais) de sódio a cada 100 gramas de alimentos sólidos e semissólidos
  • 300 gramas (ou mais) de sódio por 100 mililitros em líquidos

A resolução estabelece que essas informações devem ser estampadas de modo padronizado, ao lado de uma ilustração de lupa, e aplicada na face frontal superior da embalagem – o objetivo é que “saltem aos olhos” do consumidor.

Dessa forma, ganhamos mais uma oportunidade de fazer escolhas sadias, respaldados por descritivos claros sobre o que nos faz bem ou mal.

Segundo pesquisas realizadas pela Anvisa, o padrão vigente até então não é eficaz porque gera dúvida a respeito dos componentes e não facilita a comparação entre produtos.

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O coração sai ganhando

A saúde cardiovascular é altamente impactada pelos hábitos alimentares. Por isso, a Socesp – Sociedade de Cardiologia do estado de São Paulo, por meio de seu Departamento de Nutrição, não só comemorou a decisão como se articulou para esclarecer as novas regras, destacando a importância dos rótulos em postagens em suas mídias sociais e em seu site. Acesse clicando aqui.

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A mobilização se justifica: os três ingredientes em questão, quando consumidos além das recomendações nutricionais, são inimigos do coração.
A ingestão de gorduras saturadas pode ter efeito direto no sistema cardiovascular, aumentando a concentração plasmática de LDL-c (o colesterol ruim).

Já o sódio está diretamente relacionado à hipertensão arterial. O açúcar, por sua vez, contribui para o excesso de peso – que configura um fator de risco cardíaco – e para o diabetes do tipo 2. Normalmente, o ingrediente é encontrado em alta concentração em sucos, refrigerantes, chocolates, biscoitos, entre outros.

Use a caixa de busca ou clique no índice para encontrar o verbete desejado:

Comer bem

Diante da importância da alimentação na saúde cardiovascular, o projeto “Diálogos com a Nutrição”, do Departamento de Nutrição da Socesp, oferece gratuitamente uma série de e-books com dicas sobre o que comer e o que é melhor evitar. O objeto é auxiliar no controle das cardiopatias.

Dietas como a do Mediterrâneo e a DASH são as mais recomendadas, pois incentivam o consumo de grãos integrais, frutas, hortaliças, carnes magras, produtos lácteos com menor teor de gorduras e oleaginosas.

Portanto, passar longe de fast foods e de outras lojas do gênero – onde a trilogia açúcar, gordura saturada e sódio inclusive é garantida – e priorizar as compras em feiras e hortifrútis – abusando de frutas, legumes, verduras, carnes magras, grãos e cereais – ajuda a carimbar o passaporte para uma vida longeva e saudável.

Ainda bem que, agora, os rótulos dos industrializados vão conversar mais abertamente com os consumidores e facilitar a manutenção dessa dieta equilibrada.

*Juliana Kato é nutricionista e diretora executiva do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

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quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Casos de monkeypox em cães: que cuidados devemos tomar?

A confirmação do diagnóstico de monkeypox (ou varíola símia) em dois cachorros cujos tutores também estavam doentes reforça o alerta sobre os cuidados de animais domésticos clinicamente suspeitos ou que tenham contato com pessoas contaminadas pelo vírus.

O primeiro caso confirmado ocorreu na França e foi publicado na revista científica The Lancet, evidenciando a possibilidade da transmissão do vírus dos humanos para os animais. O segundo caso ocorreu aqui no Brasil, em Minas Gerais, e foi confirmado pelo Ministério da Saúde no final de agosto.

A varíola símia é uma zoonose silvestre (doença transmitida por animais) que ocorria, geralmente, em regiões de florestas africanas causada pelo vírus monkeypox. Com o aumento da transmissão global, até o dia 12 de setembro, foram registrados mais de 58 mil casos da doença em humanos no mundo, sendo que mais de 6.000 deles estão no Brasil, segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde.

+ Leia também: Varíola dos macacos pode causar sintomas oculares

São Paulo é o estado com maior número de casos, seguido do Rio de Janeiro e Minas Gerais. No surto atual, a transmissão tem acontecido entre os humanos e, na maioria das vezes, após contato sexual.

