quarta-feira, 30 de março de 2022

Como a tecnologia está humanizando a medicina

Há quem diga que as novas tecnologias estão esfriando as relações. Para essas pessoas o home office e as reuniões realizadas por videoconferência, entre outras situações, distanciaram os colaboradores. Pode até ser verdade, mas, quando se trata da saúde, as ferramentas e inovações estão transformando o relacionamento entre médico e paciente, e para muito melhor.

O teleatendimento, por exemplo, tornou essa interação menos formal e aproximou ambos os lados. Realizada no ambiente do próprio paciente, a consulta deixa a pessoa mais à vontade para se expor. Além disso, o recurso permite que o profissional possa entender a realidade daquele que está sendo atendido, compreender o contexto em que vive e sua realidade.

“Tudo isso colabora para estreitar o vínculo com o médico e a confiança nele. Podemos dizer que é o retorno do antigo médico de família, um profissional que acompanhava todo o histórico do paciente e conhecia suas queixas e problemas de longa data”, diz Andrey Abreu, gerente de sistemas da MV, empresa líder em desenvolvimento de softwares para o setor da saúde.

Andrey Abreu, gerente de sistemas da MV SaúdeDivulgação/Divulgação

Ele explica, ainda, que essa relação mais próxima impacta positivamente a medicina preventiva porque reduz as idas aos hospitais – muitas vezes desnecessárias e, pior, que oferecem risco de infecções e outros problemas.

“A tecnologia aproxima as pessoas em todo o mundo. A telefonia, por exemplo, proporcionou a maior inclusão social da história da humanidade. Acreditamos que os recursos digitais farão o mesmo ao conectar os locais mais distantes aos serviços e profissionais da saúde. No Brasil, um país com dimensões continentais e grandes dificuldades de acesso, eles se tornam ainda mais relevantes”, conta Paulo Magnus, CEO da MV, que ainda destaca a dificuldade das grandes fontes pagadoras em suportar os custos elevados com a saúde. “A tecnologia pode ajudar tanto a reduzir esses custos como a aumentar a expectativa de vida. Por isso, somos dedicados à transformação digital na saúde.”

Com quase 35 anos de mercado, a healthtech oferece tecnologias que facilitam a rotina de todo o sistema da saúde e, por meio de soluções digitais, facilita o dia a dia de médicos e pacientes.

“Na última década buscamos entender como outros países, como Estados Unidos e Israel, estavam olhando para as tecnologias e aproximando as pessoas no sistema de saúde e, a partir dessas constatações, fomos construindo e unificando as nossas plataformas”, explica Magnus.

Paulo Magnus, CEO da MV SaúdeDivulgação/Divulgação

Tecnologias a favor da saúde

Para oferecer soluções que promovam uma visão integral da saúde, tanto do lado do paciente quanto do lado do médico, a MV vem investindo em inovação e tecnologia de ponta.

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Magnus destaca o lançamento, em 2020, do Command Center, a central de monitoramento de hospitais e serviços de saúde 100% automatizada que consegue acompanhar todo o desenrolar das atividades dentro do serviço de saúde, desde o atendimento médico de um paciente na UTI até os processos relacionados ao faturamento e contabilidade. “É o Big Brother na assistência da saúde.”

A MV conta, ainda, com o Personal Health, um aplicativo voltado ao paciente que permite a inserção de dados como seus hábitos diários e sua pressão arterial, consultas e exames agendados e realizados, inclusive respectivos resultados.

Outra inovação da MV que vem transformando o ecossistema da saúde é a plataforma Global Health, que integra todo o histórico clínico do paciente e demais dados fornecidos pelo app Personal Health, para que o médico possa monitorá-lo, mesmo a distância. “Através da plataforma o profissional consegue, por exemplo, interferir na rotina do paciente, alertar que não tomou determinado medicamento, observar o aumento da pressão e investigar o que pode ter ocorrido. Tudo isso praticamente em tempo real”, conta Abreu, que ressalta a importância dessa ferramenta para fortalecer o vínculo de confiança e transparência.

O Global Health disponibiliza, ainda, ferramentas de gestão e automação do consultório que ajudam o dia a dia do médico, seja no agendamento de consultas, no check-in ou em outras atividades.

Barreiras a romper

Segundo o gerente de sistemas da MV, é importante que, no processo de digitalização da saúde, as informações capturadas por meio da consulta, do prontuário eletrônico ou da ficha de anamnese do paciente sejam cruzadas com uma série de dados históricos não só do paciente em si, mas também do seu perfil. “Cada vez mais o processo de diagnóstico e avaliação do estado de saúde do paciente vem recorrendo ao uso de prontuários, estatísticas e inteligência artificial”, explica.

Porém ainda há um longo caminho a percorrer e entre os principais obstáculos para a implementação de novas tecnologias no sistema de saúde está a resistência à interoperabilidade, ou seja, a integração de informações sobre o paciente em todas as instituições. “Cerca de 220 000 médicos utilizam nossas plataformas. Porém, quando esse profissional vai do hospital A para o hospital B, ele não consegue acessar os dados de um lugar para o outro. É preciso gerar soluções para que as ferramentas se integrem”, salienta o CEO da MV.

Outra barreira a ser enfrentada é a legal. “Há a questão da LGPD, mas quando a gente traz esses dados através de estatística, e não de forma nominada, eles podem ser utilizados como apoio em uma decisão clínica baseada não apenas na opinião do médico, mas também considerando um conjunto infinito de dados relacionados a situações semelhantes. É a tal da segunda opinião, que os pacientes costumam buscar, só que de uma forma tecnológica”, explica Abreu.

É importante, ainda, que o paciente entenda que não há problema em compartilhar seu prontuário e demais dados. “Seria o conceito do open banking adaptado para um open health. É preciso esclarecer que a tecnologia é essencial para apoiar a transformação da saúde, de forma que possamos transitar de um modelo para outro, sem perder a essência do cuidado pessoal, mas trazendo ganhos importantes, como a agilidade, rapidez e segurança no diagnóstico”, diz o gerente de sistemas da companhia.

MV – Mais Valor para a Saúde

Para celebrar seus 35 anos e consolidar a saúde digital no Brasil, a healthtech acaba de lançar uma nova identidade visual e novo posicionamento. Entre as novidades está a renovação do seu logo – ele acompanha a evolução da empresa e foi desenvolvido com base nos resultados da pesquisa que culminou com o slogan MV – Mais Valor para a Saúde. Entre as mudanças, a marca destaca aspectos fundamentais para a companhia, como pioneirismo, empreendedorismo, inovação e o reconhecimento da empresa no segmento, além do amplo portfólio de produtos que agregam valor a toda a cadeia que compõe o sistema de saúde.

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