No caso da contaminação do cachorro na França, a equipe de pesquisadores realizou o sequenciamento genético das amostras colhidas dos donos e do cão. E os resultados mostraram que os vírus eram idênticos, sem nenhuma mutação, o que praticamente confirma essa transmissão do monkeypox dos humanos para o animal.

Mas o que muda na prática após a confirmação dos casos em cachorros?

Segundo a médica Emy Akiyama Gouveia, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, esses casos só reforçam a mensagem de que a doença pode também atingir os pets, especialmente os mamíferos mais comuns, que é o caso de cães, gatos e pequenos roedores. E que os cuidados com esses animais de estimação devem ser os mesmos de como se houvesse uma outra pessoa doente em casa.

“Era só uma questão de tempo até termos a confirmação de casos em animais domésticos. Já se sabia dessa possibilidade de transmissão de monkeypox para os pets desde o início da epidemia, inclusive com alerta das vigilâncias epidemiológicas. A recomendação sempre foi de caso a pessoa confirmar o diagnóstico, tentar se isolar do seu pet para que ele não adquira o vírus”, afirmou Emy.

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Entre os cuidados a serem tomados para evitar a contaminação do animal:

  • Higienização frequente das mãos do tutor com água e sabonete;
  • Não deixar o cachorro ou gato entrar em contato com a roupa de cama (não dormir junto);
  • Evitar que os pets tenham contato com as crostas que podem estar no ambiente;
  • Não abraçar, beijar ou receber lambidas do pet nesse período de isolamento;
  • Manter o ambiente sempre limpo;
  • Não mandar o animalzinho para tomar banho no petshop enquanto houver alguém doente em casa para evitar a transmissão do vírus para outros animais;
  • Em caso de suspeita de contaminação do animal, avisar as autoridades de saúde e o médico veterinário para que os cuidados sejam tomados.

“O ideal seria fazer o isolamento desse animal. Mas, como sabemos que isso nem sempre é possível, basta reforçarmos os cuidados”, disse Emy.

Após a confirmação do caso em um cachorro no Brasil, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica onde orienta os cuidados que devem ser tomados quando houver suspeita de contaminação dos pets, considerando que milhões de brasileiros possuem animais de companhia.

A nota ressalta que não se deve higienizar os animais com produtos químicos (como álcool), nem sacrificar os bichinhos. Diz ainda que os dados são muito incipientes e que podem ser atualizados se houver alguma mudança nos procedimentos. Procurado, o Ministério da Saúde informou que não há mais casos confirmados em animais no país, nem casos suspeitos.

+ Leia também: Plano de saúde para os pets

“A mensagem mais importante é a de que não devemos abandonar os nossos animais de estimação e muito menos sacrificá-los por causa do monkeypox. É a mesma coisa que ocorreu na época da Covid-19. O cachorro pode ou não desenvolver sintomas, mas ele vai se curar e, pronto, resolveu o problema”, ressaltou a infectologista.

“Do ponto de vista da evolução clínica dos pets, como são poucos e raros os casos relatados até agora, ainda não se sabe o que poderá acontecer. Mas, muito provavelmente, houve outros casos que passaram despercebidos porque o animal se recuperou”, finalizou.

Esse texto foi publicado originalmente na Agência Einstein. 

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Nobel de Química 2022: o que é a “química do clique”?

Nesta quarta (5), os americanos Barry Sharpless e Carolyn Bertozzi e o dinamarquês Morten Meldal ganharam o Prêmio Nobel de Química 2022 – são 10 milhões de coroas suecas (R$ 4,8 milhões) para o trio dividir entre si. Eles criaram uma forma eficiente de desenvolver moléculas chamada “química do clique”.

Quem deu o pontapé inicial foi Barry Sharpless (que agora tem dois prêmios Nobel em seu currículo).

Lá em 2001, ele defendeu uma abordagem inovadora e minimalista para a química: parar de imitar moléculas complexas encontradas na natureza.

E por que ele pensou nisso? Porque construir tais moléculas envolve muitas etapas; uma sequência de reações químicas que não só significa mais trabalho como também cria subprodutos indesejados e leva à perda de material. Imagine que cada processo pode gerar uma sujeira – como as lascas de madeira que surgem quando você aponta um lápis –, e os químicos precisam mandá-la embora antes de continuar.

Sharpless encorajou seus colegas a trabalhar com moléculas simples e ligá-las por meio de átomos de nitrogênio ou oxigênio – em vez de gastar tempo e material imitando biomoléculas e tentando encaixar átomos de carbono. Os átomos de nitrogênio ou oxigênio seriam como peças de Lego que se encaixam perfeitamente, e poderiam ligar uma molécula à outra com mais eficiência. 

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Foi aí que o americano criou o conceito de química do clique, em que as reações ocorrem rapidamente e os pesquisadores conseguem evitar aqueles subprodutos indesejados. Depois, em 2002, ele e Morten Medal – trabalhando de forma independente – encontraram a reação de clique “ideal” entre dois grupos químicos: azidas e alcinos.

Eles descobriram que uma forma fácil de ligar duas moléculas diferentes era introduzir uma azida em uma molécula e um alcino na outra – almas gêmeas no mundo das peças de Lego. Para encaixá-las, os químicos só precisavam da ajuda do cobre, que serviria de catalisador da reação química – ou seja, poderia acelerar o processo.

Então, em 2004, Carolyn Bertozzi deu um passo além. Ela descobriu que o cobre poderia cair fora dessa equação se o alcino fosse forçado a formar uma estrutura química em forma de anel. Assim, as reações de clique poderiam funcionar dentro de organismos vivos, sem o material tóxico. Elas foram batizadas de reações bio-ortogonais.

A química do clique lançou as bases para uma forma funcional da química, em que uma variedade de moléculas é construída de forma rápida e eficiente – para a produção de medicamentos e materiais sintéticos, por exemplo. Já as reações bio-ortogonais são hoje usadas globalmente por pesquisadores para explorarem células e rastrearem processos biológicos.

Este ano, ainda serão entregues os prêmios Nobel de Literatura, da Paz e da Economia. Você pode entender as obras e descobertas por trás deles acompanhando nosso site. Na última segunda (3), o biólogo sueco Svante Pääbo ganhou o Nobel de Medicina. Já na última terça (4), John Clauser, Alain Aspect e Anton Zeilinger ganharam o Nobel de Física.

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Refluxo gastroesofágico: cirurgia é a solução?

Eu sou cirurgião do aparelho digestivo, tenho refluxo gastroesofágico que nunca operei e vivo há pelo menos quinze anos sem qualquer daqueles sintomas que quem tem o problema conhece bem: azia, queimação e dor na região do tórax.

Qual a minha receita? Uma dose de manutenção de um remédio que diminui a produção do ácido do estômago e algum cuidado para não abusar de alimentos que jogam a favor do refluxo.

O refluxo é uma espécie de trânsito na contramão do sistema digestivo. Sem acidentes no percurso, a trajetória normal é que a comida que ingerimos passe pelo esôfago e chegue até o estômago, cuja função é preparar o alimento para ser digerido e absorvido pelo nosso intestino.

Para isso, além dos movimentos de trituração, produz um ácido. O órgão tem um revestimento que impede que seja agredido por esse ácido. O esôfago não, por isso é afetado se acontece o trânsito na contramão.

Nós temos mecanismos funcionais e anatômicos que impedem que a acidez e o conteúdo do estômago retornem para o esôfago. Os dois órgãos estão em eixos diferentes, o que funciona como uma espécie de sifão, impedindo que o alimento volte na direção contrária.

O estômago está mais à esquerda e tem ligamentos que o unem ao diafragma, um grande músculo no meio do qual há um orifício chamado hiato por onde passa o esôfago. Em sua parte final, uma musculatura mais forte, o esfíncter, abre e fecha, permitindo a passagem da comida para o estômago e impedindo que ele volte.

O alargamento do hiato pode levar à hérnia, uma das principais causas do refluxo.

Quando algum desses mecanismos antirrefluxo não funciona adequadamente, surgem os sintomas. Os mais comuns são os gastrointestinais, como azia e queimação. Mas existem aqueles atípicos, quando o refluxo atinge a parte mais alta do esôfago: tosse, rouquidão, ardor/dor de garganta e até desgaste dos dentes.

Investigar a causa dos sintomas é fundamental, porque o refluxo pode ter como consequências inflamação (esofagite), úlcera ou estreitamento do esôfago e até câncer na região. A endoscopia permite identificar problemas desse tipo, e a radiografia com contraste pode comprovar a hérnia de hiato.

Em alguns casos podem ser recomendados exames mais sofisticados, como os que medem o PH do esôfago em 24 horas ou a motilidade (movimento de contração) desse órgão.

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+ LEIA TAMBÉM: É caso para cirurgia? O Dr. Sidney responde

Os sintomas comuns estão geralmente associados ao consumo de alimentos que acabam relaxando o esfíncter do esôfago, sendo que obesidade e tabagismo também contribuem para isso. Para que meus pacientes lembrem o que deve ser evitado, eu digo que é só pensar no almoço de domingo na casa da nonna ou da sogra.

Começa no aperitivo junto com algum petisco condimentado ou frito. Depois vem a lasanha com bastante molho de tomate e gordura, acompanhada de vinho. Em seguida, uma mousse de chocolate ou pudim de sobremesa e, por fim, o cafezinho. Logo depois de comer, a pessoa se instala no sofá para tirar uma soneca, e o efeito da gravidade completa a segunda parte do ritual pró-refluxo.

Mudanças comportamentais, como adotar novos hábitos alimentares, não deitar logo depois da refeição, assim como controlar o peso e parar de fumar, são mais que bem-vindas.

Para o tratamento, também podem ser indicados medicamentos inibidores da produção do ácido – e que, dependendo do caso, depois podem ser mantidos em doses menores de maneira permanente. Essas medicações são muito seguras. Notícias que circularam relacionando seu uso crônico com demência e câncer de estômago não passam de fake news baseadas em trabalhos sem qualquer rigor científico.

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O que norteia o tratamento do refluxo é a qualidade de vida e a ausência de esofagite. Se a abordagem clínica não apresentar bons resultados ou se houver alguma alteração funcional ou anatômica, como o estreitamento do esôfago, distúrbio de motilidade ou hérnia de hiato, a cirurgia pode ser indicada para corrigir o refluxo e criar uma nova conformação da arquitetura do estômago com o esôfago. Mas vale lembrar: mesmo essas alterações nem sempre exigem operação.

Existe um refluxo fisiológico, que todos nós temos algumas vezes ao longo das 24 horas do dia (em torno de 10% do tempo) e que não agride o esôfago. Também pode haver ocorrências episódicas, quando há exagero na comida ou na bebida.

Contudo, se os sintomas se repetem sempre, é preciso tratar adequadamente para evitar que o refluxo leve a complicações mais graves. E tratamento adequado, na maioria das vezes, passa longe da sala de cirurgia. Mas ela pode ser necessária em alguns casos. O que tem de prevalecer é a boa indicação médica visando à manutenção da qualidade de vida.

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Tumores são destruídos com ondas de som

A tecnologia de ultrassom é antiga, mas está se modernizando, e os avanços abrem uma possibilidade aventada por anos: usá-la com mais frequência como terapia.

É que as mesmas ondas que servem para enxergar o corpo também podem ser concentradas em pontos específicos para tratar, com precisão milimétrica, áreas com problemas. Inclusive o câncer.

Prova disso é um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que conseguiram destruir parcialmente células cancerosas em roedores e impedir sua volta por meio do estímulo do sistema imune. Tudo via ultrassom.

A pesquisa ainda é preliminar, ou seja, deve ser confirmada por testes com humanos. Mas abre um caminho promissor na oncologia.

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terça-feira, 4 de outubro de 2022

House of the Dragon: Um guia dos dragões que aparecem na série

Atenção: este texto contém spoilers do sétimo episódio de House of the Dragon

Não é qualquer um que consegue domar um dragão em Westeros. Esse privilégio é reservado às famílias originárias de Valíria, como os Targaryen e Velaryon – e, mesmo assim, não há dragões para todos os membros. Aemond Targaryen (filho do rei Viserys e irmão mais novo de Rhaenyra) sofre com constantes provocações dos primos justamente porque não sobrou nenhum dragão que ele possa montar.

Isso mudou no sétimo episódio de House of the Dragon. Com a morte de Laena Velaryon (ex-esposa de Daemon Targaryen), seu dragão Vhagar ficou livre para quem conseguisse dominá-lo. Após o velório de Laena, Aemond consegue voar em Vhagar – e, a partir de agora, o dragão é dele.

À medida que a tensão dentro da família Targaryen aumenta, as criaturas mitológicas devem assumir um papel cada vez mais relevante na série. Ainda está confuso com os dragões que aparecem na tela? Confira abaixo quem é de quem e qual é a história de cada animal.

Vhagar

Montador: Visenya Targaryen; Laena Velaryon; Aemond Targaryen

<span class="hidden">–</span>HBO Max/Reprodução

O protagonista do sétimo episódio é o maior dragão que aparece na série. Também é um dos mais velhos: durante os acontecimentos de House of the Dragon, Vhagar (que é fêmea), já tem 170 anos. 

Antes de Laena Velaryon, Vhagar foi montada por Visenya Targaryen, uma das irmãs e esposas de Aegon, o conquistador. Isso significa que Vhagar fez parte da conquista e unificação de Westeros, que passou a ser governado pelo Trono de Ferro e pela família Targaryen. Após a morte de Balerion, o dragão de Aegon I, a Vhagar se tornou a única criatura viva que participou da conquista.

Laena Velaryon foi a próxima montadora de Vhagar. Enquanto esteve casada com Daemon, os dois adoravam voar juntos. Enquanto passa por uma gravidez complicada, Laena pede que o dragão a queime usando a palavra mais famosa em alto valiriano: “Dracarys”.

Nos próximos episódios, veremos o príncipe Aemond Targaryen controlando Vhagar.

Caraxes

Montador: Aemon Targaryen; Daemon Targaryen

<span class="hidden">–</span>HBO Max/Reprodução

Esse dragão é conhecido por ter um pescoço longo, que lembra uma cobra. Caraxes tem metade do tamanho de Vhagar, mas compensa com ferocidade e agilidade. Também é famoso por sua cor vermelho-sangue.

Caraxes foi montado por Aemon Targaryen (tio do rei Viserys e príncipe Daemon, pai de Rhaenys) durante o reinado de Jaehaerys I. Aemon foi morto por piratas durante uma emboscada, e Daemon reivindicou o dragão do tio anos depois.

Syrax

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Montador: Rhaenyra Targaryen

<span class="hidden">–</span>HBO Max/Reprodução

O dragão (também fêmea) de escamas amarelas pertence a Rhaenyra. A princesa nomeou Syrax quando tinha sete anos de idade, e foi sua única montadora.

Syrax era menor que Vhagar e Caraxes. Ela não tinha o hábito de caçar, já que era mantida acorrentada e alimentada no fosso dos dragões Targaryen. A dragoa colocou algumas ninhadas de ovos ao longo da vida.

Vermax

Montador: Jacaerys Velaryon

<span class="hidden">–</span>HBO Max/Reprodução

Vermax é o dragão jovem que aparece no sexto episódio da série. O príncipe Jacaerys, primogênito de Rhaenyra, se prepara para montá-lo quando for mais velho. Por enquanto, ele está aprendendo a domá-lo e ensinar comandos básicos.

Seasmoke

Montador: Laenor Velaryon

<span class="hidden">–</span>HBO Max/Reprodução

Seasmoke é descrito como um dragão cinza que é o orgulho de Laenor Velaryon. Os Velaryon não são montadores de dragão por tradição, mas a mãe de Laenor e Laena (que monta Vhagar) é Targaryen, o que significa que ambos têm o sangue de montadores.

Meleys

Montador: Alyssa Targaryen; Rhaenys Targaryen

<span class="hidden">–</span>HBO Max/Reprodução

Meleys é conhecida como “A Rainha Vermelha”, graças à cor de suas escamas. Sua primeira domadora foi Alyssa Targaryen (mãe do rei Viserys e príncipe Daemon), durante o reinado de Jaehaerys I. Após a morte de Alyssa, a dragoa foi reivindicada por Rhaenys Targaryen. Está entre os dragões mais velhos da série.

À medida que os filhos de Rhaenyra Targaryen e Alicent Hightower crescem na série, podemos esperar ver mais dragões dando as caras em House of the Dragon.

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